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Nesta semana, dois casos de abuso contra mulheres que foram bastante comentados nas redes sociais voltaram à tona pelo mesmo motivo: em ambos as provas levam à inocência dos acusados. No entanto, em tempos de histeria coletiva, esses homens apenas se livraram de problemas com a Justiça, mas serão punidos pelos SJW (Social Justice Warriors, ou Guerreiros da Justiça Social) por muito tempo com linchamentos virtuais.

O primeiro aconteceu numa festa de Réveillon em Brasília. Uma das participantes registrou um Boletim de Ocorrência por estupro. De acordo com seu relato no Facebook, o segurança Wellington Monteiro a teria forçado a se dirigir a um estacionamento vazio e lá teria cometido o ato de violência sexual, chegando a convidar um outro colega para violenta-la também. A postagem foi reproduzida na íntegra pelo jornal G1. Não é necessário ser perito para notar algumas inconsistências na narração da jovem (grifos meus):

“A festa estava horrível, então meia hora antes da virada decidi ao menos “aproveitar” o open bar, assim fiz.

Era mais de meia noite, eu estava dançando com um amigo perto da entrada quando fui abordada por um dos seguranças, que me coagiu a sair da festa, eu realmente não entendi o motivo e mesmo alcoolizada só atendi por ser uma figura de autoridade do local. Havia uma área de terra onde alguns carros estavam estacionados entre o cerrado. Eu estava completamente vulnerável, com muito medo. Um dos carros estava estacionado de ré para o cerrado, então atrás do carro só havia vegetação. Ali ele me virou de costas e sem a menor cerimônia me estuprou. Eu fui estuprada por quem deveria assegurar minha segurança. Eu tive medo, não reagi (poderia ter sido pior se reagisse, eu poderia apanhar, poderia demorar mais…), só queria que acabasse logo. Quando ele terminou mandou eu ficar lá, mais uma vez tive medo e não me movi. Ele voltou com outro segurança e disse: “Tá aí, cara, manda ver”. Não consigo descrever o que senti na hora. Ele saiu, eu fiquei com o outro segurança e perguntei porque ele iria fazer aquilo comigo também, acho que ele se assustou e disse que não ia fazer nada, respirei fundo e voltei pra festa num misto de pavor e dormência. Não contei nada pra ninguém. Me questionei se eu não tinha “pedido por aquilo”, olha que ridículo! É assim que somos ensinadas. A culpa sempre é atribuída à mulher. O dia amanheceu, fui pra casa com meu amigo, eu não conseguia ainda assimilar os fatos. Só pensei que não podia banhar, deitei e tentei dormir. Foi um sono inquieto, eu sentia dores internas, e comecei a lembrar de algumas frases que usamos na militância: “moça, a culpa não é sua”, “não ensine meninas a não serem estupradas, ensine meninos a não estuprarem”. Decidi levantar e tirar o absorvente interno (sim, durante o estupro eu estava usando absorvente interno), acontece que eu não consegui. Fiquei mais de uma hora pensando no que fazer, entrei em contato com um grupo de apoio à vítimas de crimes sexuais ao qual faço parte, fui ouvida e mesmo assim… Eu estava desnorteada! Não queria contar pra ninguém, estava com vergonha, me sentindo suja, culpada… Quando num ímpeto saí do quarto e falei com o meu pai um seco: “pai, eu fui estuprada”. Temos quatro cachorros, ele estava lavando a área, parou na mesma hora, esperou minha mãe sair do banho, contou pra ela. Fomos imediatamente à Delegacia da Mulher, eu sequer comi. Saímos de casa por volta de 12h. Ficamos aproximadamente quatro horas na delegacia, foi uma situação extremamente constrangedora, tive que repetir a história várias vezes e reviver aquele momento. Fui encaminhada ao IML e ao hospital da Asa Sul pela delegacia. O médico do IML não conseguiu tirar o absorvente interno, meu desespero só aumentava. Cheguei ao hospital e fui atendida por uma médica extremamente empática, finalmente me senti um pouco menos desconfortável, ela me tratou tão bem! Ela me consultou e tirou o absorvente, o que apesar de ter doído muito porque minha vagina está realmente bastante machucada, foi um alívio. Tomei uma Benzetacil em cada lado (sim, foram duas), remédio na veia, mais algumas doses únicas de remédio (via oral) e, o que me abalou muito: iniciei a tomar o coquetel para AIDS (são 28 dias tomando esses remédios fortíssimos, que causam enjoo, vômito e diarreia). Colhi sangue também. Cheguei em casa à noite, exausta, faminta… Até que minha irmã chegou e eu finalmente consegui chorar.
Eu sei que é muita exposição, mas, sinceramente?! Não é pior ao o que me aconteceu. Decidi redigir esta nota de repúdio por alguns motivos específicos: eu fiz tudo como orienta a lei, tudo certinho, e uau!!! Quanta burocracia! A delegacia, o IML e o hospital ficam completamente distantes um do outro, eu estava de carro, acompanhada, mas e a mulher que não tem nenhuma assistência como faz? Ela não faz, ela desiste. Porque se eu tivesse sozinha, juro que teria ido ao posto de saúde dizer que transei bêbada com absorvente interno, eu não teria forças pra passar por isso sozinha (e se não fosse o absorvente interno nem teria ido, correndo riscos de saúde); quantas outras mulheres não devem ter sofrido nas mãos desse imbecil e dessas empresas de segurança irresponsáveis que contratam qualquer um?! E o mais importante, eu não suporto imaginar que outra mulher pode passar pelo mesmo que eu passei e ficar calada, estou fazendo a minha parte pra evitar outras dores e outros sofrimentos.

