estupro_coletivo

Quanto mais fundo se cava sobre o caso do estupro coletivo no Rio de Janeiro, mais estranho fica o caso. Os primeiros a terem denunciado o caso foram uma turma do Twitter famosa por seus posicionamentos conservadores, por isso não foram dados pela mídia como heróis (embora o deputado Marcelo Freixo, do PSOL, tenha sido ovacionado por tomar conta do caso). Hoje se descobre cada vez mais dados que mostram que o horror não parece ter ocorrido como a vítima e a narrativa feminista afirmaram.

Uma coisa, porém, permanece certa: não importando o que aconteceu com a adolescente de 16 anos que acordou cercada por 33 homens, se um estupro ou uma festa que fugiu ao controle, um crime ocorreu  – na verdade, vários.

Textos e mais textos repetiram uma cantilena inócua com ares de indignação, de empáfia e de panacéia mágica na internet – todos resumíveis a “estupros existem porque a sociedade permite, há uma ‘cultura de estupro’ conivente e só teremos menos estupros quando ensinarmos agenda ideológica vitimista desde tenra infância em todas as escolas com viés progressista”. Entretanto, o verdadeiro problema apenas cresce justamente sob esta égide, tão agastada, tão alterosa, tão heróica e tão justiceira.

Na internet, o expediente típico foi o pensamento analógico, que tenta amacetar a complexidade da realidade numa analogia, remetendo algo distante a algo conhecido por uma pequena mente humana circunscrita a um determinado ambiente. O estupro na favela carioca (estas hoje chamadas de “comunidades” sem questionamento) foi comparado a cantadas, a pessoas alcoolizadas em festas, a deputados que rejeitam o feminismo (justamente para propor punições rigorosas a estupradores), a rejeição a ideologização nas escolas e, infreqüentemente, a algum estupro em situações nada análogas.

Para se entender algo (e atenção especial quando este algo é chocante), é preciso delinear as fronteiras do que esta coisa tem em comum com outras e o que tem de distinto. Eventos extraordinários obnubilam nossa visão pela psicologia, mas apenas aferrando-se a este método entenderemos o mundo e poderemos evitar novos crimes tórridos. Do contrário, daremos tiros de canhão em mosquitos e desculparemos criminosos em nome do fim dos crimes.

Existe sim algo que podemos chamar de “cultura de estupro”, noves fora as desculpas da esquerda para a criminalidade, que já foram muito além de desculpar estupradores (mesmo os assassinos). Ela nada tem a ver com os estupros e os atos ofensivos às mulheres com que tentam comparar um estupro coletivo.

mulher_desafia_policialNas favelas pelo Brasil, a lei não chega. São espaços geográficos dominados pela lei do mais forte. Não são ambientes próximos nem da anarquia, nem da “ausência de políticas sociais”, e sim parecendo mais uma sociedade tribal. Laços de família e compactuações por proteção contra inimigos comuns valem muito mais do que alguma norte moral ou lei espiritual ou jurídica maior. Antes da polícia, o maior inimigo do Comando Vermelho são os Amigos dos Amigos. São como tribos em guerra. A grande desavença entre o morro da Mangueira e o morro do Salgueiro, cantada em escolas de samba e filmada pela Globo ao mundo, é uma disputa entre facções rivais de controle monopolístico do tráfico de drogas.

Uma sociedade tribal, ao contrário de nosso modelo assentado, urbano e sedentário, baseia-se majoritariamente na honra – enquanto a moral religiosa ocidental preferiu trocá-la pela vergonha, individual, privada e inquilina da consciência individual, não de uma linhagem.

Foi o que notou Ruth Benedict ao estudar o Japão na Segunda Guerra Mundial: o Ocidente tentando resgatar o conceito de honra ainda não atingia nem uma filigrana da mentalidade japonesa, dos suicídios por desonras variando de notas baixas a uma traição. A vergonha inaugura a noção de perdão – a honra é a sociedade da vingança, da impessoalidade da culpa (transferível aos filhos, à família, ao clã, à tribo e à nação). A vergonha inaugura o pensamento individual, a noção de pessoa humana, a separação entre Estado e indivíduo. A honra é a gênese do racismo, do coletivismo, da punição islâmica às estupradas, da moral sexual draconiana.

