Juan Manuel Santos ganha o Nobel da Paz com um acordo que foi rejeitado pelo próprio povo colombiano. Santos é uma farsa - e também o Nobel.

O Nobel da Paz foi dado ao presidente colombiano Juan Manuel Santos. Santos fez uma proposta de acordo de paz com as FARC, as forças terroristas que querem implantar o comunismo na Colômbia. Comentamos o que não saiu na mídia aqui:

De acordo com o Xadrez Verbal, serão julgados os guerrilheiros que tenham cometido crimes de lesa-humanidade: assassinato, tortura, seqüestro, estupro e aliciamento de menores. Quem cometeu roubo, extorsão ou “delitos políticos”, como usar a própria farda das FARC não será julgado. Tais crimes terão anistia geral.

Pela Justiça Transicional, quem confessar os delitos terá uma sentença de 5 a 8 anos em “restrição de liberdade” – ou seja, em vigilância em áreas de movimentação limitada. Quem for julgado e condenado podem ser condenados a até 20 anos de cadeia em prisões comuns.

Os guerrilheiros anistiados receberão mensalmente por 24 meses 90% de um salário mínimo “para facilitar sua adaptação à vida civil”. Se depois desses 2 anos, tal guerrilheiro não tiver cometido nenhum delito e estiver ou trabalhando ou fazendo parte de um projeto comunitário, como desativação de minas terrestres, ou ainda matriculado em algum curso profissionalizante, receberá ainda um “prêmio” de 8 milhões de pesos colombianos, cerca de R$ 8.900,00, como um peso final para reconstruir a vida.

De fato, após a Colômbia sofrer com seqüestros de décadas, estupros, assassinatos, expulsão de populações imensas de suas cidades (a Colômbia possui o maior número de refugiados internos fugindo das FARC da América do Sul), não parece que a palavra “acordo de paz” traduza bem alguma noção de justiça e os sentimentos de qualquer pessoa que sofra com a guerrilha narcotraficante, que tenha familiares seqüestrados, roubados e mortos para que as FARC imponham sua ditadura do proletariado.

O mais curioso: Juan Manuel Santos ganhou o Nobel da Paz por um acordo que precisava ser chancelado pelo povo colombiano em plebiscito, realizado neste domingo, o mesmo do primeiro turno das eleições municipais no Brasil. O povo colombiano recusou o acordo. Juan Manuel Santos ainda assim foi laureado com o Nobel da Paz.

Faz sentido? Claro que faz.

O problema não é a indicação de Santos para o Nobel da Paz. O problema é o Nobel da Paz.

Outro acordo de paz já rendeu Nobel: entre Menachem Begin e Anwar Al Sadat, por negociarem a paz entre Israel e Egito. A política de Anwar Al Sadat foi o que colocou o ditador Hosni Mubarak no poder no Egito. Israel, o único país livre da região, é espezinhado até hoje toda vez que se defende de seus agressores, e tem de dividir o prêmio com o mentor do principal ditador que gerou a Primavera Árabe.

Meia década antes, um dos maiores vilões do século XX, Henry Kissinger, foi outro nobelizado junto a Lê Đức Thọ, por negociar a paz no Vietnã. O Vietnã gerou a maior derrota militar americana em números. O ditador que mais matou no mundo, o socialista Mao Tsé-Tung, com quem Kissinger vinha negociando há tempos, orquestrou as guerras da Coréia e do Vietnã simplesmente pensando em quantos milhares de soldados americanos conseguiria matar, ao custo de milhões de vidas asiáticas que tratava como meros peões. Kissinger, como Santos, deu prêmios e concessões a Mao sem pedir nada em troca.

Mikhail Gorbachev, ditador socialista que ainda em 1991 controlava com mão de ferro a União Soviética em seus estertores, ganhou o Nobel da Paz um ano antes do fim de seu “mandato” após o povo oprimido pelo socialismo se revoltar, gerando fatos como a queda do Muro de Berlim, arrancado literalmente às unhadas no ano anterior. Nem sonho de Nobel para os responsáveis pelo fim do sufocamento comunista, como Margaret Thatcher, Ronald Reagan e o Santo João Paulo II.

Nelson Mandela, terrorista comunista e amigo de ditadores do porte de Robert Mugabe (que tornou o Zimbábue o país com a maior inflação do mundo ao promover uma reforma agrária socialista que expulsou os brancos das fazendas produtoras) e de Muammar Kadafi (dispensa apresentações), que era visto cantando músicas como Kill the Boer e fez com que a profissão de boer (fazendeiro branco sul-africano) fosse a mais perigosa do mundo, também ganhou o Nobel da Paz. Até mesmo os negros sul-africanos preferiram se livrar de Mandela como péssimo gestor, enquanto o mundo, que não sabe que Mandela subiu ao poder com financiamento do tráfico de diamantes (como não lembrar da bronca que deu em Leonardo diCaprio pelo filme Diamantes de Sangue?), o trata como um símbolo sem saber diferenciar Nelson Mandela de Morgan Freeman a olho nu.

