Já se somam 25 pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff para apreciação na Câmara dos Deputados. Nenhum, no entanto, causou tanto impacto quanto a peça primeiramente redigida pela professora de Direito Penal da USP, a Dra. Janaína Conceição Paschoal.

Se a maior parte dos pedidos anteriores não haviam sido encarados pela narrativa corrente como muito mais do que reclames da oposição, a Dra. Janaína ganhou apoio de uma figura que deu um nó na cabeça de todos os defensores da continuidade do mandato de Dilma Rousseff: o jurista Hélio Bicudo, ex-ministro, ex-deputado e ex-vice-prefeito de São Paulo. Com um detalhe: estes últimos cargos, pelo próprio PT, que ajudara a fundar.

Um simbolismo tão forte não pôde ser ignorado pela esquerda – e nem pela direita. A primeira autora da peça, Dra. Janaína Paschoal, ganhou também o apoio de outro jurista de nome marcado no Brasil: Miguel Reale Jr.

Mais do que tudo, este pedido de impeachment foi a âncora para a oposição começar a busca por votos favoráveis ao impeachment. Com o ruído causado por uma peça que tem tudo para ser o maior pesadelo de Dilma Rousseff nos próximos meses, e apoiada pela oposição e até por ex-petistas, a advogada paulistana vem se tornando conhecida não apenas da Academia, tendo até sido entrevista no programa Roda Viva junto a Hélio Bicudo, em uma das maiores audiências do programa.

A professora livre-docente, canceriana de 41 anos, nos concedeu esta entrevista exclusiva para esclarecer algumas confusões e concepções errôneas que estão sendo veiculadas a respeito da peça que pode significar o segundo impeachment na história brasileira. 

Senso Incomum: Há 25 peças pedindo o impeachment na Câmara, mas apenas esta causou um frio na espinha do PT, como mostrou uma capa do Estadão em um sábado. Por quê? 

Dra. Janaína Paschoal: Nosso pedido tem muito fundamento jurídico; tomamos o cuidado de narrar os fatos e especificar as normas aplicáveis, de forma bem clara. A denúncia é técnica. Ademais, o fato de o Dr. Hélio conhecer o PT por dentro confere ao pleito maior legitimidade.

DeJanaína Paschoal 2 quem a senhora pediu apoio para tal peça?

Há um bom tempo eu estou convencida de que era preciso pedir o impeachment. Porém, ao conversar com algumas pessoas, era completamente desencorajada, ou porque pensavam que não cabia, ou que não era o momento. Alguns juristas até entendiam que era o caso, mas não se sentiam confortáveis para expor seus escritórios, seus clientes. Quando a peça estava pronta, eu a submeti a pessoas de confiança e pedi que fossem bem críticas: a denúncia foi lida por 3 professores de Direito, um juiz, um promotor de Justiça, um procurador da República, um economista, um psicólogo, um padre e 5 advogados. Todos deram alguma sugestão, mas aprovaram. Maria Lúcia Bicudo também leu e, inclusive, colaborou indicando texto da psicóloga Denise Ramos.

Dentre tantas pessoas à oposição, ou mesmo na “direita”, o apoio mais notável a seu pedido foi o de Hélio Bicudo, que foi fundador do PT. O que representa a figura do Dr. Hélio neste pedido?

Eu não decidi pedir o impeachment para aparecer. Se alguém da oposição tivesse feito uma denúncia completa, eu jamais tomaria tal medida. Encontrar Dr. Hélio foi um alento, pois ele me revelou sentimentos e pensamentos que coincidiam muito com os meus. Ele me disse, por exemplo, que estava achando estranho ninguém o procurar para fazer alguma coisa.

A senhora não teme ficar “apagada” ao lado de uma figura tão simbólica?

Ficar apagada ao lado dele é uma honra.

Qual a base jurídica para o impeachment de Dilma Rousseff?

A denúncia tem fulcro no artigo 85 da Constituição Federal e nos artigos 4, 9, 10 e 11 da Lei 1.079/50. Em resumo, se alicerça na falta de probidade administrativa, seja por ter protegido a diretoria da Petrobras, seja por negar os fatos sabidos na época eleitoral, ou por não contabilizar os empréstimos feitos junto a bancos públicos. A denúncia também tem base na afronta ao orçamento, haja vista que muitos dispositivos da lei de responsabilidade fiscal foram desrespeitados. Em especial a proibição de fazer empréstimos de bancos públicos e de fazer empréstimos (de quaisquer bancos) em ano eleitoral. A entrevista que o procurador do TCU, Julio Marcelo Oliveira, deu a BBC, há alguns dias, deixa esse expediente bastante nítido. No aditamento, por valiosa colaboração do Professor Miguel Reale Júnior, acrescentamos os decretos em que a Presidente abriu crédito suplementar, em valores consideráveis, sem autorização do Congresso.

