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Há uma noção a ser percebida em todo debate sobre cotas: o povo paga a Universidade em troca do conhecimento, e não do privilégio dos alunos.

A USP aprovou pela primeira vez a inclusão de cotas raciais em seu vestibular. A Fuvest, a Fundação para o Vestibular que cuida do processo seletivo de admissão na Universidade de maior prestígio no país, terá até 2021 a obrigação de incluir 50% dos calouros advindos da rede pública e, dentre estes, 37% devem ser pretos (sic), pardos ou indígenas. Brancos se tornam gradativamente proibidos de cursar a USP, não importando seu desempenho, mérito e esforço.

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A decisão do Conselho Universitário, cuja sigla é na verdade CO e qualquer tentativa de explicação não ajuda muito, é um adiamento da proposta original, na qual a USP já deveria ter 50% de calouros egressos de escolas públicas já em 2018.

Cotas na USP: A diferentona, racista e escravocrataOs grupos de pressão por cotas na USP exigem cotas entupindo a faculdade de pichações, lambe-lambes e cartazes com variegados graus de higiene. Apenas pichações racistas, de autenticidade duvidosa, ganham destaque na mídia.

Já há cotas para o ENEM, tal como cotas para concursos públicos após a conclusão do curso. A USP era uma das últimas universidades paulistas a resistir ao sistema. Basicamente o ITA será a única grande Universidade a adotar o sistema puro de notas. A paulatina proibição de brancos nas Universidades atinge também Unicamp e Unifesp.

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A dinâmica que vai proibindo brancos de cursar Universidades como a USP, ou qualquer universidade de ponta, através de cotas, embotada em frases de efeito como “A USP ficará preta” ou “Quantos professores negros você teve?”, possui em seu bojo uma inversão da própria idéia da Universidade.

Modelos de ações afirmativas, que sempre emulam a estrutura das cotas raciais, pretendem corrigir uma injustiça passada punindo indivíduos no presente que nada têm a ver com o passado. É como tentar corrigir a injustiça contra os escravos judeus punindo-se os egípcios modernos e proibindo-os de cursar uma faculdade. Boa parte destes egípcios, por sinal, era e é negra, enquanto vários judeus são loiros de olhos azuis. Ignora-se a mudança política, econômica, cultural (egípcios hoje são em sua maioria muçulmanos, que também escravizaram europeus por mais de um milênio) e mesmo étnica, olhando-se apenas para a casca: a cor de pele.

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A idéia de se “empretar” a USP parece tentar corrigir os problemas da economia escravocrata no Brasil colônia, à força de cotas que impeçam brancos de cursar a Universidade. Historicamente, já há um equívoco enorme: mão de obra italiana, e mesmo japonesa e alemã, veio para o centro-sul do país em meios do século XIX para substituir os escravos africanos, que já ficavam caros.

Gilberto Freyre, antropólogo conservador, em Casa Grande & Senzala, demonstra como os gastos com escravos chegavam a consumir até 80% do orçamento das fazendas. A solução também veio de além-mar: importar mão-de-obra barata de países consumidos pela fome e tirania do Primeiro Mundo. Ao invés de arcar com os custos de vida do escravo, da senzala à alimentação, italianos, alemães, japoneses e afins eram pagos com salário de fome, e tinham de pagar ao proprietário de terras um endividamento de gerações para sobreviver à penúria. Não é preciso conhecer muito além da história de qualquer família italiana do centro-sul do país para descobrir tal obviedade.

Até mesmo historiadores com o ranço marxista costumam atacar a monarquia e realeza brasileira por seu papel na abolição da escravatura, considerando que apenas seguiam o hegeliano “espírito da História”: a escravidão nem era mais propriamente praticada como dantes quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea.

Alguém cogita cotas para descendentes de italianos, com sobrenomes como Cavichioli e Gnacarrini (ou Salvatti, ou Palocci)? Ou alemães, variando do Ruschel e Finkler a Hoffmann? Que tal cotas para japoneses?