Quando se fala em “multiculturalismo”, acreditando-se que mentalidades como a muçulmana podem se integrar como mero exotismo estético à sociedade ocidental, está se provando uma fatal ignorância antropológica e da história dos pensamentos e idéias.

avatar-movie-james-cameronSe nas favelas cariocas impera-se sobre uma população carente um modelo de atuação pela força que abandona a lei, a moral e o modelo de um limiar intransponível entre o mundo da ordem e a criminalidade, recai-se novamente na honra pública.

Uma sociedade de honra tem como distinção social o prestígio alcançado por seus membros (de certa forma, é como a internet funciona, como notou o hacker revolucionário Pekka Himanem, em Ética dos Hackers e o Espírito da Era da Informação – o botão “Curtir” explica sozinho o sucesso do Facebook). No caso de uma favela dominada violentamente por uma facção criminosa, adquire-se prestígio com a obediência e o enaltecimento de seus líderes.

Num mundo amoral, materialista em todos os piores sentidos, pavimentado de ódio pela sociedade “normal” e em que a força domina sem contrapeso, os líderes de facções criminosas, enriquecidos às mancheias pelo tráfico de drogas, são bajulados como verdadeiros sultões. Inclusive com haréns.

Estupro coletivo e mentalidade coletivista

É onde surge uma verdadeira “cultura de estupro”, esta que não merece críticas no Fantástico, não é tema de crítica em blogs feministas, não enseja moções de protesto (ao menos não de pessoas ricas), não é comparada a cantadas e abordagens de coação. Trata-se dos antigos espólios de guerra, que não costumavam senão ser as mulheres de tribos inimigas, tratadas como não muito mais do que depósitos de esperma. As mulheres se tornam meros objetos sexuais tanto como o harém do chefe do tráfico no morro quanto como espólios quando são dos adversários. Se nas favelas não há necessariamente estupros de mulheres de inimigos (não necessariamente), qualquer dívida de drogas é suficiente para fazer com que uma namorada, irmã ou até mãe do agente em débito seja vítima de um estupro.

Nada parecido com as cantadas com que tentam fazer analogia, nada parecido com festas da faculdade, nada nem de longe remotamente coligado a uma cultura “machista e patriarcal” de tolerância ou conivência com o crime de estupro – exatamente ao contrário. Trata-se justamente de um estupro coletivo como punição, da consciência de todo de que apenas a morte pode ser pior do que este ato hediondo – praticado por ser hediondo, e não por ser “banalizado” ou “admissível”.

Justamente numa sociedade de honra, um estupro possui ainda mais peso, já que a honra é pública e impessoal (é de onde sai o pensamento de que tal família não é bem vista, pois uma de suas mulheres foi estuprada). E é por isso que o estupro coletivo é praticado – não por o acharem brando, mas justamente por ser uma punição forte num mundo sem uma lei impessoal e uma moral de vergonha privada.

Não são as “pessoas normais” morando numa favela que banalizam uma barbaridade como o estupro coletivo – no máximo, acatam a cultura superior, banalizando o sexo, como a “cultura” do funk carioca, que ganhou status de “patrimônio cultural” em projeto de lei do deputado socialista Marcelo Freixo, do PSOL.

nao-houve-estupro-protesto-favelaNão é uma “cultura de estupro” dominante em toda a sociedade que tolera estupros porque não criminaliza cantadas e nem dá aulas de educação de feminismo socialista para crianças: é justamente quem está à margem desta sociedade, que tampouco ignora a hediondez do ato, que transgride o limiar da criminalidade e o pratica como crime, sabendo que justamente os que tanto falam em feminismo serão os primeiros a tolerar, compactuar, defender e até mesmo financiar seus outros crimes.

Ao tentar corrigir toda a sociedade (como se ela fosse uma massa homogênea, como se os problemas da dona Neide no alto do morro do Vidigal fossem os mesmos da Patrícia, chegando no seu curso de Jornalismo ou Arquitetura em faculdade pública de carro importado), só se mostra desconhecer a sociedade. O diagnóstico na melhor das hipóteses é inócuo – besuntado em esquerdismo, torna-se um remédio mais fatal do que a doença.