P.S.: A nota está sujeita a edições para acréscimo de informações.
P.S. 2: Seguem algumas imagens, que comprovam o narrado, nos comentários.
P.S. 3: Tenho recebido muitas mensagens em apoio, estou lendo todas na medida do possível. Muito obrigada, de coração! Tenho recebido também solicitações de amizade, ativei a configuração “seguir” para que recebam atualizações sobre o caso. Tudo que fizer referência ao mesmo terá status público. Meus familiares e amigos estão sofrendo junto comigo, então não quero que eles sejam expostos. Mais, uma vez, muito obrigada!
P.S. 4: Aos que estão duvidando, me julgando… Só desejo que nunca aconteça nada semelhante nem à pessoa que vocês mais odeiam.”

  1. Onde estava o amigo com quem ela dançava? O rapaz achou natural que o segurança a tirasse da festa, não foi atrás para ver o que houve?
  2. Quem era o outro segurança, o que ficou com dó e não repetiu o estupro? Presume-se que ele também tem esse perfil de estuprador, para que o colega lhe oferecesse uma presa fácil sem grandes explicações.
  3. Quem raios volta para uma festa após ter sido violentada e lá permanece, curtindo a noite?
  4. Em todos os casos de violência sexual o culpado é o estuprador e jamais a mulher, isso é o óbvio ululante, assim como em casos de assalto o culpado é o assaltante e não quem foi roubado (mesmo que estivesse ostentando um Rolex). É verdade também que muitas mulheres se questionam se alguma atitude sua teria motivado a atitude do criminoso. No entanto, as feministas consideram que até mesmo cantadas são uma espécie de violência contra a mulher e, como a jovem é integrante da militância, o sentimento de culpa e a demora para fazer um B.O. por estupro são possivelmente os elementos da narrativa que permitiram o seu questionamento imediato, do qual ela se queixa no P.S.4.
  5. “Porque se eu tivesse sozinha, juro que teria ido ao posto de saúde dizer que transei bêbada com absorvente interno, eu não teria forças pra passar por isso sozinha (e se não fosse o absorvente interno nem teria ido, correndo riscos de saúde)”. Ser violentada e correr o risco de contrair DST não são um problema tão grande quanto estar com um absorvente interno? Feministas e suas prioridades misteriosas.