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USP - Pinte-se de preto. Cotas na USPPara adicionar insulto à injúria, a idéia atual é que uma Universidade de ponta, como a USP, existe para que o estudante tenha bom emprego e dinheiro. Que o único objetivo da Universidade é o bem-estar do aluno, como se fosse um prêmio a ele a conquista da vaga. No caso de uma Universidade pública, é como se toda a sociedade resolvesse premiar alguns indivíduos com uma vida de rei, à qual alguns estão excluídos de jure para desfrutar de tais faustuosas glutonarias.

A verdade é exatamente o oposto. Se egressos da USP costumam ter dinheiro, é pelo peso intelectual de seu trabalho e estudo. A sociedade paga a USP não em troca de premiar seus alunos com adulações, mas para que a sociedade tenha em troca pesquisas médicas, um sistema jurídico avançado, intelectuais de respeito capazes de pensar a sociedade, a natureza, mesmo a estrutura da realidade.

Se tais intelectuais, por isso, conseguem receber mais do que a média, tal fato é apenas uma conseqüência, uma decorrência do mérito. Não o seu objetivo, como quer crer a política de ações afirmativas das cotas. A sociedade paga por Universidades de ponta (ou supostas) como a USP não para ver o João ou a Maria com o carro do ano, mas para ter bons médicos nos hospitais, engenheiros que façam prédios, pontes e aviões que não caiam e para que diplomatas não sejam tapeados ao negociar as riquezas do país com a Rússia.

A premissa oculta de qualquer defensor de cotas é uma experimentação contra tal realidade: para o cotista, só interessa o dinheiro advindo de um diploma da USP, ou de qualquer Universidade. Interessa o seu “direito” de dizer que é da USP, e não o quanto estuda para que a USP seja uma Universidade considerada de ponta, justamente por selecionar os também supostos melhores alunos.

Cotas na USP: A USP vai ficar pretaInteressa a quem defende cotas o atalho entre o não-estudo e a grana. Não descobrir um novo remédio ou inventar um combustível barato. O que a política de cotas quer é o “direito” de alguém dizer que faz parte da USP e merece a adulação advinda, não o que pode dar ao mundo. Como se o povo pagasse pela USP tão somente para que ele, o João, ou a Maria, possam dizer que são uspianos, a forceps. Ou mais exatamente, por cota.

As ideologias do reducionismo contaminam justamente Universidades de ponta como a USP, observando apenas a casca, ou a cor de pele. Justamente elas que destróem a educação brasileira, jogando nossos índices acadêmicos para o subsolo do planeta.

Exatamente tais ideologias de acadêmicos perderam o contato com a realidade, enfastiados em suas torres de marfim separadas da vida concreta por um Muro de Berlim ao redor da Cidade Universitária. Elas que tentam corrigir os problemas econômicos, políticos e sociais com um teatrinho: dar cotas a uma parcela para que se sintam uspianos, e abracadabra, os problemas estruturais do país desaparecem no reino da igualdade.

Não há um único professor que não admita que diminuiu o nível das aulas para manter as notas (e não o desempenho, mas novamente o teatro para encobri-lo). É assim que ter um diploma da USP vale cada vez menos, sobretudo nos cursos mais ideológicos, como os da FFLCH – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

As cotas, no materialismo mais rasteiro que não vê valor, e sim preço, crêem que resolverão os problemas do país transformando a USP em “preta”. O racismo não diminuirá na manobra, nem a USP será mais bem vista. Não é com encenações que algum problema intelectual e de estudo será resolvido na sociedade.

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  • Eduardo, converse com qualquer professor de qualquer curso. De Letras a Medicina.

    Nota nunca mediu nada (sempre fui contra provão e ENEM por isso). Se você diminui o critério, todo mundo continua com nota alta. Não confio em apontaestudismo de quem quer provar a qualquer custo que cota funciona.

    • Eduardo Costa

      vlw, flavio

  • Alex, se eu sobrevivo à FFLCH….

  • Pingback: O que aconteceu com as Ciências Humanas? - Giro de Opinião()

  • Pingback: Os R$ 9 milhões de Lula: Até quando vão insistir nessa de que o PT é “partido de pobre”? – Associação Nacional dos Conservadores()

  • TheDigosin .