O caso do estupro coletivo, a polícia soube desde o princípio (e quem ouve a polícia na imprensa brasileira?), tem todos os elementos de alguma dívida por drogas. Algo bastante comum nos morros, mesmo que este caso se revele uma fraude: uma namorada de algum drogado em débito (é difícil exigir padrões morais tão sólidos de adolescentes, por isso o suicídio do discurso progressista do sex lib adolescente) acaba sendo dopada e acorda com mais marmanjos do que esperava ao redor de si.

Ainda que se descubra ser uma fraude, até o momento parece a hipótese mais plausível: uma festinha sexual com alguns figurões com o tal prestígio parece ter acabado com mais convidados do que o esperado. Num mundo em que o sexo é moeda de troca, acaba sendo por vezes troca de dívidas alheias. Ao contrário do que nossa vã mentalidade cheia de -ismos e ideologias crê tão cegamente, é algo absolutamente comum em favelas.

Algo parecido com a preocupação das feministas universitárias em seus blogs que viram canais de YouTube e geram futuras comentaristas tatuadas de GNT com mestrado em Paris e viagens anuais para Amsterdã?

Justamente por ser um modelo de organização social baseado em honra, um verdadeiro estupro coletivo dificilmente seria impune pelos próprios criminosos locais. É praticamente impossível para alguém que conhece favelas crer que possa haver, de fato, um estupro coletivo num barraco com 33 meliantes, o caso ganhar notoriedade até internacional, e os praticantes descerem o morro ou irem para suas casas dormindo em paz, sem acordarem tendo suas famílias sendo estupradas diante de seus olhos por vingança.

Novamente: não pela banalização, mas justamente por se saber que o tamanho da hediondez do ato. A única explicação para o ato não gerar uma guerra civil é ter sido cometido de maneira mais ou menos consensual, ou ao menos pela “lógica” da honra tribal entre chefes do tráfico com prestígio na favela.

Tentando aplicar a um modelo de sociedade completamente diferente do nosso as nossas categorias de pensamento, apenas conseguimos nos cegar à realidade, acreditando que o conhecimento do nosso mundinho de apartamento tem algo a ver com a realidade de periferias, favelas e lugares longe da lei aos quais nunca fomos, como o cemitério de elefantes do Rei Leão.

Resta agora às feministas torcer para que o estupro coletivo se confirme e tenha realmente acontecido. Repetindo: feministas torcendo para ter havido um estupro coletivo, que cada vez mais parece mera cortina de fumaça.

baile-funk-pm-mulherCom o grande adicional da semana: admitir que o crime do Rio é mesmo hediondo e entendê-lo exige entender que os crimes correlatos a ele, todos desculpados pela esquerda com categorias simplórias como “desigualdade” (de renda ou, hoje, de gênero, com o feminismo), são todos um só.

Tentar tratar o tráfico de drogas como crime desculpável pelo hedonismo, e o estupro (ainda mais um estupro coletivo) como algo “ensinado pela sociedade” e culpa de uma abstrata, intangível, indefinida e vaporosa “cultura de estupro” só mostra que as categorias estão completamente falhas. O estupro é irmão do assassinato, pai do seqüestro, neto do roubo, primo do tráfico.

Simplesmente não é coerente e inteligente pregar uma sexualização precoce e desinibida, criticar a moral conservadora, destituir de significado qualquer sacralidade ou convívio pela lei, viver pelo hedonismo e indulgenciar a tomada de bens de outros à força e depois afirmar que é contra o estupro. O estupro existe justamente pelo resto do que este discurso prega – e não existe quanto mais este discurso é trocado por algo além da puberdade.

É, definitivamente, uma coisa de ricos almofadinhas – ou, diríamos hoje, “coxinhas” de esquerda – acreditar que o parentesco e a matriz de um estupro coletivo são cantadas, abordagens coercitivas, bebedeiras em festas de faculdade, e não a mentalidade revolucionária da eterna adolescência.

