Pós-eleições, impeachment e, agora, com as eleições americanas, direita e esquerda nunca estiveram mais divididas. Como pensam o mundo atual?

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Guten Morgen, Brasilien! Se as eleições brasileiras e o impeachment dividiram o Brasil cada vez mais claramente entre direita e esquerda, as eleições americanas são ainda mais chocantes em cindir claramente duas mentalidades tão opostas.

Mas será que direita e esquerda são exatamente opostos perfeitos, como se bastasse multiplicar o que uma pensa por -1 e chegaremos à outra? Para entender o que acontece no mundo hoje, e por que tais conceitos são tão complicados para pessoas como Vladimir Putin, Recep Erdoğan ou Adolf Hitler? E o que dirá de conceitos como Estado laico e a imigração islâmica no Ocidente?

Para jogar algumas luzes sobre o debate, precisamos analisar não apenas o que esquerda e direita têm a dizer a respeito de si próprias e de suas antagonistas: também é necessário analisar os aspectos históricos que geraram cada uma. Não apenas isso, mas o lado sentimental envolvido em cada visão de mundo. E, sobretudo, as conseqüências na mentalidade, nos valores, nas referências, no conhecimento, nos objetivos e métodos de cada um deles.

Como já afirmamos em episódios anteriores, a esquerda é mais intelectual, no sentido de que pretende ter uma sociedade dirigida por intelectuais, enquanto a direita, com força basicamente no complexo anglo-saxão (Inglaterra e América), tem como pressuposto a filosofia do senso comum (common sense), dos contratos mútuos, do Estado mínimo, da economia livre, da religião e moralidade, sem direção de intelectuais.

Não quer dizer que não existam intelectuais de direita, e sim que a intelectualidade de direita, praticamente desconhecida pela intelectualidade de esquerda, não pretende, em sua vasta maioria, dirigir a sociedade.

Neste episódio, fazemos uma análise da comparação de pensamento entre as duas mentalidades, que diverge em conceitos, em métodos, em desejos, em sentimentos. Ninguém melhor do que alguém claramente de esquerda, como Marcelo Freixo, para mostrar, em um exemplo também didático, a Marcha Para Jesus, alguma âncora clara da diferença sólida de pensamento, de sentimento e de ação entre esquerda e direita.

Passeando por temas que como utopia, revolução, religião, geopolítica, Dostoievsky ou a filosofia de Vicente Ferreira da Silva, tentamos entender como a esquerda e a direita se comportam em diferentes circunstâncias, para aqueles que se confundem tanto com termos tão confusos.

Sobretudo: como funciona o poder e a força da lei para cada um dos lados?

A produção é de Filipe Trielli e de David Mazzuca Neto, no estúdio Panela Produtora.

Guten Morgen!