De ideologia que parecia que dominaria o mundo, a esquerda minguou no planeta a partir de 2016. Nosso podcast analisa se é o fim da esquerda.

Guten Morgen, Brasilien! O aguardado novo episódio do nosso podcast analisará a crise incrível na qual se meteu a esquerda a partir de 2016: como uma ideologia que parecia que tomaria o mundo com suas novas roupagens, como o feminismo, o anti-racismo, a crítica à homofobia, o politicamente correto e o multiculturalismo resultou, pelo contrário, no avanço conservador no mundo?

Não se trata apenas de eleições entre esquerda e direita, que em todos os países com alguma liberdade, tendem a ser pendulares. Nem muito menos algo local ou um mero esgotamento de discurso, se todo discurso é segmentado e direcionado para um público específico, enquanto outra parcela do público irá se encantar por posições diametralmente opostas.

Como sempre, o fim da esquerda trata-se de questões históricas, filosóficas, envolvendo de poder à metafísica, e que analisaremos com carinho nesse episódio, atolado de pedidos atendidos de nossos ouvintes!

E com isso falaremos de filosofia pragmatista e realista, islamismo, Terra plana, aquecimento global, Jean Wyllys, bloggers e youtubers, gestão Reagan e Thatcher, revista piaui, Escola de Frankfurt, literatura, mídia, Hillary Clinton, globalização, Antonio Gramsci, heavy metal e, claro, qual é a grande verdade.

Por fim, em nossa seção de literatura, comentaremos uma das maiores obras da literatura russa: Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev, o livro que tornou a palavra “niilismo” famosa. Na obra, acompanhamos várias dicotomias, como a do jovem estudante de medicina, materialista e niilista, Yevgeny Bazárov, contraposto à “velha ordem” dos pais de seu amigo, Arkady Kirsanov. Lá está a tensão entre o novo e o velho, o campo e a cidade, os “intelectuais” e o conhecimento da tradição, a classe alta com a classe baixa e, naturalmente, os pais contra os filhos. Algo pode ser mais atual do que isso? Nosso colunista Flavio Gordon já fez uma análise do livro aplicado à nossa realidade contemporânea aqui.

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela ProdutoraGuten Morgen, Brasilien!

—————

Assine nosso Patreon ou Apoia.se e tenha acesso à nossa revista digital com as Previsões 2017!

  • Michael Carvalho

    Se considerar “antifascista” é tipo ter uma banda de “Black Metal Cristão” (vulgo-Unblack Metal). O pior é que os dois realmente existem.

  • Shirley Ambrosio

    Sr. Flávio Morgenstern, a voz da vocalista do Evanescence é linda, é maravilhosa, é angelical, incrível, perfeita. Se você não consegue chegar no agudo dela não a inveje, pois ela é Amy Lee e você não é! E se você discorda do que eu disse você está errado, reveja isso o quanto antes. Hahaha Amo Evanescence.

  • Carlos Caramujo

    Como faz pra pôr o podcast nos feeds? Eu sou um caminhoneiro sem dentes e não sei fazer isso.

    • Obrigado, Carlos! Basta clicar em “Assinar” por qual software ou app você utilize pra ouvir o podcast. Todos têm essa opção: a avaliação fica pelo número de assinantes, não só de ouvintes. 🙂

  • Impressionante, Camila! Vou pesquisar sobre esse psicopata.

  • André J M Villar

    Eu fiquei preso na idéia de que os auxiliares da Hillary participaram de rituais satânicos. Algumas coisas:

    1 – Tem fontes ?

    2 – O que caralho importa? Os EUA tem o catolicismo como super importante na sua política mas isso é relevante para nós no contexto brasileiro?

    3 – Por fim eu sou muito cético que o mais satânico dos democratas que consiga chegar à direção do partido a ponto de auxiliar um candidato a presidência seja BURRO e INCOMPETENTE o suficiente para se deixar ser pego praticando rituais satânicos.

    Eu gosto muito de escutar para dar risada e abrir minha mente para idéias novas, mas pelo menos uma vez por episódio tem uma declaração esdruxula como essa, nível trump.

  • biancavani

    Quanto a mim, essa música é um introito admirável às reflexões contra a corrente do podcast – já deixa a gente no clima. Anyway, não é por causa dela que assino o feed.

