Enquanto jornalistas que desconhecem o islamismo falam de imigração apenas via economia, muçulmanos aprendem no Corão a imigrar e dominar.

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A classe jornalística possui opiniões diametralmente opostas às da sociedade, e surfa na onda politicamente correta justamente para patrulhar o povo. Qualquer piada inocente é homofobia e machismo, e o real risco do terrorismo é que o povo passe a votar em políticos que o combatam. E, claro, ele nada tem a ver com o islamismo, a “religião da paz” mais assustadora do planeta.

Entre jornalistas, candidatos do PSOL seriam eleitos presidentes com 80% dos votos. Gera-se a peer pressure: a pressão dos pares que controlam, com faniquitos e chiliques, as opiniões “proibidas”.

Curioso quando a patrulha politicamente correta vem justamente do autor do Guia Politicamente Incorreto, com o qual já contribuí, que nas páginas da Folha de S. Paulo aplicou pari passu a cartilha da patrulha da hipersensibilidade para criticar um texto neste pequeno site (vide resposta resumida na Folha aqui).

De acordo com o colunista, é ridículo falar em “islamização” do Brasil.

Um imigrante palestino jogou uma bomba contra inocentes que protestavam contra a lei de imigração em plena Avenida Paulista, com silêncio plácido da imprensa que já deu espaço a seu restaurante “revolucionário” (inclusive na Folha) – mas, para o colunista, é “exagero” chamar de “atentado terrorista” jogar uma bomba contra transeuntes, que se feriram mesmo fugindo (é preciso explicar a etimologia da palavra “atentado”?). E que o convertido ao islamismo de Realengo, que matou 12 crianças, não merece ser chamado de terrorista islâmico porque… “sofria bullying”.

Seu argumento para tal? “Desse jeito fica difícil”. E que somos “a direita xucra”. Que, claro, é tão “xiita” (sic) quanto quem joga uma bomba contra inocentes, que se ferem mesmo depois de fugir. (O colunista não sabe que os xiitas não representam 10% dos islâmicos, e praticamente todos os grandes grupos terroristas islâmicos de hoje sejam sunitas).

São raros os jornalistas que sabem que o calendário islâmico se inicia não com o nascimento de seu suposto profeta, mas com uma imigração, a hégira, que marca a diferença do islamismo de porta em porta para o islamismo do fio da cimitarra de Medina. Que muçulmanos consideram a imigração tão importante que marcam o nascimento do novo mundo com uma, pois permite a islamização.

Que a jurisprudência islâmica considera que a submissão à sharia marca o “lar da paz” (Dar al-Islam), enquanto o mundo ainda não islamizado é o “lar da guerra” (Dar al-Harb, também chamado Dar al-Gharb, “terra do Ocidente”, em fontes otomanas).

Que na islamização pela demografia (há uma razão para as 4 esposas e o incentivo aos filhos no islamismo) pode-se fazer uma trégua: vive-se na Dal al-Hudna, via de regra de 10 anos. A trégua que os ocidentais crêem ser “paz” (shalam), como no Tratado de Oslo ou no acordo nuclear com o Irã, significa apenas pausa para aumentar o prato da balança muçulmana. Foi o que Maomé fez em Hudaybiyyah, posteriormente tomando a cidade à força com um exército aumentado. O método de conquista foi sempre repetido para o islam ser grande como é.

Saber de tal método explica por que somos “xucros”, enquanto o colunista está apenas em estado de aferrada ignorância (jahiliyyah, palavra usada para aqueles que ainda rejeitam o islam). É claro, pesquisar exige esforço, e falar a verdade exige coragem, até diante de bombas – e dos coleguinhas jornalistas que acham que tudo que fuja à cartilha vai pegar mal.

Mas esperávamos mais apego à verdade e menos à narrativa bobinha da mídia de um autor que, quando fala de supostos “refugiados”, se torna o maior patrulhador politicamente correto, tristemente contrariando sua trilogia. Lidar com um tema de tal importância usando como argumento a frescurite? “Assim fica difícil” levar a sério libertários xucros.

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  • darcy

    TEMER, VETA A LEI DE IMIGRAÇÃO, NA SUA TOTALIDADE.
    INTERVENÇÃO MILITAR JÁ, ENQUANTO É TEMPO.

  • Jefferson Mello

    Libertários sendo libertários, eles têm dificuldades em entender temas mais complexos, qualquer assunto que foge de silogismos superficiais escapa a sua compreensão.