Impeachment sempre causa algum desconforto. Quais os riscos para o país caso este processo se inicie?

Um processo de impeachment é sempre triste, afinal, melhor seria não ter motivo para tanto; mas na medida em que há motivos, pior é o pais deixar de enfrentar. A Constituição Federal prevê esse instrumento e estamos legitimados a usá-lo.

E como fica o Brasil se Dilma Rousseff permanecer no cargo?

Fingir que nada ocorreu afundara ainda mais o Brasil.

O Movimento Brasil Livre e o movimento Vem Pra Rua apoiaram formalmente este pedido. Qual o papel deles?

Logo após a apresentação da denúncia, recebemos o apoio dos Movimentos Anti-Corrupção, por meio da Carla Zambelli. A seguir, veio o MBL, por intermédio do Kim [Kataguiri]. E, por fim, o Vem Pra Rua, pelas mãos do Professor Miguel. Depois que Carla Zambelli me procurou, eu tive a idéia de buscar os outros movimentos. Penso que essa junção de forças é essencial, para conferir maior legitimidade. É muito importante deixar claro que, nesse processo, não houve interferência de partidos políticos.

Janaína Paschoal 4Quais são os próximos passos que precisam ser realizados para que o impeachment logre êxito? O que é preciso que aconteça na Câmara e no Senado para o impeachment se concretizar?

O presidente da Câmara precisa receber a denúncia e submetê-la à Câmara, para que autorize que seja a Presidente processada; a seguir, o processo se instaura perante o Senado Federal, sob a presidência do presidente do STF. Trata-se de um processo bastante complexo. Mas entendo que o pais tem condições de enfrenta-lo.

Uma nova mentalidade parece estar surgindo no país recentemente, como a chamada “nova direita”. Como a senhora se posiciona a respeito desta movimentação?

Tenho um pouco de preocupação com chavões. Não me apego a rótulos. Nesse processo todo, achei que apanharia muito da esquerda, mas fui mais hostilizada pela direita. Não sei bem como me classificar, penso que as pessoas haveriam de procurar refletir mais individualmente.

Quais foram suas inspirações intelectuais e jurídicas para este pedido?

Ao conhecer Dr. Helio, eu percebi que estávamos, cada um no seu canto, esperando que alguém fizesse aquilo que nós já estávamos convencidos de que deveria ser feito. Percebemos, naquela primeira conversa, que o alguém que aguardávamos éramos nós mesmos. Meu estímulo foi buscar um pais mais correto. Muito embora a Constituição Federal confira a qualquer cidadão a legitimidade para pedir o impeachment, eu senti, como nunca, como foi importante ter estudado Direito. Lutar com uma arma firme, porém não letal.

Com o apoio da oposição social-democrata, quem a senhora julga que sairá fortalecido nas próximas eleições, com ou sem impeachment?

Não sei quem sairá fortalecido desse processo. De tanto fazer essa análise, nossa oposição ficou paralisada. Todos ficam preocupados com 2018. Se o pais continuar nessa toada, não haverá 2018. Dr. Helio, também nesse aspecto, concorda comigo.

Um processo de impugnação da candidatura inteira de Dilma Rousseff (o que destituiria toda a sua chapa, incluindo seu vice, Michel Temer), não seria ainda mais efetivo?

Se não aparecer nada comprometedor com relação ao vice-presidente, entendo que o menos traumático seria ele assumir, pois é assim que prevê a Constituição Federal e eu sou uma grande defensora da Constituição.

Janaína Paschoal 3

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  • Depois do “impeachment” (nós adoramos importar ideais, conceitos e comportamentos de outras sociedades), virá a tempestade.

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  • José Cícero Honorato

    A esquerda fez uso da chamada “elite pensante brasileira” para chegar onde está. A USP, FHC e tantos outros ajudaram colocar esta baixa moralidade política no poder. Agora é urgente a destruição desta tralha. Eles são perigosos para o cidadão e o país. Leiam este artigo:

    O Sequestro de Abílio Diniz no Cenário Esquerdista da América Latina.
    Parte da História Recente do Brasil. Fatos de 1989.