  • Ilbirs

    O que eu disse:

    Na Venezuela podemos dizer que está em uma passagem da desestabilização para a normalização, como vemos com os protestos do povo contra a ditadura instalada e desnudada e essa mesma ditadura já dando de ombros para feministas, militantes gays e outros que foram úteis em ocasiões anteriores para propósitos desestabilizantes, coisa que na Rússia foi feita muitas décadas atrás, quando o comunismo ainda falava o próprio nome com todas as letras

    O que você entendeu (ou diz que entendeu):

    Comunismo russo a favor de gays? Ta serto

    Como diz a frase acima, estou falando da Venezuela e sua fase de normalização, na qual os inocentes úteis são descartados, entre esses os militantes gays (com o “militante” deixando bem claro que não é um gay comum e que não politiza aquilo que faz em sua vida pessoal). Ao falar da normalização, dei como exemplo o que aconteceu na Rússia muitas décadas atrás.
    O que aconteceu na Rússia? Ora, em novembro de 1917, e portanto em fase de desestabilização, foi abolido o código penal tsarista, que criminalizava os atos homossexuais. Assim sendo, atos sexuais entre duas pessoas de mesmo sexo deixaram de ser criminalizados na Rússia recém-assumida por Lenin e seus asseclas. Para aquela ocasião, isso era útil para a causa revolucionária.

    Em 1934, e portanto 83 anos atrás, configurando as oito décadas que podem ser consideradas as “muitas décadas atrás” que constam no comentário original, foi criado o artigo 121 do código penal soviético, que criminalizava atos homossexuais masculinos. A fase já era de normalização e os inocentes úteis precisavam ser descartados.
    Assim sendo, em momento algum se falou que o comunismo russo era a favor de gays, mas sim que estes foram usados para propósitos desestabilizantes em um processo revolucionário, sendo descartados posteriormente quando da fase de normalização do regime.

  • Joaninha, ao mesmo tempo, tem muita gente que quer que a introdução seja mais longa, com mais música “insuportável”. Infelizmente, não podemos agradar a todos. 🙂

    • Adriano

      Então deixa eu engrossar a fila dos que acham insuportáveis. Hehe.

  • Ilbirs

    Fica a sugestão de que se faça um texto aqui sobre as fases de implantação da esquerda (transição, desestabilização e normalização). Nando Moura deixou um vídeo valioso quando falou sobre as perseguições que as testemunhas-de-jeová estão sofrendo na Rússia:

    Aqui no Brasil já passamos pela transição (Lula de 2003 a 2010) e por ora estamos na desestabilização (Dilma entre 2010 e 2016, sem muito sucesso, mas com a agenda que achávamos ter sido interrompida na prática sendo continuada pelo “Foro de São Paulo sem grife” praticado por Temer, vide Lei da Migração e outras coisas). Na Venezuela podemos dizer que está em uma passagem da desestabilização para a normalização, como vemos com os protestos do povo contra a ditadura instalada e desnudada e essa mesma ditadura já dando de ombros para feministas, militantes gays e outros que foram úteis em ocasiões anteriores para propósitos desestabilizantes, coisa que na Rússia foi feita muitas décadas atrás, quando o comunismo ainda falava o próprio nome com todas as letras

  • Sobre o Punk Rock, isso certamente explica por que Johnny Rotten, vocalista da gloriosa Sex Pistols, foi favorável ao fenômeno Trump – e com uma visão bem anarco-sindicalista da coisa!

    http://www.breitbart.com/news/for-sex-pistol-lydon-world-was-overdue-for-shake-up/
    http://www.breitbart.com/big-government/2017/04/01/sex-pistols-johnny-rotten-on-trump-hes-absolutely-magnificent/

  • Flávio Bruno Vale

    Acompanho o senso incomum quase que diariamente, e esse podcast ainda assim surpreendeu!
    Parabéns, xará!
    Não comentarei detalhes porque estou na lida e não dá para parar, mas a explicação sobre o gramcismo tem de ser proliferada (já faço minha parte, só que menos eloquentemente….hahahaha)
    Sucesso!

  • Lauro Dias Maciel

    vocês são o máximo!! já divulguei bastante!!

Sem mais artigos