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Toda a mídia comenta minha "reação imediata" à notificação de Maria do Rosário. Mas ninguém comenta que fui censurado. Por Danilo Gentili

Parte da imprensa se manifestou criticamente em relação ao vídeo em que devolvo à Deputada Maria do Rosário a notificação pela qual ela pretendia me censurar. O curioso é que o fato mais chocante não teve qualquer destaque: uma deputada federal, usando a máquina pública e a assessoria jurídica da Câmara dos Deputados, buscou intimidar e censurar, sob ameaça de processo judicial, um cidadão comum em razão de tweet que nada tem a ver com a sua condição de deputada (a saber: tirei sarro do fato de ela se dizer defensora das mulheres e, ao mesmo tempo, afirmar ser compreensível que um homem que se sinta ofendido por uma mulher cuspa na cara dela e, também, do fato de ela achar elogioso dizer a uma mulher nordestina que ela tem o “grelo duro”).

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A ideia mais elementar de República pressupõe a separação entre o público e o privado. Como os tweets que fiz nada tinham a ver com a condição dela de deputada, o mínimo que ela deveria fazer era ter contratado um advogado particular para enviar a notificação, e não se valer do aparato público. A situação atual do país é esta porque boa parte dos políticos é incapaz de separar o público do privado, aliás, o partido da deputada tem ótimos exemplos a oferecer.

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