Agora juntem-se os 5 itens acima ao fato de que o segurança imediatamente foi prestar esclarecimentos à Polícia e assumiu que teve relação sexual com a denunciante, mas que fora consentida, o que se confirmou pelo testemunho dos demais participantes da festa afirmando que o segurança e a feminista saíram do recinto de mãos dadas. Há elementos suficientes para que qualquer jornal tomasse cuidado ao publicar matérias sobre o caso, sem tirar conclusões precipitadas e aguardasse a investigação da polícia para chamar o acusado de estuprador. Mas estamos falando de uma Imprensa que não raro noticia hoaxes (farsas, histórias falsas que circulam em redes sociais, como a do golfinho que morreu nas mãos dos turistas que tiravam selfies) e, para não variar, tomou o relato por verdade:

foi estupro correio brasiliense

Especialistões em ação

Especialistões em ação

E o prêmio Esso de Jornalismo 2016 vai para:

Não é uma situação em que houve um crime e há dúvidas quanto a quem o cometeu, mas sim em que as dúvidas recaem sobre a existência ou não do crime. Se há um SUPOSTO estuprador há uma SUPOSTA vítima

Até que se comprove a existência do crime, há um suposto criminoso e, obviamente, uma suposta vítima.

Chama atenção a fala da deputada Érica Kokay (PT-DF), que gravou um vídeo em apoio à vítima de sexo consensual, reproduzida pelo jornal:

“Estupro? Na festa de ano-novo em Brasília repete a lógica fascista de que a vítima é transformada em algoz e o algoz em vítima”, diz a deputada federal. “Nós não podemos permitir que exista essa relação de impunidade. À jovem que foi estuprada em festa na Asa Norte, nós prestamos toda a nossa solidariedade, vá em frente com toda a sua coragem!”

Uma legisladora se antecipa à investigação da polícia e aproveita o gancho para fazer discurso esquerdista. Será que ela pedirá desculpas por chamar um inocente de estuprador? Aguardemos (sentados).

Falando em impunidade, será que todos os que cometeram crime contra a honra e ameaças de morte contra Wellington Monteiro serão punidos? Porque evidentemente um homem casado que trai a mulher no ambiente de trabalho, durante o expediente, está errado. Mas não cometeu crime e vem sendo tratado como um estuprador, o tipo de criminoso, aliás, que não é tolerado nem mesmo por assassinos. Até que fosse declarado inocente pela polícia, certamente sua vida estava em risco.

Felizmente Polícia Civil concluiu que não havia elementos probatórios sequer para indiciá-lo, conforme informou um dos seus advogados:

Os elementos periciais e testemunhais indicam que não houve violência o que ratifica a versão do Investigado de que o sexo foi consensual. Além disso, a vítima foi submetida a exame de corpo de delito, no qual não foi possível constatar a incapacidade de reação. Por fim, testemunhas viram os dois dançando juntos e saindo de mãos dadas da festa em direção ao local onde ocorreu a relação sexual. Por fim, algumas testemunhas afirmaram que a vítima não demonstrou abalo psicológico e que ficou na festa até por volta de 05h da manhã. Desse modo a Polícia Civil conclui que não há elementos probatórios sequer para o indiciamento do cidadão apontado como autor

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E agora? Quem vai pagar a conta? (Clique para ler o relato de Wellington)

O Carnaval começa com um outro relato feminista, agora de assédio sexual no bar Quitandinha, da Vila Madalena. O dono do bar, seus funcionários e a PM teriam sido coniventes com a agressão. Apesar dos hematomas e cortes que ela diz terem ficado em seus braços, não fez B.O. e não quis levar a acusação adiante.
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Até o momento em que ela diz ter pedido ajuda ao garçom, porém nada foi feito, não há nada em especial que ponha a veracidade da narrativa em xeque. Há pessoas inconvenientes em bares, há funcionários omissos.

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O problema começa com a descrição das atitudes dos agressores. Quem já conhece as narrativas falsas ou exageradas dos fanfics de esquerda percebe a caricatura dos vilões machistas, que se acham no direito de fazer qualquer coisa com mulheres desacompanhadas justamente porque elas estão vulneráveis e eles as enxergam como seres que lhes devem submissão. Os seguranças parecem comparsas dos agressores e, então, retiraram-nas do recinto com brutalidade, para garantir a tranquilidade dos homens. (Estranho que, com esse tipo de profissional, a casa se mantenha há 25 anos na Vila Madalena, onde há dezenas de bares concorrentes.) O gerente também parece curvar-se ao poder do capitalismo e é simpático aos vilões, que, são ricos e frequentam o local há mais de 10 anos.

 policiais também são machistas e cúmplices dos vilões ricos na visão caricata dos SJW

Policiais também são machistas e cúmplices dos vilões ricos na visão caricata dos SJW

Antes de prosseguir, vejamos a distância do bar até a delegacia mais próxima no Google Maps:

Rachando o táxi daria uns R$ 2,50 por pessoa.

