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ricardomelo

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Ricardo Melo havia sido exonerado na reforma ministerial de Michel Temer da presidência da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação. O ministro Dias Toffoli, ex-advogado do PT, deferiu liminar para que o jornalista reassuma a empresa.

A EBC foi criada em 2007, no segundo mandato de Lula, para gerir diversas empresas públicas de comunicação no país. Empresas como TV Brasil, TV Brasil Internacional, Rádios EBC,  Agência Brasil, Radioagência Nacional e Portal EBC, o TV NBR que presta serviços para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Nada disso é propriamente “comunicado” ao público, que não deve nem saber da existência destes canais. A única “comunicação” que tem com o público é com o programa de rádio “A Voz do Brasil”, que se intromete na programação normal de rádios com uma chiadeira digna de uma transmissão direta da década de 30 do século passado e todo brasileiro conhece pelo menos a sua abertura, quando imediatamente troca de rádio ou coloca um CD pra tocar.

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A EBC gerida por Ricardo Melo, petista, tem em sua página na Wikipédia pouca informação, o que não mostra muitos brios de “comunicação” da empresa. Mas entre os 3 itens de conteúdo, destaca-se o Controvérsias, que versa sobre 50% dos contratados da estatal não serem concursados, com uma ridícula desculpa de Edinho Silva para o caso.

Na seção Orçamento, do site da EBC, há informações sobre o orçamento de 2008 e 2009. Desde então, parece que ninguém atualizou o site. De toda forma, somos informados de que em 2008 a empresa custou  R$ 342.070.842, passando a custar R$ 382 milhões no ano seguinte. Misteriosamente, orçamentos públicos sempre crescem.

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Parece que Ricardo Melo faz a EBC comunicar bem pouca coisa ao público. Cremos que comunicamos mais do que a empresa, com um orçamento de uns R$ 30 por mês no Facebook (aumente nosso orçamento através de nosso Patreon).

A EBC é a famosa sinecura, uma empresa estatal sem cuidado (sine cura) com o dinheiro do pagador de impostos apenas para aboletar amigos do rei.

pha-ricardomelo-ebcApesar de ninguém nem saber quais são os canais e as freqüências de rádio da custosa empresa, blogs de impostoafetivos como Paulo Henrique Amorim comemoram a volta de Ricardo Melo: a sua manchete é “Toffoli põe Ricardo Melo de volta à EBC!”, com subtítulo “Até o julgamento final do mandado!”. Exclamações exultantes! Mas o único motivo de comemoração é o companheiro Ricardo Melo voltar a comandar uns R$ 300 e tantos milhões por ano.

Ricardo Melo já foi um comunicador mais conhecido: possuía uma coluna na Folha. Se tornou destacado pela coluna Israel é uma aberração; os judeus, não, que a Folha, apesar de praticamente nunca sumir com conteúdo, ter tirado do ar (link do Google). Restou apenas a auto-indulgência do Ombudsman, que refastela-se no “direito à opinião” para tergiversar sobre a coluna anti-semita, mesmo tentando desculpar-se com um título desses (ver aprofundada análise de Marcus Vinícius Motta).

Ensejo para perguntar se o jornal faria o mesmo com um colunista que defendesse o Tea Party, Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, a contenção de imigrantes de Donald Trump e na Europa, as ações bélicas de George W. Bush (e Tony Blair e tantos outros) para conter a ascensão do extremismo no Oriente Médio, que assim que cessaram, deram pasto e circunstância para aberrações como o Boko Haram e o Estado Islâmico.

Mas sabemos a resposta: tais opiniões nunca teriam espaço na Folha de S. Paulo. Já uma coluna tão “não apenas anti-Israel como também com anti-semitismo pouco disfarçado” (tanto que foi apagada do site) acaba “passando”. São essas meras coincidências da vida.

Anti-semitismo: gênese do sindicalismo petista

Ricardo Melo, como se vê, é um dos companheiros do PT e defendido por petistas. O PT é o grande partido brasileiro da mentalidade do Estado forte dirigindo a sociedade, do coletivo mandando no individual, da correção política redesenhando o país.

É o modelo sindical de política, que sempre defende uma classe com interesses corporativos, para usar o poder do Estado para tomar de outros agentes da sociedade à força o que é do interesse de uma classe específica (operários, professores, bancários etc), como mostra brilhante, ainda que breve, análise de Olavo de Carvalho.

Após a industrialização, foi o molde das políticas de massa que marcaram o século XX: o socialismo e os fascismos. Todos movimentos sindicais pedindo Estado forte para controlar as empresas e o sistema financeiro. É o modelo da ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas, o primeiro populista do Brasil, tão admirando por Lula. Sua ditadura matou quase 5 vezes mais do que a ditadura militar – e civis comuns, não guerrilheiros e comunistas.

partido-nazista-brasileiroTambém era eivada de fortíssimo anti-semitismo: o Brasil possuía o maior “partido nazista” fora da Alemanha do mundo na época, no Rio de Janeiro, quando o racismo “arianista” se mostrou mais do que mera organização social e se mostrou inviável no Brasil. O principal motivo, na verdade, foram os interesses de Getúlio em forçar a industrialização do país à força, obrigando-o a se aliar aos americanos, não aos alemães.

