A esquerda critica o muro de Donald Trump, uma mera proteção de fronteiras. Mas constrói muros ideológicos, que prendem e negam a realidade.

O famoso muro que Donald Trump deseja construir, protegendo as fronteiras dos EUA e do México, se tornou parte de um mito. É o símbolo que abastece todo o folclore criado em volta da candidatura do empresário que se tornou presidente.

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Ao prometer proteger o seu país contra milhares de invasores, os liberais fizeram da proteção natural um símbolo de um suposto preconceito. Como se murar a sua casa contra o crime fosse um preconceito, e não uma solução. Quem deseja entrar de forma amistosa e dentro da lei pode bater à porta dos legítimos moradores e pedir licença. Em alguns lugares, você tem que passar por um processo, como tirar os sapatos e respeitar o ‘feng shui’ local, seja lá o que for isso. Mas você faz! Afinal, a casa é dos outros! Faz parte da convivência, mas longe de ser um preconceito contra os seus calçados. Passe pelo processo de imigração, e respeite a casa dos americanos.

Horrorizados com a possibilidade de um empresário que fala grosso romper uma sequência de sorridentes liberais abortistas na presidência, a esquerda-festiva tratou de transformar “The Donald” em um monstro que assusta crianças no escuro.

A desumanização é um traço inerente da sujeira feita pela esquerda na biografia de quem eles não toleram. A pessoa deixa de ser alguém com opiniões diferentes, e passa a ser um monstro. Ao invés de uma descrição de feições grotescas, são as ações e palavras que se tornam aquilo que compõe o medo nos corações inocentes. Se a pessoa quer proteger seus pares com um muro, ele é um monstro cruel que não quer repartir seu lanche. Se ela acha que seus compatriotas têm o direito de se proteger, ele é um cruel pistoleiro que age pelo interesse da ‘indústria da morte’. Se ele acha que os cristãos têm o direito de não fazer um bolo que fere sua fé em sua própria loja, então ele é um ogro intolerante que vai impedi-los de forçar os cristãos a “ver a luz da harmonia e da igualdade”. E por aí vai.

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Conservador é quem julga a pertinência de uma mudança, não quem é contrário a mudanças. Liberal é quem vê como um bem intrínseco o próprio ato de mudar. Ou seja, para o liberal, mudar é bom e pronto! Para o conservador, a mudança não é necessariamente boa, e princípios fundamentais têm que ser observados antes de qualquer outra análise.

O Povo - Trump x HitlerNa prática, os liberais de hoje entendem que não existem absolutos ou princípios fundamentais. Mas só até eles vencerem. Desse momento em diante, o que eles pregam se torna um dogma que uma simples análise faz de você um monstro. Costuma, inclusive, a receber o nome de Hitler, para que não haja dúvida sobre que tipo de pessoa é você, que ousou questionar uma crença liberal.

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Há uma intransponível diferença entre você dizer que vai erguer um muro para controlar a entrada de imigrantes, assegurando que quem entrou passou pelo mesmo processo dos outros, a você dizer que todo imigrante é bobo, chato, feio, fascista, e Hitler!

Chamar Trump de racista seria uma simplificação digna de um retardado se não fosse puramente malícia. É o processo de desumanização que, em pouco tempo, passa a causar asco nas pessoas que, corretamente, jamais aceitariam o preconceito como régua moral de sua nação.

Quem é responsável por tal campanha suja? Depois de décadas sofrendo um processo de infiltração, e hoje já completamente tomadas, a grande imprensa e as universidades são os principais alto-falantes que anunciam quem é angelical como eles, e quem é um profeta do apocalipse conservador. Como dizia a chamada de um programa de TV: “quem são? O que comem? O que fazem essas pessoas?”

No Evangelho de Mateus (Mt 7,5), durante o conhecido Sermão da Montanha, Jesus Cristo diz, sem papas na língua (não existiam ‘safe-spaces’ para se esconder. Por outro lado, ninguém era tão fresco para precisar usá-los…): “Hipócrita! Retira primeiro a trave do teu olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão!“.