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Saiba mais:











  • FLAVIO, falando nisso o primeiro delegado do caso deu uma entrevista. Segundo ele, esse caso deve ser investigado e também deve-se investigar se ela tem associação ao tráfico. Vale muito a pena ler:
    http://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de-janeiro,delegado-afastado-ve-elo-entre-jovem-violentada-e-trafico,10000056110

  • Monica Accorsi

    Faço minhas tbm , as palavras do Rodrigo Feliz…. E te agradeço muito, Flavio, por ter feito a esperança retornar aos meus dias….
    Há algo de muito novo no reino das bananas… Graças a Deus, a gurizada poderá ter bom referencial…
    Baci a te! Grazie

  • Rodrigo Felix

    Flávio, já faz algum tempo que acompanho seus textos/análises mas nunca comentei.
    Deixo este comentário apenas pra te dizer a admiração que tenho por seu trabalho.
    Para alguém como eu que estava acostumado as análises e artigos de Reinaldo Azevedo, Constantino, Puggina e outros(não que estes não sejam bons), conhecer seu blog foi um salto tremendo. De verdade, é outro nível. Seus textos estão em um nível mais alto. Por exemplo aquele sobre a Ana Hickman, é um tratado filosófico. Espetacular. Enquanto aqueles estão analisando acontecimentos da política e batendo no pt. Audiência fácil nestes dias, convenhamos….
    Meus parabéns. Meu desejo é ver você escrevendo em algum veículo de comunicação como a Veja por exemplo.
    Você, Olavo e Pondé pra mim são top.

  • Diego Santos Ribeiro

    ótimo artigo

  • Muito bom, Flávio.
    Pensando na margem aqui, você poderia fazer uma biografia do movimento feminista. Apesar de ser uma biografia em cima de factóides ou fanfics. Todos os casos falsos ou contraditórios do movimento feminista no Brasil.só uma ideia…

  • Helber Lessa

    “[…]lugares longe da lei aos quais nunca fomos, como o cemitério de elefantes do Rei Leão.”

    –Mas o Simba tinha o DIREITO de ir lá sem as hienas molestarem-no !!!

    Isso é tudo que uma feminista média terá para dizer sobre o texto, que é espetacular.Qualquer comentário além disso e “estupradores são monstros” é “culpar a vítima”.
    Soberbos morais, acreditam mesmo que somos um bando de estupradores ensinados por nossos pais malvadões a gostar ou tolerar isso, e que somos contidos por eles, os guerreiros de luz do feminismo…

  • Edu Porto

    Outra contradição interessante dessas canhotas histéricas: começam afirmando que todo homem é um estuprador em potencial e que são assim devido a cultura do estupro (claro, os pais e mães ensinam esse tipo de coisa). Após escutar uma barbaridade dessas, comentei com uma dessas boçais que um menina jamais deveria ficar sozinha com 30 caras no mesmo recinto bebendo, a não ser que ela os conhecesse muito bem. Recebi como resposta uma coisa genial, a feministinha de twitter disse que minha opinião era machismo, por que “onde se viu que uma mulher não pode ficar onde ela quer só por que tem homens”. Aí perguntei de volta, mas não foi vc mesmo que falou que os homens são potenciais estupradores, como é que vc defende agora que uma mulher posso ficar sozinha perto desses monstros? Deu tilt na cabecinha dela, e restou dizer que se os homens fossem educados para não estuprar ela poderia ficar até pelada que não aconteceria nada. Rebati dizendo que nunca vi pais e mães ensinrem filhos a roubar, matar ou participar do petrolão. No entanto, tudo isso acontece. Cadê a evidência de que apenas essa coisa mágica que ele chamam “educação” vá curar todos os males da humanidade? Ou seja, é tudo uma palhaçada mesmo e estão aproveitando um crime para potilizar tudo. Bem típico da ideologia ôca da esquerda. E como tem gente boa caindo nessa armadilha.

    • Sara Grigna

      Também discordo que “todo home é um estuprador em potencial”, isso é discurso de quem usa o feminismo de forma errada. o feminismo luta por igualdade de gênero, e não uma guerrinha de mulheres X homens.
      Mas vamos só refletir sobre o que vc disse… Por que um homem sozinho com 30 mulheres desconhecidas num recinto bebendo não causa nenhum impacto? Ou vc tb acha que um “menino jamais deveria ficar sozinho com 30 mulheres no mesmo recinto bebendo, a não ser que ele as conhecesse muito bem”?

      • Sara Grigna

        Correção: *homem

      • Giskardy Medeiros

        Sara, a questão talvez não se refira ao comportamento individual, mas ao de uma multidão ante algo ou alguém tido como hostil ou estranho ao grupo. E se, por exemplo, fosse um rapaz vestindo uma camisa “Bolsonaro 2018” diante de uma manifestação de “feministas” extremadas? Ou mesmo um adolescente capturado após furtar bolsas? Sob as circunstâncias propícias, uma multidão pode agir tão agressivamente quanto um enxame de abelhas.