    Em outro artigo que escrevi, citei as FARC. Dizia que este grupo narcoterrorista tem como receita financeira para a sobrevivência, além de as drogas, os sequestros.
    Segundo fontes do governo colombiano, Luís Edgar Devia Silva, codinome Raúl Reyes foi quem deu as ideias da chamada Lei 002 que obrigava empresários e pessoas com patrimônio econômico superior a um milhão de dólares a pagar uma taxa ao grupo insurgente em troca de não serem por ele sequestrados.
    Em 01 de março de 2008, Reyes e mais 20 companheiros foram mortos. Não se sabe bem por quem. As Farc acusam EUA de disparar míssil que matou Raúl Reyes e seus companheiros.
    Na ocasião lamentou Hugo Chávez, o então homólogo de Luís Inácio Lula da Silva na Venezuela. Disse ele:
    “Mataram o nº 2 das FARC, Raúl Reyes, e nós rendemos tributos a um grande revolucionário que foi Raúl Reyes. Eu o conheci pessoalmente na ocasião em que conheci o Lula, entre outros”1.
    A América Latina tornou-se, com o apoio de partidos de esquerda, campo minado das ações destes grupos de guerrilheiros e sequestradores.
    No Brasil, ocorreram vários sequestros nas últimas décadas, em que milionários são vítimas. Em dois sequestros esclarecidos, o de Washington Olivetto e o de Abílio Diniz, uma coincidência chama-nos atenção: a participação de integrantes de grupos de esquerda chilenos ligados à luta armada.
    Entre os sequestradores de Olivetto, além de William Becerra, do grupo colombiano ELN (Exército de Libertação Nacional), e de Marco Rodolfo Ortega, do Exército Geral dos Povos Pátria-Livre – havia ao menos dois outros ex-guerrilheiros chilenos da FPMR (Frente Patriótica Manuel Rodrigues): Mauricio Hernandez Norabuena e Alfredo Canales Moreno.
    O grupo, no depoimento, afirmou que o sequestro aconteceu por motivos políticos, especificamente para financiar a Frente Patriótica Manuel Rodrigues (FPMR) e o Movimento Esquerda Revolucionária (MIR).
    Norabuena é integrante da Frente Patriótica Manoel Rodrigues (FPMR), organização armada que atuou contra a ditadura chilena do general Augusto Pinochet. Ele tem duas penas de prisão perpétua no Chile, uma por planejar e executar, em 1991, o assassinato do senador chileno Jaime Guzmán, importante colaborador do governo Pinochet e outra, por ser um dos autores do sequestro de Cristián Edwards, herdeiro do diário El Mercurio, um dos maiores jornais chileno.