Rachando o táxi daria uns R$ 2,50 por pessoa.

Já seria possível parar por aqui, mas há outra questão também pertinente: que negócio é esse de ter de ir junto com os agressores fazer B.O.? (Seria uma estratégia da Secretaria de Segurança Pública para que agressores e vítimas iniciassem uma linda amizade no meio do caminho e desistissem de envolver a polícia na história? E se a coisa funciona e passa a ser necessário para registrar uma ocorrência de roubo que o próprio bandido que o cometeu compareça à delegacia com o declarante?) À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta e esse trecho inverossímil lança dúvidas sobre tudo o que foi narrado anteriormente, o bastante para que os leitores não seguissem exaltadíssimos detonando o estabelecimento, conforme a autora da postagem sugeriu, antes que esse pudesse se manifestar.

O relações públicas do Quitandinha também não foi suficientemente hábil para abordar o assunto na página do bar, o que deu margem para mais ataques dos que compraram a cascata de imediato. Em vez de se pronunciar de maneira padrão (aguardaremos a investigação, mas por ora afirmamos que a política do bar sempre foi de respeito aos seus clientes e que repudia a prática de assédio e o machismo), chamou a cliente de mentirosa. Depois pediu desculpas para só depois encontrar o tom correto de se pronunciar. Em suma: foi uma sucessão de remendos ruins para pouco tecido bom. O que não muda o fato de que os guerreiros da justiça social passaram um gordo recibo de distração por exigirem até mesmo que o estabelecimento machista fechasse as portas, mesmo diante dessas inconsistências grosseiras na narrativa da garota.

No dia 14 de fevereiro finalmente o bar postou os vídeos das câmeras de segurança interna e externa, desmontando a acusação.

Houve ainda os que argumentaram que o vídeo fora editado e que, portanto, não valeria como prova (uma vez passador de recibo, sempre passador de recibo…). Evidentemente a versão disponibilizada para o público contém os momentos mais relevantes da gravação, justamente os que desmentem o relato de Julia. Mas, uma vez que o estabelecimento entrará na justiça por danos morais, é muita inocência presumir que a Justiça se baseará apenas no vídeo editado prosseguir com a acusação.
Nas redes sociais as reações aos dois casos foram semelhantes. A grita, a revolta, os protestos contra o machismo e a cultura de estupro surgiram aos montes. Muita gente clamando por justiça sem sequer se perguntar se não ouvir a outra parte não representaria a própria injustiça de que se queixa. Claro que o fazem por ingenuidade, descuido e emoções exaltadas diante das narrativas de violência lidas. Mas no país que tem o lamentável caso da Escola Base como exemplo de destruição de reputações e vidas (as vidas de Icushiro Shimada e Maria Aparecida Shimada, os donos da escola que foram acusados erroneamente de pedofilia foram literalmente destruídas: o casal morreu sem receber as indenizações que lhes deviam por danos morais) não se poderia cometer mais esse tipo de apedrejamento precipitado. Alguém duvida que o segurança seria violentado na cadeia caso passasse uns poucos dias preso até a conclusão da investigação? Eis o tipo de coisa que os guerreiros da justiça social, cheios das mesmas boas intenções que povoam o inferno, têm promovido com sua histeria e necessidade de atenção e aprovação.

Não é necessário ser perito para observar esses episódios e notar que há várias peças que não se encaixam nos relatos das denunciantes. E quem já adquiriu “bagagem cultural” de fanfics de esquerda identifica logo o estilo marcado pelo exagero sentimental na tentativa de comover o leitor e de posar como a vítima, não propriamente de um estupro ou de um abuso, mas de uma sociedade machista e capitalista. Os dramas pessoais adquirem a função de bandeiras nas mãos de ativistas de Facebook. E se for necessário destruir a vida de um homem com a acusação de um crime hediondo ou gerar um ataque em massa a um estabelecimento que sobrevive à crise e emprega alguns pais de família, os que militam por um mundo melhor o farão sem o menor constrangimento. Os nobilíssimos fins justificam os danosos meios.

