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Os novos elementos explosivos da delação do senador Delcídio do Amaral, que era líder do governo até há pouco, achincalharam Brasília como talvez só se tenha visto nas vésperas do golpe militar de 1964.

Preso por tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró, Delcídio delatou muitas informações a que teve acesso como encarregado dos interesses do PT no Congresso. Todas essas movimentações, somadas ao efeito das manifestações do dia 13 de março, dão ainda mais fôlego à tese do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Se os elementos já fazem pressão por si, agora recebem peso jurídico: o Senso Incomum apurou com exclusividade que as acusações na delação de Delcídio foram anexadas ao pedido de impeachment que será estudado na Comissão a ser formada provavelmente ainda nesta semana.

Isto traz novos elementos que não podem ser ignorados no pedido, e ainda dá substância jurídica a todas as movimentações em discussão em Brasília nestes dias, como a validade da nomeação de Lula como ministro da Casa Civil e sua possível prisão.

A anexação das acusações na delação apontam que os elementos iniciais para o pedido de impeachment não apenas se confirmam, como ainda se agravaram. Até o momento, não houve resposta com contra-prova da parte do PT, de Dilma Rousseff ou do governo, tão somente negativas midiáticas.

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Além de confirmações cada vez mais sérias a respeito dos crimes de responsabilidade apontados no caso da compra hiperfaturada da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras, Delcídio, em sua delação, também mostra que Dilma furtou-se à responsabilizar apaniguados e aliados sob sua égide.

A delação de Delcídio, cumpre ressaltar, foi homologada pelo ministro Teori Zavascki e Delcídio depende dela para confirmar o relaxamento de sua pena.

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A atuação recente do ex-presidente Lula para se furtar à lei também é mencionada, o que corrobora a tese a ser apresentada pela oposição de desvio de função (o que pode impugnar a nomeação) e de obstrução da Justiça, crime que seria cometido por Dilma Rousseff ao nomeá-lo, apressando ainda mais a urgência do impeachment. As palavras não tentam se disfarçar em eufemismos.

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Com termos que talvez não surpreendam muito os leitores apressados de política, algumas palavras se tornam pesadíssimas para cientistas políticos sérios. Não apenas o Partido dos Trabalhadores toma o que é do Estado como se fosse seu particular, nível “básico” de corrupção, mas destrói a distinção entre um e outro, o que estudiosos dos totalitarismos do século XX consideram com unanimidade como um elemento para o surgimento dos Partidos-Estado, que transformam instituições e o poder de mando do Estado na população em mecanismos dos interesses de um único partido.

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A denúncia prossegue: há também crimes de responsabilidade envolvendo repasses de dinheiro para outros países. Apesar de o repasse de dinheiro assustar mais o público comum, a diluição do poder em relação a países aliados ideologicamente ao Partido aprofunda transnacionalmente a questão anterior.

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O pedido da juntada não poupa palavras, mas também é consciente da insuficiência delas. São tantos crimes e desmandos a serem arrolados que apenas sua catalogação incorreria em não conseguir acompanhar sequer as notícias, que dirá sua análise jurídica. Cabe, pois, aos três Poderes, o impeachment, processo tanto técnico quanto político para aliviar o país do vórtice da crise.

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Há, também, a anexação de fatos relativos ao ministro Aloísio Mercadante, que voltou aos holofotes pela tentativa de compra do silêncio de Delcídio – e neste caso, com uma gravação com trechos assustadores, como a “preocupação” (“solidária”, segundo Mercadante) com a “segurança” da família de Delcídio do Amaral enquanto estava preso e estudava uma delação premiada.

O próprio Delcídio, aliás, fora preso justamente por tentar comprar também o silêncio de Nestor Cerveró, o que é do interesse de Dilma Rousseff, de Lula e de todo o PT.

Mercadante não agia como ministro, e sim como agente de um Partido-Estado.

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Por fim, fica claro que a pressão das ruas no dia 13 de março foi ouvida e está sendo transformada em elemento jurídico, pois o processo de impeachment foi pedido por milhões de pessoas nas ruas e deve agora ser a âncora do país para não ter suas instituições plenamente esbulhadas, aprofundando uma crise criada pelo modelo de transformação da sociedade em parte do Partido através do Estado, como o PT vem fazendo.

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O impeachment, agora, deve ser a prioridade número 1 de um país, visto que já é o único assunto de preocupação de qualquer petista no governo, na imprensa e na agitação deste país.

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