    O emblemático sequestro de Abílio Diniz.
    Na manhã do dia 11 de dezembro de 1989, o empresário Abílio Diniz, do grupo Pão de Açúcar, foi sequestrado quando se dirigia a seu escritório. Seus sequestradores eram estrangeiros militantes do MIR – Movimento de Esquerda Revolucionária – organização chilena.
    O sequestro fora planejado quase um ano antes pelo MIR e pelas Forças Populares de Libertação – FPL, uma das facções da então guerrilha de El Salvador.
    Uma caravan disfarçada de ambulância foi usada para interditar o carro do empresário. Com Diniz em suas mãos, os sequestradores pediram de resgate a quantia de 30 milhões de dólares. Todavia um cartão esquecido na caravan abandonada levou a polícia chegar até os sequestradores.
    No dia 17 de dezembro, depois de 36 horas de campana em torno do cativeiro, os sequestradores que lá se encontravam, se renderam e o empresário Abílio Diniz foi libertado. Ao todo eram 4 chilenos, 3 argentinos , 2 canadenses e 1 brasileiro – Raimundo Rosélio da Costa Freire. Presos, eles foram condenados as penas de 26 a 28 anos.
    Descobriu-se entre outras coisas que no cativeiro os bandidos mantinham um caixão funerário para enterrar o prisioneiro caso ele morresse. No cubículo – de cerca de 3 metros quadrados -, onde Diniz era mantido prisioneiro, não tinha banheiro e nem água encanada. De móveis, somente um colchão e uma banqueta. O som e as luzes ficavam ligados 24 horas. Diniz não tinha noção se era dia ou noite. A cela era subterrânea e a ventilação era mantida por um precário duto. Tudo preparado antecipadamente pelos sequestradores.
    Abílio Diniz foi libertado à véspera da primeira eleição direta para presidente da República após o regime militar, disputada por Collor e Lula.
    As investigações levaram a polícia a nomes de vários petistas em agendas dos criminosos – todos eles integrantes de organizações de esquerda que haviam optado pela luta armada na América Latina. Isso levou a polícia a vincular o caso ao PT, que tinha em seu quadro, vários militantes da luta armada. Para complicar, os sequestradores foram apresentados à imprensa com camisetas da campanha de Lula, encontradas nas casas que haviam alugado.
    Apesar de todo sofrimento causado ao empresário, logo depois se iniciou uma movimentação, em nome dos direitos humanos, liderada pela embaixada canadense para transferir para o Canadá dois sequestradores daquele país, Christine Lamont e David Spencer. O lobby acabou sendo apoiado pelo senador Eduardo Suplicy, do PT, pelo então Secretário de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, José Gregori, e pelo próprio ministro Renan Calheiros, que estava na pasta da Justiça.
    Dez anos depois do sequestro, Lula, convencido pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, visitou os presos em greve de fome – como faz Battisti-, e passou a defender a expulsão dos prisioneiros. O Senador Suplicy, como também age com Battisti, fez uma visita de cortesia aos presos. O então Secretário de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, José Gregori, não sossegou até que os bandidos fossem soltos. Dom Evaristo Arns, como sempre agiu com terroristas, levou suas bênçãos aos prisioneiros. Na época, Lula chegou a pedir a interferência do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso.
    Graças a um acordo de troca de presos entre o Brasil e o Canadá, aprovado pelo Congresso, os canadenses David Spencer e Christine Lamont foram extraditados para o Canadá. No início de 1999, os nove estrangeiros foram expulsos e o único brasileiro do grupo, Raimundo Rosélio da Costa Freire, foi indultado2.
    Convém esclarecer que os sequestradores de Diniz queriam ser expulsos do Brasil porque sabiam que seriam libertados ao chegarem aos seus países e contaram com o apoio amigo do PT. Já Cesare Battisti, revolucionário italiano acusado de assassinatos, não deseja ser extraditado porque sabe que vai cumprir pena na Itália e neste caso também contou com o paio de Lula e do PT para permanecer no Brasil.
    Síndrome de Estocolmo ou conveniência político-econômica e submissão?
    Em 2002, Lula ganhou a eleição para presidente da República Brasileira, em seguida, o empresário Abílio Diniz, presidente do Grupo Pão de Açúcar, foi pessoalmente se desculpar ao Lula pelo seu sequestro em 1989. Sim, neste caso o sequestrado foi quem pediu desculpas. Desde então, até os dias de hoje, não para de apoiar o PT e elogiar suas principais lideranças.
    Abílio foi integrado no plano socialista do PT, para integrar o quadro dos empresários sócios do esquema de poder socialista do Foro de São Paulo.
    Depois disso passou a comprar tudo que era rede de supermercado, para fundir empresas e ter controle de tudo, e assim, eliminar o livre mercado, como é de interesse esquerdista3. Ou você ainda é um dos que pensam que os socialistas/marxistas/comunistas trabalham mesmo é pelo social?
    O mesmo aplica-se às empresas de telefonia, que foram “privatizadas”, mas entregues para empresários amigos desses partidos. E tornou-se um mercado fechado, formado pelo clube dos empresários (amigos e submissos) dos revolucionários.

    José Cícero Honorato é autor/escritor e já publicou os livros:
    1. A Dissipação da Escuridão. Ou o Reino do Anticristo.
    2. KGB: Infiltrações, Enganos e Assassinatos.
    3. Carlos Marighella: Sua Incursão Comunista e o Minimanual do Guerrilheiro Urbano.
    4. O Documento Li Wei Han: Um Passaporte Vermelho Para o Inferno.
    (Estes livros encontram-se também no site da amazon.com).

    Fontes:
    1. A Enfermidade do Progressismo na América. Carta Pelo Direito de Autodeterminação do Povo Brasileiro. (Autor José Cícero Honorato)
    2. Blog, A Verdade que a Mídia não Mostra.
    3. Blog, A Verdade que a Mídia não Mostra.