Que tal o terrorista palestino Yasser Arafat, que coordenava ele próprio seqüestros, atentados terroristas que ceifaram inúmeras vidas inocentes, anti-semita até a medula? Quando “deu continuidade” ao acordo de paz de Oslo após notar sua inferioridade bélica, também ganhou seu Nobel da Paz. Arafat é o criador do Fatah, grupo terrorista que dividia a tentativa de controle da região da Palestina com outros grupos terroristas. Hoje, a maioria foi para o Hamas.

Se você for um presidente americano do Partido Democrata, ou mesmo candidato a presidente, já pode ir reservando espaço na estante para seu Nobel da Paz. Jimmy Carter, um presidente tão ruim que foi um dos raros do século a não conseguir se reeleger, e largar a famosa crise iraniana que transformou o Irã de um país ocidentalizado, com mulheres de biquini na praia, no totalitarismo islâmico que é hoje, ganhou seu Nobel da Paz em 2002 por motivos de ser um presidente Democrata.

Em 2007 foi a vez de Al Gore, vice de Bill Clinton, que nem sequer conseguiu ser eleito. Tudo porque inventou na cabeça uma ameaça terrível ao mundo: o aquecimento global, com previsões catastróficas para dali a 5 anos que não apenas não se realizaram, como se inverteram na realidade. Não se sabe bem o que paz tem a ver com aquecimento global, mas lá estava o candidato derrotado nobelizado. Sua choradeira é tratada como Verdade Revelada pelo mundo, mas motivo de riso e vergonha para os americanos, que conhecem seu discurso a la Jandira Feghali.

Al Gore ainda se tornou o primeiro ser humano a ganhar um Nobel da Paz e um Oscar de melhor documentário no mesmo ano por um filminho também leonardodicapriano que ninguém levou a sério, e quem levou, se escafedeu.

Dois anos depois foi a vez de Barack Obama. Em seu primeiro ano de mandato, até a revista Time colocou em sua capa que Obama não merecia Nobel da Paz por “esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos”. No discurso de cerimônia, Barack Obama garantiu que continuaria com a guerra no Iraque (a mais longa americana) e no Afeganistão, sendo ovacionado (!). Barack Obama completará 2 mandatos sem um único dia sem guerra em sua presidência.

Já falamos de Rigoberta Manchú? A guatemalteca ganhou o Nobel da Paz com a retórica de defender os índios quiché, usurpados por grileiros latifundiários brancos. Uma espécie de “guaranis-kaiowás” locais. Sua auto-biografia tinha trechos chocantes, como uma coitadinha que comia farelos, viu um irmão morrer de fome e outro ser queimado vivo pelo exército da Guatemala. Posteriormente, se descobriu que era tudo uma farsa: sua “auto-biografia” era fruto de “entrevistas” forjadas pela esposa do radical de esquerda francês Régis Debray. Nunca viu seus irmãos morrerem, era de uma abastada família, estudou em colégio de elite e nunca passou fome na vida.

Enfim, ganhar um Nobel da Paz não é exatamente algo além de um palavrório edulcorado da elite global para distribuir uma grana e nem sequer precisar ter feito algo (digamos, custava ter dado o Nobel da Paz para Juan Manuel Santos daqui a um ano, e se e somente se ele tivesse de fato conseguido promover a farsa do seu horrendo “acordo de paz”?). Não é bem algo a ser levado a sério por quem não é manipulado pelas palavrinhas dóceis da palpitaria mundial.

Mas só nessa semana conseguimos alguns bons exemplos para o Brasil. Sugerimos estes guerreiros da paz, contrários ao “discurso de ódio”, promotores do “Mais Amor Por Favor”, para o Nobel da Paz. Certamente se sentirão em melhor companhia do que nós, comuns mortais:

Marcos Bagno prega assassinato em seu Facebook.

Se é para ganhar Nobel da Paz por propor a Paz, conhecemos até quem já propôs diálogo com o Estado Islâmico por aqui.

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Saiba mais:

  • Bernardo Teixeira

    Flávio, a linha editorial do Senso Incomum está mesmo aberta? Qual o procedimento para submeter um artigo ao crivo de vocês?

  • Márcia

    Pra mim esse Nobel pombinha da paz para o JMS saiu da cartola como vacina contra a possibilidade de o povo colombiano exigir a renúncia desse escroque, após a derrota do “Sim”.

  • Felipe de Paula

    Eu achava que o Mandela era bonzinho.

  • Janair Silva

    Resumindo: Fora Temer e mimimimimimimimimmimiimimimimimi

  • Lucília Simões

    Vamos instituir o premio da guerra. Guerra contra a mediocridade.

  • Aquele Cara

    Por um Nobel da Paz pra Dilma, que queria um acordo de “Paz” com o ISIS.

  • William FP

    Oi Flávio, cria uma conta no pagseguro, é mais fácil para receber doações. Abraço.

  • João Marcos

    Heurística: ganhou nobel da Paz? É terrorista.

  • Earl John Bean

    Na frase “Jimmy Carter, um presidente tão ruim que foi um dos raros do século a não conseguir se eleger”, deveria ser “reeleger”, não?

  • lucas

    Cara não achei em lugar nenhum que Muammar Gaddafi ganhou o nobel da paz.
    Só tem a zueira do premio que ele inventou Al-Gaddafi International Prize for Human Rights

    • A frase ficou longa, mas disse apenas que Kadafi é amigo de Mandela.

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