lula STF totalmente acovardado

Todo político eleito para um cargo do Executivo tem em suas mãos diversos cargos de confiança que frequentemente (estou sendo otimista com o frequentemente) são usados como moeda de troca. O mais alto cargo executivo do Brasil é a Presidência da República, e o presidente eleito possui uma quantidade imensa de indicações e nomeações ao seu dispor.

É gente demais para ser “comprada” e “mantida refém”: eu lhe dou um emprego com um belo salário e uma boa dose de poder, e você fica na minha mão até o último dia do meu mandato.

Mas, uma das indicações que o presidente da república faz é bem diferente de todas as outras, e é justamente a indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal. Esta é a única indicação para um cargo cujo mandato ultrapassa o da presidência – é para um mandato vitalício. Sendo assim, é a que tem a moeda de troca mais fraca.

O presidente não pode ameaçar um ministro do STF com perda de mandato, e esta é justamente uma das características-chave de uma suprema corte, a de que seus componentes podem julgar qualquer assunto e qualquer pessoa sem influências externas, sejam elas de políticos, de partidos, de outras instituições ou do povo.

É por isso que a escolha de ministros do STF com orientação ideológica semelhante à do presidente em exercício não é uma jogada de sucesso garantido. Exemplo disso foi o próprio Joaquim Barbosa, indicado por Lula em 2003, que em inúmeras oportunidades votou e julgou de forma completamente contrária ao esperado pelo governo petista.

Lula, é claro, não é capaz de enxergar sua arrogância, torpeza e desprezo pelas outras pessoas. Seu ego gigantescamente inflado o impede de perceber que há pessoas no Brasil cujo poder é mais fundamentado e mais duradouro que o dele.

O vilão clássico da literatura e do cinema sempre cai por causa do exagero de autoconfiança. Lula não foge à regra. Quem tudo pode, nada teme, e esse nada inclui investigações, grampos e vinganças. De guarda baixa, Lula foi pego em sua forma mais natural, a de ser desprezível e incrivelmente chulo em tudo o que diz. E, graças à inteligência de Sérgio Moro, os brasileiros puderam ouvir, no conforto de suas casas, as gravações em que Lula chama os magistrados do Supremo de covardes.

Eu não sei você, mas se eu tivesse um cargo vitalício, não respondesse para ninguém e fosse chamado de covarde publicamente por alguém, eu faria questão de aplicar a lei no limite mais rigoroso da letra a esse sujeito, caso algum de seus processos caísse em minhas mãos. Mas, como nem sempre o mal anda de braços dados com a sorte, as liminares pedindo a suspensão da nomeação de Lula como ministro foram cair justamente nas mãos de Gilmar Mendes, desafeto bem conhecido do ex-presidente. E Mendes não desapontou 97% dos brasileiros ao julgar a liminar procedente, frustrando os planos petistas e deixando Lula à mercê da operação Lava Jato.

Logo depois de sua decisão, Gilmar Mendes informou que levará a discussão voluntariamente ao plenário do STF. Muita gente recebeu esta afirmação como um sinal de que Lula está agindo por trás dos bastidores para que o colegiado do STF reverta a decisão de Mendes e ele possa tomar posse em definitivo como ministro.

Eu não acredito nisso, e arrisco dizer que Gilmar Mendes adiantará a discussão em plenário porque tem certeza de que sua decisão será corroborada pelos colegas de tribunal, por um simples motivo: Lula passou dos limites e ofendeu todos eles. Não haverá misericórdia para o protoditador da Banânia, muito menos quando misericórdia significaria passar por cima das leis e permitir uma fraude que já virou piada internacional.

Enquanto isso, Dilma segue cada dia mais isolada, com olheiras cada vez mais profundas, sem ter mais nenhuma carta na manga. Boatos dizem que ela pensa em renunciar e uma vidente diz que ela tentará se matar. Qualquer que seja sua decisão, não mudará o fato de que seu governo acabou, junto com seu partido e seu mentor. Vão-se os presidentes, ficam os magistrados. Essa é a lição que Lula deveria ter aprendido e que, para nossa sorte, não aprendeu.

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