        • Giskardy Medeiros

          Correção: “capturado sob suspeita de agressão sexual a crianças”. No intuito de moderar meu comentário, inadvertidamente sugeri uma hipótese inverossímil e completamente desproporcional.

  • Eriveldon

    Mais um crime aprovado e apoiado pela esquerdalha transformado em bandeira ideológica dessa mesma esquerdalha. Ou alguém me explique as fotos da tal moça com armas usadas pelo tráfico e sua presença em uma (comunidade) em busca de que??

  • Rodrigo

    Ótima análise. Só uma dúvida real: como explicar o depoimento e a narrativa da menina, principalmente quando inserida nesse contexto mais terrível? Era para que ela em hipótese alguma decidisse por corroborar com a versão do estupro, não?

    • Helber Lessa

      Se for um caso falso, talvez ela tenha sido influenciada pela defesa (ou decidido sozinha), para ser vítima e não alvo de chacota,ou, em caso menos possível, mais conspiratório mas tão plausível quanto, arquitetado como jogada política e que está dando errado.

      Mas me parece que o mais provável é que tenha iniciado relações consentidas por motivos escusos e saiu do controle.

  • Vinícius Barreto

    Ótimo texto, mas penso que nesse caso específico, não foi cobrança nenhuma, foi sem-vergonhice mesmo, deu porque quis, e gosta do “negocio”.

  • Morg,
    Como o assunto do feriado variou de estupro a instrupo, aproveitei para ver uns videos no youtube. Não sei se era algum seu o do Olavo que comentava não termos no Ocidente uma literatura que falasse da vida privada sob o comunismo como temos sob o nazismo, mas foi citado um livro que conta. Vc sabe dizer qual é?
    Acredito que o conhecimento da vida das pessoas comuns no comunismo possa esclarecer muito do que vivemos – guardadas as proporções, pois não fossem as redes, muita coisa passaria desconhecida e muitas opiniões seriam sequer formadas.

  • Golden Boy

    Off: O que houve com a antiga logo do site?

    • Flavio Morgenstern

      Não entendo muito de codificação, apenas escrevo e pronto. Fiz alguma bobagem e tive de colocar um layout de emergência enquanto peço que alguns adultos responsáveis cuidem do design. Logo tudo volt… tudo será melhor do que sempre foi.