  • Ilbirs

    Leandro Narloch, na qualidade de libertário, sendo a versão mais extrema disso o anarcocapitalista, tem a crença de que tudo é mercadoria e a cultura não desempenha importante papel para que suas crenças econômicas tenham efeito. Conhecesse um pouco que fosse da Sharia, iria ver que transações com juros são proibidas. Como alguém que presta culto a uma cobrinha enrolada sobre fundo amarelo, diria que a existência de bancos funcionando sob a Sharia aumenta a concorrência e que é importante muitos bancos diferentes concorrendo entre si.
    Porém, ele ignora que para haver bancos que não cobra juros concorrendo com outros que cobram, também há culturas concorrendo entre si, sendo que no caso do banco seguidor da Sharia é muito mais necessário haver um garantidor por trás que despeje muita grana. Muita grana em contexto da Sharia vem do petróleo e quando falamos em petróleo, falamos de Arábia Saudita principalmente. Nesse caso, o competidor tem por trás uma cultura nada tolerante, caso especial do islamismo wahhabita, que é aquele por trás de Irmandade Muçulmana, Sayyd Qutb (o pai do jihadismo moderno), Al Qaeda e Estado Islâmico.O wahhabismo é um dos pilares do surgimento da Arábia Saudita como nação, que historicamente é coisa recente mas já tinha a semeadura sendo feita anteriormente quando da adoção dessa vertente, sunita, pela realeza daquela região da Península Arábica. E aqui precisamos entender quem criou o wahhabismo, no caso Muhammad ibn Abd Al Wahhab, nascido em 1703 em ‘Uyayna (العيينة), região central da Península e atualmente sendo considerada parte do que seria a região metropolitana de Riad (aliás, bem próxima à capital saudita):

    http://www.weather-forecast.com/place_maps/al/Al-Uyaynah-1.8.gif

    Quem vir um pouco que seja a história desse cara irá notar analogias com a do próprio Maomé, pois ele emigra de onde se encontra e em outro lugar se alia a Muhammad ibn Saud, em 1744. Ibn Saud este que viria a ser o inaugurador da dinastia que domina o que viria a ser a Arábia Saudita no século XX.
    Em que consiste o wahhabismo? Seria mais ou menos um Sola Scriptura do islamismo sunita, significando aí a rejeição aos pensadores que surgiram depois e que de alguma forma apaziguaram a fé. Passou a considerar válido o ataque inclusive aos muçulmanos que não seguem o wahhabismo, sendo essa uma das razões de tal corrente ser odiada por muçulmanos de outros países. Não à toa, temos diversos atentados terroristas dentro da própria Arábia Saudita, isso sem falar dos ataques que que aquele país promoveu ao Iêmen recentemente, além de por trás dos bastidores ter tentado impor a Irmandade Muçulmana no governo do Egito, associação essa que foi proscrita da terra dos faraós, ainda que esta siga sendo vítima de outros braços wahhabitas, vide atentados a coptas neste ano.

    Quando consideramos o ímpeto histórico da dinastia Saud em criar um país sobre um existente, o wahhabismo encaixava-se bem a tais propósitos, aqui considerando a contraposição ao Império Otomano e naquela base de não considerar que o califa era o califa, mecanismo mais ou menos parecido ao daquelas brigas internas de movimentos revolucionários. A casa real notou a coisa óbvia: não existe país cujo povo não tenha uma religião predominante e religiões, querendo ou não, exercem papel importantíssimo para estruturar um povo. Se não há religião majoritária seguida por seu povo e influindo nos aspectos culturais, o país fica muito aberto a ser tomado por outro povo. Não é à toa que escolheram como alvo principal a Europa, cujo povo está bem moleirão, hedonista e ateu toddynho, uma vez que por lá houve a obsessão de se laicizar a população em vez de apenas a condução do Estado. Havendo também uma autoridade vinda de Bruxelas, fica ainda mais fácil mandar gente para lá fazendo-se de coitadinha refugiada e obter uma aceitação da entrada dessas pessoas por todos os países componentes da União Europeia.
    Como já dito antes, o wahhabismo é odiado por outros muçulmanos e outros muçulmanos são considerados kuffar pelos wahhabitas. Como dito no parágrafo anterior, o alvo principal dos wahhabitas é a Europa, para onde foram muitos muçulmanos de países odiadores do wahhabismo, que por estarem em lugar estranho à sua cultura de origem, acabam ficando mais expostos à pregação dessa vertente. Por ora só os noruegueses é que repararam na questão geopolítica envolvida na construção de megamesquitas e proibiram por lá a construção de outras novas, usando do princípio da reciprocidade diplomática e finalmente levando em conta que o cristianismo é estruturante e estruturador da identidade europeia.

    Portanto, Narloch está sendo o que o libertário é em comparação ao liberal clássico: piá de condomínio que não conhece o mundo ao redor. É o cara que acredita que quem o cerca irá jogar pelas regras acordadas em vez de trapacear. Acaba sendo o adepto da liberdade que todo adepto de totalitarismo quer ter como oponente.

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