No 15.º episódio do nosso podcast, o Guten Morgen, o que seu filho anda aprendendo em bibliotecas escondido de você.

Guten Morgen, Brasilien! Antes do episódio de hoje, pergunta urgente: você sabe onde está o seu filho? Tome muito cuidado: ele pode estar numa biblioteca! Escondido de você. Enquanto você está tranqüilo em casa achando que seu filho está vendendo a virgindade em troca de Pokémons, seu filho na verdade pode estar entrando numa biblioteca para ler Marilena Chaui!!

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Dado o alerta aos pais, neste Guten Morgen analisamos o mundo acadêmico brasileiro à luz de uma técnica: a refração ideológica. Tal se dá quando um universitário aprende uma ideologia, reducionista da realidade como qualquer ideologia, e deixa de enxergar a realidade, colocando um cabresto sobre os próprios olhos para ao invés de analisar o real, conseguir enxergar apenas o que confirma sua própria teoria.

Livros são coisas legais, na média. Mas há livros que fizeram um mal terrível ao mundo: os livros ideológicos, tão em voga na discussão política do Brasil hoje. Ao invés de estudar a realidade, há livros que fazem a pessoa só conseguir enxergar o que o horizonte restrito de sua ideologia permite.

É a sina da Academia, que o Brasil sofre mais do que nenhum outro lugar: adquirir um vocabulário aparentemente técnico, erudito e difícil, para então se perder só num linguajar auto-referente, que não explica nada da vida concreta além do hipnotismo semântico das ciências humanas.

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Fazemos uma proposta ou uma tentativa lingüística de retomada da realidade, analisando o esvaziamento de significados nos signos ideológicos vigentes. Afinal, é uma percepção comum, até para aqueles pouco versados na ciência lingüística, que o vocabulário corrente é o mais chato, repetitivo, forçado, exagerado, fanático, histérico e desprovido de senso de concretude já visto. E todo palpiteiro e formador de opinião leva a sério as palavras distorcidas que usa.

Ouçam, mas não deixem de ligar para seus filhos antes e verificar se ele não está estudando porcaria universitária, ao invés de estar saudavelmente apostando a herança da família em corridas de cavalo.

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A produção é de Filipe Trielli, no estúdio Panela Produtora.

Guten Morgen, Brasilien!

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