Uma trave (ou um muro!) nos atrapalha a perceber os nossos próprios erros, mas também a ver a dignidade do nosso próximo para poder entender melhor a sua situação. Mas antes que você pense besteiras, vamos nos situar direitinho para não encaixar a analogia no lugar errado.

Quem realmente ergueu um muro que os impede de enxergar a realidade? Trump não construiu um muro (ainda!). E quando construir (BUILD THAT WALL!!!), ele ajudará a evitar injustiças e crimes, e permitirá uma entrada ordeira e o controle digno e de direito em um país. Foi a imprensa e os ‘safe-spaces’ universitários que construíram um muro que os impede de enxergar a situação do próximo!

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Fechados em suas republiquetas típicas de ditaduras comunistas, em que apenas a sua visão pode ser espalhada (sob pesadas retaliações e os mais loucos protestos), a esquerda-festiva construiu em sua volta um gigantesco muro. Desconectada da realidade do homem comum, das dificuldades de trabalho e de escolhas de vida diferentes, a canhota política dita regras e ódio enquanto acusa o homem comum do que faz.

Essa desconexão com a realidade mais uma vez custou caro a eles. A resposta das urnas é claríssima! O povo quer lei, ordem, empregos, e liberdade para manter seus princípios e suas propriedades intactas. Enquanto a preocupação de quem se senta confortavelmente nas regiões mais ricas das mais ricas capitais é exatamente pautar o comportamento do ‘resto’ com tudo aquilo que o resto (a maioria) não quer.

A eleição descortinou o vergonhoso muro! O muro que a esquerda-festiva ergueu para separá-la do resto da população. “Que eles comam bolo!”, gritam eles. E bolos que celebrem casamentos gays que as padarias cristãs, por eles, não têm o direito de se negar a confeitar!

O povo não aguentou mais que seus suseranos, encastelados e afrescalhados por afetada hipersensibilidade, dissessem a eles como deviam agir. Ou escolher aquilo fosse o contrário do que eles viam e viviam. Para os ‘millennials iluministas’, o povo deve ouvir sua sabedoria e enxergar sua luz, e com respeito de quem sabe o seu lugar como brucutu perante um ser mais avançado, deve apenas obedecer.

Justin Bieber picha muroO muro no Leblon é o mesmo que existe na Times Square. É o que separa a imprensa dominada pela esquerda-festiva da realidade. Uma realidade que insiste em bater neles!

O povo não ouviu a tudo calado! O povo conhece bem o Sermão da Montanha, e quer continuar podendo ler e viver sua fé. Uma fé que o faz enxergar os anseios do outro lado, sim. Mas que também permite ao povo dizer ‘NÃO’ quando precisa. Algo que os mimados millennials não aceitam mais. Azar o deles!

Trump vai levar a América de volta à sanidade com o bom e velho pragmatismo. E um ouvido que capta o povo além dos muros ideológicos da Times Square e do Leblon.

Enquanto a esquerda sonha com governos que ditam mudanças comportamentais profundas para “fazer história”, o homem comum é colocado de lado, afastado das decisões e, na prática, fica sem emprego ou direito de viver como quer: com princípios, moral, fé, lei e ordem.

O Beato John Henry Newman, ao questionar o que já havia dominado a academia em sua época, o modo de análise histórico marxista, disse sabiamente: “a história não é um catecismo. Ela ensina lições, não dita regras”. Ao ignorar as lições da história para o ‘agora’ da vida do povo, e privilegiar um ‘legado’ que vai de encontro aos valores do povão, bem como suas necessidades imediatas, a esquerda alienou o homem comum e agora paga um preço enorme por isso.

O simples pragmatismo, uma receita de trabalho, lei, ordem e moral, vai trazer sanidade ao país dividido entre o povo e os “iluminados”. Por força da vida prática e princípios como a fé dos seus pais, e não de ideologias distantes do homem.

Retire o muro da frente da sua visão antes de tentar evitar o muro que o povo quer!

Em Cristo, entregue à proteção da Virgem Maria,

um Papista.

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