  • José Cícero Honorato

    Estamos mesmo vivendo o que chamo de: “A República dos Marginais”. Escrevi este artigo que foi publicado no Brasil e em alguns países. Vejo o artigo:

    A Enfermidade do Progressismo na América.
    Carta pelo Direito de Autodeterminação do Povo Brasileiro.
    É o governo atual uma conspiração contra a nação brasileira?
    O povo brasileiro se deu conta de que o atual governo ou desgoverno é uma conspiração contra a nação? A aprovação popular do governo Dilma Rousseff é de apenas 7%. Os protestos são constantes por todo o país. Mas o que justifica tamanho descontentamento ‘jamais visto na história deste país’? Estaria mesmo ocorrendo uma conspiração pelo governo responsável pela defesa dos interesses da pátria e do povo brasileiro?
    O mal original é o mito da revolução. Afirmo que ele justifica tudo, os mensaleiros brasileiros, os trapaceiros da Petrobrás… e tantas outras atrocidades tenebrosas. Alguns jornalistas têm coragem de romper o silêncio para lembrar o óbvio: O Foro de São Paulo é a organização que junta as FARC, os Castros, Nicolás Maduro, Rafael Correa, Evo Morales e (ó surpresa) o PT. As esquerdas querem criar o seu clubinho? Tudo bem! Quando se admitem terroristas e traficantes como membros, então é associação para o crime1.
    Esta conspiração começou com a criação desta entidade, o famigerado FORO DE SÃO PAULO que passou a atuar em toda a América Latina, desde a fronteira do México com os EUA, até a região da Patagônia na Argentina.
    A função do Brasil neste contexto é o de provedor de recursos para os governos e movimentos comunistas falidos. Isto explica os envios clandestinos de dinheiro para outros países alinhados com a ideologia petista.
    O que é o Foro de São Paulo e como começou exatamente?
    Com a derrubada do Muro de Berlim (1989), as esquerdas em todo o mundo preocuparam-se com o futuro do movimento comunista, passando a buscar alternativas e a tomar medidas para a criação de suportes internacionais que lhes dessem sobrevivência. Fidel Castro tomou a frente pretendendo reunir todos os partidos e organizações marxistas-leninistas revolucionárias numa entidade supranacional.
    O Partido dos Trabalhadores (PT), também sentiu a necessidade de repensar e de fortalecer suas posições no contexto do socialismo mundial em acomodação. Na ocasião, a proposta de Fidel Castro para realizar um encontro das organizações revolucionárias da América Latina foi a oportunidade bem aceita por Luiz Inácio Lula da Silva. Assim veio a se fundar o denominado FORO DE SÃO PAULO (FSP).
    Estratégia desta entidade: recuperar para a América Latina, a ideologia escravocrata, assassina e comunista perdida no Leste Europeu, após a queda do muro de Berlim, em 1989.
    O Foro de São Paulo (FSP) é uma congregação de partidos, organizações e movimentos de esquerda, predominantemente marxista-leninistas revolucionários da América Latina, criada em 1990, com patrocínio do Partido Comunista Cubano e do Partido dos Trabalhadores. Todo ano, estes partidos e tais organizações realizam uma reunião em algum país subjugado por esta entidade para elaborar uma pauta. Uma destas organizações é as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) uma vez que o PT sempre foi um aliado delas na política de esquerda do continente. As relações das FARC com o narcotráfico são tão conhecidas quanto a relação PT-FARC2.
    Documentos secretos guardados nos arquivos da ABIN informam que a narcoguerrilha colombiana FARC deu 5 milhões de dólares a candidatos petistas em 20023.
    Mas não é apenas do tráfico de drogas que vivem as FARC. Segundo fontes do governo colombiano, Luís Edgar Devia Silva, codinome Raúl Reyes foi quem deu as ideias da chamada Lei 002 que obrigava empresários e pessoas com patrimônio econômico superior a um milhão de dólares a pagar uma taxa ao grupo insurgente em troca de não serem por ele sequestrados.
    O fato é que as FARC são uma organização guerrilheira formada por narcoterroristas e tem como receita, o narcotráfico e sequestros.
    Em 01 de março de 2008, Reyes e mais 20 companheiros foram mortos. Não se sabe bem por quem. As Farc acusam EUA de disparar míssil que matou Raúl Reyes e seus companheiros.
    Na ocasião lamentou Hugo Chávez, o então homólogo de Luís Inácio Lula da Silva na Venezuela. Disse ele:
    “Mataram o nº 2 das FARC, Raúl Reyes, e nós rendemos tributos a um grande revolucionário que foi Raúl Reyes. Eu o conheci pessoalmente na ocasião em que conheci o Lula, entre outros”.
    Este ano, no dia 21/08/2015, Evo Morales, Presidente da Bolívia e maior cocaleiro do mundo, ameaçou invadir o Brasil contra a nação brasileira para defender Dilma, Lula e o PT. “Não vamos permitir golpes de Estado no Brasil, nem na América Latina. Vamos defender as democracias e se precisar vamos atacar com nossas forças armadas”. Afirmou o cocaleiro boliviano. Nem Solano Lopez, o presidente do Paraguai que forçou Dom Pedro II a declarar-lhe guerra, ousou tanto. Então na mentalidade do Senhor Evo Morales, a nação brasileira não é digna de expulsar do poder, ‘os marginais do poder’. Ele, o maior cocaleiro do mundo, vem nos dizer o que é melhor para nós.
    Faz-se necessário saber se o Senhor Evo Morales está falando por si e seu exército, apenas; ou se está representando os seus homólogos de basicamente toda a América Latina, pois todos, ou quase todos estão reunidos numa só entidade, o Foro de São Paulo. Assim sendo, quantos exércitos latino-americanos, o exército brasileiro teria que enfrentar para proteger a nação e o território brasileiro? Estaria o nosso exército preparado para tal? Representantes das Forças Armadas dizem que sim.
    Diante da proposital gravíssima situação política e econômica que estamos vivendo, já deu para entender que este governo conspira contra a pátria e a nação brasileiras e fere das formas mais variadas possíveis, os interesses da nação, a Lei de Segurança Nacional e a Constituição Federal, dia após dia, e o Foro de São Paulo é a monstruosa entidade semissecreta e marginal, que dá suporte a estes traidores do Brasil e de várias nações latino-americanas.
    Este artigo é uma pequena amostra desta barbaridade. A estupidez total a que estes personagens desejam chegar, não cabe no imaginário humano.

