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Vladimir Putin movimenta suas tropas contra a OTAN, e praticamente declara guerra a Hillary Clinton. O que quer afinal o ex-chefe da KGB?

Guten Morgen, Brasilien! Continuando o tema de nosso último episódio, vamos entender a movimentação militar de Vladimir Putin – afinal, por que um presidente que já foi chefe da KGB – e, portanto, deveria representar a esquerda – tem tanto receio de Hillary Clinton, a candidata de esquerda na disputa pela Casa Branca, preferindo – e talvez interferindo nas eleições – pelo candidato republicano, Donald Trump?

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Para entender a mente de Vladimir Putin, e pelo menos conseguir captar algo de suas ambições, além de entender um pouco como a Rússia funciona, com conceitos, valores, princípios, ambições e métodos completamente alienígenas aos analistas e a mídia do Ocidente.

O primeiro chefe da KGB a subir ao supremo poder na Rússia foi Yuri Andropov, que na União Soviética foi responsável por aprofundar a espionagem, a subversão e a desinformação no estrangeiro e também por reintroduzir na União Soviética o anti-semitismo, fora de moda desde o enfrentamento com o nazismo. Para tal, Andropov não apenas fez propaganda: armou milícias islâmicas, como os movimentos do “nacionalismo palestino” com o objetivo de assassinar judeus, minando o poder do grande aliado da América na região.

A propaganda “anti-colonialista”, que culpava a Europa e, sobretudo, a Inglaterra pelos males do Oriente Médio e da África, foi firmemente comprada pelos soviéticos, que espalharam tal visão de mundo para a esquerda mundial – inclusive para o Brasil, que trata tal interpretação da História como a única Verdade Revelada.

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Com ela, também veio o terrorismo islâmico, que por mera coincidência nunca atinge a Rússia: pela interpretação que aprendemos na escola, parece que a “interferência americana” no Oriente Médio, que era nula, deixou os muçulmanos revoltados, que então, um dia, do nada, pegaram em armas e saíram seqüestrando aviões e vestindo coletes suicidas para matar ocidentais.

Neste episódio do Guten Morgen, você aprenderá uma visão da história que vai contra a doutrina estabelecida em nossas escolas, e vamos pinçar alguns fatos desconhecidos daquilo que nossas escolas nunca ensinaram: o que fazia a KGB? Como se iniciou o terrorismo islâmico? Por que fatos com conseqüências gigantes ainda hoje, como a Guerra do Afeganistão, ocorreram? Quem eram os atores envolvidos?

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Com isso conseguiremos voltar ao presente para olhar para alguém como o ex-chefe da KGB que tomou o poder de Boris Ieltsin, Vladimir Putin, com olhos muito mais claros. Ele e seu mentor, Aleksandr Dugin, têm uma visão de reestabelecimento da “Mãe Rússia” como principal potência mundial, plano que bate de frente com o projeto da candidata Democrata Hillary Clinton, com suas interferências regionais, dissolução de fronteiras nacionais e promoção de causas progressistas, naquilo que é chamado no Primeiro Mundo de “globalismo” (algo completamente avesso à globalização, como explicamos em nosso episódio sobre George Soros).

Apesar de ambos serem firmemente contrários ao conservadorismo americano, com seu projeto de governo enxuto, de instituições locais e de valores tradicionais e religiosos como guia da sociedade, e não do Estado como dirigente, com o confronto de visões – e de histórico – entre o modelo geopolítico de Vladimir Putin e de Hillary Clinton poderemos entender por que Putin prefere, neste momento, um republicano na Casa Branca, e quais serão as conseqüências geopolíticas, em países como Ucrânia e Síria, no caso da eleição de cada um dos disputantes pelo cargo que já foi o mais poderoso do mundo.

A produção é de Filipe Trielli e de David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora.

Guten Morgen, Brasilien!

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  • Bruno Sanzio

    Excelente podcast Morgenstern.

    Só recomendo que coloque no texto do podcast os livros que você cita, os autores…

  • Pedro Sousa

    Ainda tem gente que lê Dan Brown. Tem coisa muito melhor!

  • Paulo Cesar

    Acho interessante essa contradição em que praticamente todo o seculo XX e ainda continua sendo, os judeus americanos tem posições de esquerda/progressista e militam por ela, mesmo que elas não o dizem respeito, e a URSS simbolo de suas ideias muitas vezes ter ajudado a espalhar o antissemitismo.