Apesar de começar como um fascista apoiador do Eixo (o que até outro admirador de Getúlio Vargas, o comunista Igor Fuser, reconhece), e após um controverso torpedeamento de um navio brasileiro por um submarino alemão, é que Getúlio Vargas se viu forçado a virar a casaca e lutar na Segunda Guerra a favor dos aliados. Mas até sua famosa CLT, por exemplo, é quase cópia da Carta del Lavoro de Benito Mussolini, que garante privilégios a determinadas classes em negociações de trabalho – modelo conhecido como corporativismo, o que se mantém até hoje na Constituição Federal de 1988 no Brasil.

O modelo sindical do PT, portanto, seguindo o molde do sindicalismo de Vargas (que era anti-comunista, como o PT saiu das comunidades de base da Igreja Católica para ser uma alternativa ao Partido Comunista), como o modelo de Hugo Chávez e Nicolás Maduro na Venezuela, é muito mais próximo do fascismo do que do socialismo.

Este último tampouco é propriamente admitido pelo PT, a não ser entre quatro paredes: o 3.º Congresso do PT fez um vídeo explicando que seu plano era implantar o “socialismo petista” no Brasil, mas o retirou do ar (a internet, todavia, nunca esquece).

Todavia, é preciso compreender estas influências históricas profundas, inclusive com suas inversões e contradições de personagens (como as de Getúlio Vargas) para se entender as idéias em disputa hoje (o que Thomas Sowell faz maravilhosamente no livro Conflito de Visões).

O corporativismo é o modelo de gerir a política através de interesses de classe (ou seja, não uma lei geral comum, mas a ascensão de uma classe política contra outras – a gênese antiga que vai gerar xingamentos como “coxinha”). Portanto, ele vai contra aqueles que considera “burgueses”, os trabalhadores autômatos que não estão na coletividade das fábricas e nem na burocracia estamental.

corporacao-oficioOs “burgueses” são a cria das antigas corporações de ofício da Idade Média, que ensinam uma profissão prática – as guildas de tecelões, mercadores, viajantes, exploradores, sapateiros, ferreiros. Trabalham para si próprios e ganham conforme o seu próprio trabalho, sendo a grande força a derrubar a estrutura do feudalismo e inaugurar as grandes navegações, a urbanização e o comércio (sobretudo nas feiras comerciais, os burgos). São, portanto, homens impermeáveis ao canto das sereias por megafones da retórica dos sindicatos – o que o socialismo alemão, o nazismo, identificou historicamente como obra de um povo: os judeus.

Não é, portanto, um desvio ou acidente na forma do sindicalismo que gera o anti-semitismo, mas a sua própria base. Por um desvio histórico, o socialismo russo não foi feito pelos operários sindicalistas, e sim por burocratas e aspirantes a intelectuais. Graças a isso, o anti-semitismo, fortíssimo entre a Revolução de 1905 e a consagração da Revolução Russa de 1917 na propaganda bolchevique, foi dando espaço para uma mescla ao nacionalismo russo (na Primeira Guerra) e depois mesmo a uma propaganda crítica do anti-semitismo (após o fim do Pacto de Ribbentrop-Molotov, que manteve as duas versões do socialismo, o nazista e o soviético, em paz contra o inimigo maior, a “imperialista” Inglaterra).

Ter “interesses de classe” e pensar na política como uma “proteção” a um grupo específico, mormente em questões trabalhistas, pode parecer inofensivo, mas basta olhar a história e a mentalidade de todos os postulantes de tal tese para ver que ela necessariamente gera o anti-semitismo, por judeus serem o povo no mundo que, historicamente, sempre se fechou no comércio (o sistema financeiro livre, no mundo, possui muitos judeus, campeões da poupança, do empreendedorismo e da livre-iniciativa, a trindade do mal para a esquerda).

Basta compreender que o primeiro genocídio no mundo a superar 1 milhão de vítimas, o massacre dos cristãos armênios pela coalizão dos Jovens Turcos (Jön Türkler), foi o massacre por estes sindicalistas de uma facção religiosa rival que não se coadunava com a substituição de um Deus transcendente pelos interesses de uma classe consubstanciados no Estado, que tomava das outras classes ao invés de instaurar uma lei geral. O que hoje quer o Estado Islâmico, sempre querendo acabar com judeus, é recriar o califado do Império Otomano, responsável exatamente pelo genocídio.

Também basta lembrar dos sindicalistas da USP, do SINTUSP, pregando o fim de Israel e enaltecendo o grupo terrorista H’zbollah, saudado com gritos de “Viva o H’zbollah!” ao fim da “palestra” com diversos professores da USP.

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Ou das palavras do próprio Adolf Hitler, que dizia que, “se somos socialistas, precisamos ser anti-semitas”. Pode não ser algo admitido com todas as letras pela esquerda, mas é uma lição que ela própria aprendeu bem – vide como até hoje trata Israel.

