dilma espada

Quantas vezes você já ouviu que “o brasileiro tem memória curta”? Ou o mote do brasileiro que não desiste nunca, “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”?

Como já é mais do que sabido (mas não me canso de repetir), numa sessão que virou a madrugada e só terminou na manhã do dia 12/05, o senado votou e aprovou a admissibilidade do processo de impeachment contra Dilma Rouseff, que é, então, afastada da presidência. Michel Temer que, não custa lembrar, foi eleito como vice na chapa da petista com os mesmos 54 milhões de votos, assume interinamente por 180 dias ou até o desfecho do julgamento, que pode afastar de vez a ex-presidente em exercício ou reconduzi-la ao cargo (isola, bate na madeira, pé de pato, magalô, três vezes).

É o primeiro, e tímido, passo, na reconstrução do Brasil. E o maior erro, agora, é virar a página, ponto, parágrafo, vamos começar uma história do zero. Não é assim, nem de longe. Não estamos partindo do zero. Estamos no ponto mais negativo que se tem notícia e já sabemos que muita gente vai jogar contra. Para que o processo de reconstrução tenha alguma chance de sucesso, temos muito o que aprender com os 13 anos que o PT passou no poder. E com os outros 30 em que foi oposição, para falar bem a verdade.

O que não podemos esquecer, de jeito nenhum:

Para eles, é uma guerra. E a primeira arma é controlar a informação. Não podemos esquecer que os dados podem e são manipulados e que o próprio chefe da quadrilha já admitiu que inventava os números sem o menor pudor. Não precisa nem fazer sentido, só precisa se adaptar à narrativa! Os chamados “dog whistles” alinham o discursos imediatamente e toda a militância, ainda que capenga, bate nessa tecla e defende com unhas e dentes. E uma mentira bem contada, amigo, vale mais que uma verdade vacilante. Temos que pesquisar. Temos que desmentir. A minoria barulhenta não pode ser a dona da verdade, ainda mais quando é mentira.

O Brasil foi aparelhado, dos cargos públicos aos cargos ilustrativos em empresas amigas. Cortar a cabeça é o primeiro passo, mas temos que começar um período de tratamento “médico”. Se não combatermos como uma infecção, pode voltar. Um funcionário de centésimo escalão na Petrobrás que aceitar uma bala no posto BR pode virar um escândalo de corrupção maior do que o Petrolão, para construir a narrativa do “viu, não era só o PT”. A desratização começa por cima, mas deve atingir TODAS as esferas do serviço público.

Não interessa quem inventou a corrupção, está errado e fim. O PT não inventou a corrupção. Mas levou a um nível que nunca tínhamos visto. Mensalão, Petrolão e sabe-se lá que outro ÃO vai surgir a hora que os guardiões dos segredos forem afastados ou resolverem falar para não passarem o resto da vida na cadeia. Qualquer corrupto deve ter o mesmo fim: julgamento e cadeia em caso de condenação. O resto é historinha.

Quanto mais estado, pior! FHC tinha 21 ministérios. Passou 8 anos apanhando que era um custo muito alto para o brasileiro pagar. Quem batia? O PT. Em 8 anos de Lula, os 21 viraram 37. Dilma criou mais dois, chegando em 39. Quem paga a conta de tudo isso? A gente. Entendeu porque precisa aumentar imposto? Voltar a CPFM? Taxar heranças? Criar novos impostos? Revogar isenções? Não se esqueça nunca: não existe essa coisa de dinheiro público. O que existe é o nosso dinheiro, o dinheiro dos contribuintes. Para piorar, apesar da carga tributária pornográfica, temos o pior retorno sobre impostos do mundo, o que significa dizer que o que você paga para ter saúde, educação, ruas asfaltadas, saneamento básico, previdência e por aí vai evapora na burocracia e corrupção e você tem que pagar, de novo, para ter as coisas pelas quais já pagou o governos para fazer.

Mas acho que de todos, o maior ensinamento é que basta UMA pessoa com vontade, para mudar o mundo. Contra tudo, contra todos, contra taxas de aprovação mentirosas de 80%, contra os datafolhas da vida, uma pedra que rola pode criar uma avalanche que muda tudo. Os 20 da Paulista viraram 3 milhões. Não interessa o quão grande e poderoso seja um governo. O povo informado e com voz é imbatível.

A mudança que começa hoje não começou em Brasília, em nenhum gabinete. Começou na Paulista com 20 pessoas. São eles que temos que agradecer. E é por causa deles que não podemos esquecer o que aconteceu e como a gente faz para não acontecer de novo!

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  • Muito bem colocado: vencemos a batalha principal, mas a luta vai continuar por muito tempo ainda. Pra começar, sempre existe o risco de algum senador cabeça de bagre mudar seu voto e trazer o caPeTa de volta ao poder. Fora isso, a esquerdalha não se conforma e vai atirar contra tudo o que puder: precisamos continuar batalhando nas redes sociais e nas seções do leitor dos jornais refutando as mentiras que eles vão inventar.

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