  • Jeff Andrade Rizzon

    Morgenstern, estou fazendo meu projeto de conclusão de curso sobre o Soft Power japonês, dando uma olhada em como o Brasil trata do assunto acabei caindo no site br.sputniknews.com, que tu citaste no artigo sobre o sono do Bill no discurso da Hillary(“O único link em português encontrado a respeito é de um “Sputnik News” que, apesar do .br, escreve em português de Portugal.”). O site não é muito claro no “about us”, mas no wikipedia temos o seguinte:
    “Sputnik é uma agência internacional de notícias lançado pelo governo russo controlado e operado pela empresa estatal Rossiya Segodnya. Sputnik substituiu a agência de notícias RIA Novosti e a rádio Voz da Rússia.”
    É interessante dar uma lida no site porque ele traz as notícias com um viés de pensamento russo. Apesar de eu nunca ter lido nada sobre aqui no Brasil, o site está em diversos países e inclusive é reportado como uma arma de propaganda russa para combater a mídia ocidental.

  • Luis Carlos Elliot

    Vladmir Putin..

  • Bernardo Coimbra

    Flávio, tem uma coisa: eu li em algum lugar que, por ser uma arma soviética, a AK 47 tem o design “aberto” (ou qualquer que seja termo que é usado nesse caso), ou seja, não é patenteada ou qualquer coisa do gênero. Por isso é muito mais “””fácil””” para qualquer fábrica, de qualquer país, fazer ela (ou outras armas russas) do que as armas americanas/israelenses. E isso explicaria porque os grupos terroristas/guerrilhas usam mais ela.

    Confere essa história?

    • Eliel Silva de Oliveira

      E, elas são muito melhores mesmo!

  • Luiz Eduardo Rodrigues

    Flavio,

    mais um podcast excelente, complementando aquele cujo tema foi a “Terceira Guerra Mundial”.

    Aliás, é impressionante como os temas abordados nos podcasts são inter-relacionados.

    Acho que você esclareceu muito bem a questão do possível diálogo do Trump com o Putin, e nesse contexto uma perspectiva mais favorável à paz, quando afirma, já no final, que embora ex-oficial da KGB, o Putin não tem a mesma política incentivadora do terrorismo adotada pelo Andropov.

    Daí fica mais fácil compreender o objetivo comum, conquanto por razões distintas, em relação ao Isis.

    A hesitação do Obama e a predisposição já manifestada pela Hillary são outros indicativos, que talvez não se confirmem adiante, pois são muitas e variadas as circunstâncias que regem nosso simples dia a dia, que dirá a política internacional de duas potências, de que o Trump se apresenta atualmente, no âmbito da geopolítica, como um candidato muito mais preparado que a sua adversária.

    Obrigado pelo auxílio inestimável na compreensão do delicado momento em que estamos, sempre trazendo enriquecedora e indispensável análise histórica.

  • Dimitri Pereira Mota

    Que vozinha mais modorrenta!!!! Melhora isso aí parceiro! Assim fica difícil acompanhar até o final.

    • Earl John Bean

      Com tanta informação excelente e você vai reclamar da voz do cara? Ah, faça-me o favor! Vá ouvir rádio, então!

  • Douglas Martineli

    AAAAHHH ESSA MÚSICA ME ARREPIA O TUTANO DO OSSO!!!!

  • BiaBarrios

    Qual o nome do site “think tank” onde o Aleksandr Dugin escreve? Não consegui identificar pelo aúdio… Kateron, algo assim?

  • Ricardo Bordin

    Perfeito. E Trump ainda quer cobrar para prestar apoio militar às nações porventura interessadas, essa foi a melhor. #DrainTheSwamp
    https://bordinburke.wordpress.com/2016/11/04/class-divide-hbo-escancara-seu-vies-de-esquerda/

  • Nicoláz Pauduro 8=====D

    Qual nome do think tank russo mencionado?

  • Rodrigo Ramalho

    Falar que Putin apoia Trump dá a falsa impressão que eles compartilham das mesmas ideias. Na verdade, eles nada tem em comum. O que ocorre é que Hillary é globalista e portanto quer interferir na politica do mundo todo. Isso ameaça o dominio Russo no oriente. Por outro lado, Trump é nacionalista e portanto anti-globalista. Assim, não representa tanto perigo para o domimio da Russia no oriente. Entre o ruim (Trump) e o pessimo (Hillary) , Putin fica com o ruim.

    • Jairo Eitel

      Falou por mim também amigo, é exatamente isto, em poucas palavras você resumiu a realidade dos fatos.

  • Gustavo V.

    pergunta respondida haha

  • th_albornoz

    Qual o nome do livro que você citou no podcast? Entendi algo como Knigthed in Hatred, é por aí mesmo?

  • Nicoláz Pauduro 8=====D

    O podcast está disponível no iTunes?

    • Matheus Galletti

      sim

      • Nicoláz Pauduro 8=====D

        Valeu! Achei.

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