    José Cícero Honorato é autor e já publicou os livros:
    1. A Dissipação da Escuridão. Ou o Reino do Anticristo.
    2. KGB: Infiltrações, Enganos e Assassinatos.
    3. Carlos Marighella: Sua Incursão Comunista e o Minimanual do Guerrilheiro Urbano.
    4. O Documento Li Wei Han: Um Passaporte Vermelho Para o Inferno. Estes livros encontram-se no site da amazon.com

    Fontes:
    1 Site anti foro de são paulo
    2 Site anti foro de são Paulo
    3 Revista veja. 16 de março de 2005
    4 Wikipédia

  • Marcos Villanova de Castro

    Parabéns, Flávio. Vida longa ao Senso Incomum.

  • Renato

    Poderia ser disponibilizado um pdf com a denúncia…

  • Dexter

    Adorei a foto que abre a entrevista. Parabéns ao fotógrafo (você Flávio?).

    • Flavio Morgenstern

      Não fui eu, não. 🙂

  • Mateus

    Olhem a capacidade de leitura do Sr. Ricardo, tira meio dúzia de conclusões porque escreveram “canceriana”, mas não entendeu nem que o próprio Dr. Hélio queria que alguém o procurasse para apoiar a causa.

  • Ricardo

    Mostraram bem que são discípulos do astrólogo embusteiro com esse papo de canceriana. Ele deve estar orgulhoso dos cunhas, felicianos, bolsonaros, janainas e flavios que criou. Bando de golpistas que usam homens de esquerda e com espírito público como o Dr. Hélio para enfeitar o golpe branco que está em curso no país.

  • Santana

    Hostilizada por quem ? Que mulher!!! Linda e inteligente. Casada ?

  • Epaminondas

    “Canceriana”? O Olavo de Carvalho foi o revisor do texto?

    • Flavio Morgenstern

      Não, apenas gostamos de respeitar o entrevistado e temos senso de humor com o que ele nos diz. 🙂

  • Andrea

    Olá,Flávio,parabéns pelo trabalho,estou torcendo pelo seu sucesso,pois precisamos demais de vida inteligente nas redes e na cultura em nosso país. A entrevista com a Janaína foi bastante oportuna mas acabou me deixando com três perguntas que estão me remoendo por dentro: -Por quais representantes da direita,segundo ela,foi hostilizada? E o que vem a ser uma “nova direita” a qual você se referiu? Por fim, qual o perfil da esquerda que a acolheu e qual objetivo de faze-lo,posto que todos sabemos que não há almoço grátis? Mais uma vez,parabéns e boa sorte na nova empreitada!

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