  • Fabiane Baldissera

    Olá! Quero me manifestar dizendo que… SIM! O estupro é irmão do assassinato, pai do sequestro, neto do roubo e primo do tráfico. E é justamente por isso que eu fico impressionada com o fato de que existem pessoas tentando justificar o injustificável (estupro). Ou ainda, atribuir algum tipo responsabilidade a vítima… E qndo falo de pessoas, falo, de forma abrangente, pq não interessa quem são… Não interessa o seu poder aquisitivo, a sua religião, o seu partido, a sua educação, o seu meio, entre outros… Essas pessoas estão espalhadas por toda a sociedade brasileira. Eu também acho que tentar enquadrar essas pessoas a um perfil é de uma certa forma dividir a responsabilidade da pessoa com os atributos do dito perfil… Para mim, nesse caso, isso também é uma forma de relativismo. Pq ao justificar/atribuir o pq daquela pessoa está pensando ou, se manifestando dessa maneira a sua condição financeira, a sua educação, a sua religião e mais… É o mesmo que dizer que o que aconteceu com a vítima, só aconteceu pq ela subiu o morro, era usuária de drogas e etc… Eu posso até parecer aqui de certa forma, simplista qndo digo que um crime, independente de qual crime for deve ser enquadrado e punido sem relativismos… Eu pergunto… As pessoas podem justificar um assalto? E um assassinato? Alguém já leu ou viu alguém se manifesta no sentido de atribuir responsabilidade a uma vítima de assassinato??? Alguém já leu ou viu??? Então pq tentar justificar um estupro??? Existe justificativa??? É importante que as pessoas (como um todo) compreendam que NÃO importa se a vítima está nua, se está alcoolizada, se está drogada, qual os lugares que ela frequenta… Enfim… O crime de estupro ocorre no exato momento em que a vítima diz NÃO!!! E na incapacidade da mesma poder se manifestar, tal incapacidade, seja ela qual for, é por si própria a prova do ato criminoso… Simples assim!!! Sem justificativa e relativismos. E sobre a questão de uma vítima ser usada como forma de moeda de troca ou punição. Deve-se nesse caso tb responsabilizar quem oportunizou o ato. Seja irmão, pai, marido, seja quem for e pelo que for. Outro aspecto do qual eu fico impressionada é sobre apropriação do termo “cultura do estupro”. Digo apropriação pq até a mídia usar e divulgar essa expressão nos atos que ocorreram e ocorre, em lugares a onde existe o islamismo, nunca antes havia-se relacionado o crime de estupro a uma “cultura do estupro” no Brasil. Como se antes isso não acontecesse ou, já não tivesse acontecido no Brasil??? Será mesmo que essa adolescente é a primeira vítima da “cultura do estupro”??? Qntas outras antes delas já foram estupradas??? Aha! Espera, não eram mais de 30 homens, eram só 05… Como no caso da turista que estava com o seu namorado no Rio e pegou uma condução em Copacabana e foi estuprada por 05 homens. Isso não é cultura do crime… Né??? E os ataques às mulheres no metrô??? As pessoas têm memória curta… Essa dita “cultura do estupro” sempre existiu no nosso país… E foi só agora que a fixa caiu??? A própria tentativa por si só, de tentar justificar o crime atribuindo responsabilidade a vítima é prova de que não é de hj que a “cultura do estupro” existe no nosso país. E não falo dessa tentativa específica e sim, de todas as outras tentativas que aconteceram antes dessa, mesmo as que não foram divulgadas na mídia. Outro detalhe importante. Há de se ter cuidado ao generalizar qndo se fala em “multiculturalismo mentalidade muçulmana”. Digo isso pq existi uma diferença entre ser muçulmano e ser da religião islâmica e existe uma muito maior entre a religião islâmica e o islamismo… Todo o muçulmano é islâmico, mas nem todo islâmico é muçulmano. Essa afirmação está igual para… Todo o católico é cristão, mas nem todo o cristão é católico… E ser da religião islâmica não é o mesmo que fazer parte do islamismo. O islamismo é o radicalismo islâmico. É o fundamentalismo. São eles os responsáveis pelos atos terrorista e também pela “cultura do estupro”. Não são os muçulmanos em si, pois além de muitos muçulmanos não fazerem parte do islamismo, existem muitos convertidos entre eles… Apenas para constar… Eu sou cristã! No mais eu concordo com o texto…

  • Alex

    Relativização da violência com base em teorias diversas de bárbaros e tribos, bacana que a direita brasileira pensa assim!

    • Flavio Morgenstern

      É fácil identificar alguém que não leu o texto. Basta ver quem usa uma palavra-gatilho boba como afirmar que o texto está tentando “relativizar”, quando está justamente mostrando como o caso é ainda mais terrível do que pensam. 😉

      • Flávio, qual sua opinião sobre Leandro Karnal?

        • Flavio Morgenstern

          Mal o conheço de nome. O Macalossi que o dissecou muito bem no artigo ali ao lado.

    • Sara Grigna

      Concordo com vc!

  • Ana

    Muito boa sua análise. inclusive, esse texto e o outro sobre esse caso deveriam ser capítulos de algum livro que discorresse sobre o que os movimentos feminista e de abolicionismo penal realmente são e quais são suas consequências para a sociedade. Meus parabéns.

  • Bom texto. Vejo a violência escalando muito por uma falta total de pragmatismo no trato com o tema. As pessoas querem ter razão, não ter solução. Querem vingança e reparação, e não políticas públicas efetivas. Escrevi sobre isso aqui:
    https://trendr.com.br/precisamos-conversar-sobre-a-viol%C3%AAncia-no-brasil-7d10923216d6

  • Vera Garcia

    Perfeito a analise.

  • Esse caso é um mero factoide que as feministas instrumentalizaram ideologicamente. Há fotos e vídeo dela plenamente consciente sentando, felando e urrando de prazer neste evento fatídico.

  • Redigi um artigo correlacionando a formação de preços no livre mercado e a formação de casais:
    https://bordinburke.wordpress.com/2016/05/30/como-formam-se-os-precos-e-os-casais/

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