Molotov_with_RibbentropApós o fim do pacto de Ribbentrop-Molotov, a União Soviética stalinista, que pechava a todos de “imperialistas” e “direitistas” (até mesmo Trotsky), decidiu chamar o fascismo e o nacional-socialismo não mais como pertencentes à comunidade internacional de socialistas (a então Segunda Internacional), dividindo o mundo entre o bloco soviético “vermelho” e os fascistas de outro lado. Assim, preferiram chamá-los de “extrema-direita”, rótulo que eles próprios nunca usaram para si, sendo os fascistas radicais opositores antes da Inglaterra (como se vê pela criação do próprio Pacto Ribbentrop-Molotov) do que do socialismo.

Foi, curiosamente, a própria Inglaterra, com a Escola Britânica de Christopher Hill e E. P. Thompson (e, posteriormente, Eric Hobsbawm), que trouxe a definição para o Ocidente, confundindo até hoje pessoas que, pela vergonha histórica, chamam Mussolini e Hitler de “extrema-direita”, como se quisessem privatizar empresas públicas, manter a burguesia mercante livre de um Estado forte, manter uma moral cristã-conservadora ao invés do Deus Estado.

Até hoje a confusão permanece. 5 minutos de reflexão pensando no século retirando-se o rótulo de “direita” dos fascistas e tudo se aclarece.

Vendo-se o que Ricardo Melo fez na EBC, entende-se por que alguém que gere uma empresa de comunicação de R$ 300 milhões anuais só pode odiar aqueles que deram ao mundo um modelo de organização em que cada um ganhe por seu trabalho, e não pela força corporativa de seu sindicato.

Anti-semitismo petista além de Ricardo Melo

Desde as manifestações de 2013 até os protestos de esquerda de 2016 nada mudou – já deixei explicado todo o mecanismo de movimentos de massa no livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. Há apenas uma diferença: bandeiras da Palestina tremulando por onde quer que CUT, MST, UNE e quejandos inventem de se manifestar.

Amin al Husseini und Adolf HitlerOntem, durante a invasão da sede da Presidência da República em São Paulo pelo MTST, bandeiras da Palestina voltaram a tremular. É a defesa da “causa palestina”, a ideologia criada por Amin al-Husseini, que popularizou a suposta luta “anti-colonialista” ensinada por 11 em cada 10 professores de História e Geografia no Brasil. Amin al-Husseini manteve relações diretas com Adolf Hitler, tendo a Palestina inclusive enviado tropas para o exército nazista para combater os Aliados e, claro, caçar e matar judeus.

Nosso amigo Marcos Kleine conseguiu algumas fotos do furdunço. Em um vídeo, vê-se alguém explicando no meio da Avenida Paulista, ao megafone, que “está aqui como membro da esquerda”, portanto precisa ser “contra estes israelenses, que são protagonistas desta chacina no Oriente Médio” (sic).

mtst-palestinaImagine-se afirmar que os muçulmanos são protagonistas desta chacina no Oriente Médio (o que é infinitamente mais verdadeiro) ou que, vá lá, os negros são protagonistas do massacre em Ruanda. Não soa racista? Não mereceria cadeia e reportagens e mais reportagens no Jornal Nacional sobre a onda de racismo no Brasil?

Não é, portanto, Ricardo Melo um exemplo isolado, nem muito menos o desvio: é a norma da esquerda e o ideal obrigatório do socialismo, que surge contra o modelo criado sobretudo por judeus (mas não por eles exclusivamente) de ganhos livres e sem a mão pesada do sindicalismo e do Estado gigante. O modelo de Ricardo Melo é a EBC, o modelo livre é aquele em que a EBC não existe e as pessoas só pagam por rádios se quiserem dar seu dinheiro a elas (e não são obrigadas a “ouvir” A Voz do Brasil).

E como não esquecer, finalmente, dos tweets de um perfil atribuído ao presidente da Juventude do PT, que não parece ser nenhum desvio dos ideais do partido? Os prints são do Ucho.Info:

juventude_pt_01

juventude_pt_02

Este é apenas o fato externo de por que defensores de sindicatos, sinecuras e dinheiro retirado do trabalhador e dado para uma entidade “de classe” aboletada no Estado sempre odeiam judeus. O PT, ainda que tente chamar justamente seus adversários de “fascistas” (e justamente para ofendê-los, por nada ser mais repulsivo a eles do que o fascismo), não pode ser mais parecido com nada no século XX do que com o fascismo. Podia livrar-se do anti-semitismo, para não ter também o ranço anti-semita (ainda que sem a Shoah, é claro) do nazismo. Ao menos na retórica, entre os seus e longe dos holofotes da mídia, não deixa de nadar de braçada na propaganda anti-semita.

Post Scriptum: Se há um motivo para rejeitar o Novo Acordo Ortográfico, além de metade de Portugal ignorá-lo, além de ter sido “assinado” por Lula, além de transformar a já horrenda palavra “co-réu” em “corréu” (sic), é nos forçar a escrever “anti-semita” com SS. “Antissemita”. Algo que simplesmente nos recusamos a fazer.

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