Reiterados casos de hostilidade entre alunos e professores revelam o sucesso da estratégia revolucionária de organização dos ódios políticos

Primeiramente, viva Paulo Freire!

Se o século XX foi, na expressão de Julien Benda, o “século da organização intelectual dos ódios políticos”, o XXI tem revelado a maestria da esquerda revolucionária nessa arte.

Vejam o que ocorre no Brasil, onde a esquerda pós-soviética conseguiu substituir e multiplicar a luta de classes, criando um clima trotskista de revolução permanente: depois de estimular ativamente a guerra de filhos contra pais (ver, quanto a isso, o meu último artigo no Senso), de mulheres contra homens, de negros contra brancos e de gays contra héteros, nossos engenheiros sociais concluem sua obra-prima revolucionária: a guerra de alunos contra professores. Depois da luta de classes, eis que temos a luta em classe!

O último caso envolvendo alunos grevistas – e vá tentar explicar o que é isso a um homem do século XIX – e um professor aconteceu na Unicamp, como se vê nesta reportagem.

Parodiando a famosa frase do poeta Heinrich Heine – “Onde começam a queimar livros, acabam por queimar pessoas” -, eu afirmo que onde começam a quebrar hierarquias, acabam por quebrar cabeças…

E a propósito, por falar em cabeças quebradas, viva Paulo Freire!

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  • Fátima Guimarães

    Fico extremamente revoltada quando vejo esse tipo de coisa. Primeiro porque esses vagabundos não estão ali para estudar e sim para fazer baderna, deveriam ser todos expulsos. Segundo, por ver alunos que realmente querem estudar, e acredito serem a maioria, se acovardando vergonhosamente em vez de defenderem o docente e defenderem a escola partindo para cima desses vagabundos. Se fizessem isso, essa corja de filhinhos de papai, esquerdinhas caviar, pensariam duas vezes antes de fazer essas canalhices.
    Está na hora da reação!
    “Para o Triunfo do Mal basta as pessoas de bem não fazerem nada”

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