  • E eu acreditei nessa estória sobre o bar… caramba que armadilha ardilosa. O problema de quem mente muito, é que quando for verdade, ninguém mais acreditará. É preciso se blindar contra a emotividade desses discursos, e aprender que nessa sociedade, em que a bondade das pessoas é explorada por pessoas desonestas, é preciso ver para crer.

  • Nina

    Gostei muito do texto. Ele nos faz refletir e parar de acreditar em tudo sem termos provas. Não podemos condenar ninguém só porque uma pessoa denunciou nas redes sociais! Se fizermos isso com os outros, logo farão também conosco e com nossos amigos.

    Parabéns, Paula, você escreve muito bem. Tem livros publicados?

  • Rafael

    Uma coisa que chamou atenção: Onde foram parar os amigos dessas moças, no caso do bar ela disse que estavam todos à mesa, e derepente, sumiram?

  • Pablo Dias

    O que há de factóides criados por feministas não está no gibi. E a história da violência doméstica? Os números brasileiros mostram que morrem muito mais homens por violência doméstica do que mulheres por exemplo, mas isso nenhuma feminista comenta. Parece que só há homens violentos e agressivos. Não existe nenhuma mulher que tem crise histérica e joga panela ou dá facada no marido. São todas vítimas, independentemente da situação.
    O pior é que há indícios que nas cortes os juízes e juris tendem a condenar mulheres em uma proporção muito menor do que homens (há estudos que demonstram essa discrepância). E alguns dizem que essa é a sociedade “misógina” em que vivemos.
    Eu diria que vivemos em uma sociedade “androfobica”: se você é homem, você é culpado até que se prove o contrário.

    • Rafael

      Também não precisa mentir sobre os fatos. Há muito mais violência de homens contra mulheres que o contrário.

      • Pablo Dias

        Mentira uma ova meu caro. Quem é você para ir contra os dados do próprio governo?
        O número absoluto de homens que morre por violência doméstica é quase 4x maior do que o número de mulheres.
        Sua cabeça deve estar girando pois você costuma ouvir o contrário, que é propagado pelo movimento feminista de propósito: o número proporcional de mulheres que morrem por violência doméstica é maior do que o de homens que morrem por violência doméstica. Isso de forma alguma, entretanto, anula o fato de que morrem muito mais homens do ponto de vista nominal do que mulheres.
        Alguém que teve a paciência de fazer o vídeo desmascarando essa palhaçada foi esse sujeito: https://www.youtube.com/watch?v=hxH7ZPEgjY8

  • Valder Palombo

    Recebi o caso Quitandinha pelo Linkedin (o que, por si só é absurdo). Realmente não é preciso ser perito para perceber as falhas na narrativa, construída segundo um padrão: sociedade machista e capitalista. A denunciante usou uma hashtag interessante #vamosfazerumescandalo o que dá bem a medida.

  • Eu tinha postado em outro comment sobre como os fanfics se tornariam perigosos quando passassem a envolver falsas denúncias de crimes sexuais. Dito e feito. A mola propulsora do “fanfiqueiro” é a promessa certa de que encontrará algum espaço no esgoto jornalístico que é a imprensa brasileira. E vejam que a feminista conseguiu duas primeiras páginas no Correio Braziliense!
    .
    Eu também escrevi algo sobre isso. A impunidade também é um arcabouço de segurança para os fanfiqueiros: raramente são punidos, raramente têm suas vidas destruídas, raramente perdem emprego. Enfim, fanfic é um negócio lucrativo de excelente custo benefício. E já existem outros surgindo, como o de uma moça que teria sido barrada por um usar um vestido curto nas aulas do curso Gabarito. Detalhe: são regras da universidade. Mais o linchamento dos zumbis não poupa ninguém.
    .
    https://sognarelucido.wordpress.com/2016/02/19/a-imprensa-brasileira-nao-tem-escrupulos/

  • Arthur Dias

    Estreia mais que genial, Paula! Excelente texto. Só gostaria de sugerir, na minha qualidade de tradutor enxerido, que se traduza Social Justice Warrior por Justiceiro(a) Social. Creio que o termo justiceiro passa muito bem a ideia de linchamento e “justiça” com as próprias mãos, além de ser um termo mais curto e com melhor sonoridade. Mas isso é só o meu pitaco; de resto, o texto está irretocável.

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