    Sim, sua evidência anedótica (se é que podemos acreditar nela) é regra geral na USP. Brancos filhinhos de papai que não estão nem aí pra nada e negros super motivados que estão sendo proibidos de estudar. Ah, por favor, não seja ridícula. Essa conversinha de militante não cola mais. A questão é só estética. Não é atoa que boa parte dos cotistas desiste por não conseguir acompanhar o segmento das aulas. Enquanto isso temos que reduzir a complexidade da discussão a historinhas do “amigo branco rico e amiga negra vendedora de cupcake”. Que piada…kkkkkkkkkkkk

  • TheDigosin .

    A USP acabou se tornando uma fábrica de militantes. Aquela corja nojenta que intimida, agride, invade reuniões no perfeito estilo “camisas negras” do Mussolini ou as SA nazista e ainda tem a coragem de rotular seus adversários como fascistas. Puta que o pariu.

  • TheDigosin .

    Essa é a esquerda identitária, aquela que consegue ser ainda pior que a esquerda comum. Quer dizer, não importa a qualidade do aluno, importa que ele seja preto. A mesma mentalidade tiveram as feministas na época da eleição norte americana. Tudo bem que a Hillary Clinton estivesse recebendo milhões de grupos sauditas – país conhecido por tratar mulher pior que cachorro – tudo bem que as mulheres Líbias e Iraquianas tenham conhecido a personalidade empoderada da Hillary através dos F-16 e misseis Tomahawk. O importante é ter uma mulher na presidência mesmo que isso cause toda contradição do mundo. A esquerda identitária americana ter eleito Hillary Clinton como “progressista” em detrimento do machista, racista, homofóbico do Donald Trump (lembrando que ninguém sabia que Trump era tudo isso até ele concorrer contra o candidato adotado pela esquerda) foi o cu do peru, surreal demais. Essa gente é inacreditável, espero que essa moda de ser militante, ativista, problematizador, engajadinho e etc acabe logo.

  • Ilbirs

    OK, vá procurar pedigree de pessoas então.

  • Manifestação de BRANCOS dizendo que a USP ficará PRETA. Cadê a negada? 95% é branco!

    Acho que a negada está estudando enquanto os branquinho, filhinhos de papai, rebeldes sem causa, estão fazendo baderna…

  • Geraldo Etchverry

    Toda escola que se preze vai atrair a elite. No ensino superior brasileiro, a universidade pública que tem esse privilégio. Mas pelos valores atuais isso tem sido considerado um estorvo. E tome cotas. Mas esse sistema de cotas pelo jeito vai deixar de fazer
    sentido. As universidades públicas estão passando por dificuldades
    financeiras. A UERJ, que por sinal foi a primeira a implantar o sistema
    de cotas, não tem dinheiro nem pra comprar papel higiênico. Se a coisa
    continuar assim, essas instituições terão o mesmo destino dos colégios
    públicos. Serão abandonadas pela elite. Já existem estudantes de elite
    que preferem cursar o ensino superior no exterior ou em instituição privada
    daqui. Quando a elite abandonar de vez o ensino superior público vão querer implantar cota reversa: prá trazer de volta a elite
    pra universidade pública, como acontece com os colégios públicos em que
    muitos defendem a criação de leis pra obrigarem os filhos de políticos a
    estudar neles.

  • Newton (ArkAngel)

    “Alguns anos atrás, uma pessoa disse que, de acordo com as leis da aerodinâmica, um abelhão não pode voar. Mas os abelhões, alheios às leis da aerodinâmica, vão em frente, contrariam os dizeres dos especialistas, e voam assim mesmo.
    Algo semelhante ocorre entre as pessoas. Enormes e tediosos estudos acadêmicos, bem como melancólicos e sombrios editoriais de determinados jornais, são produzidos às pencas lamentando o fato de que a maioria das pessoas pobres e negras não consegue ascender socialmente, e que isso seria uma fragorosa demonstração de discriminação.

    O curioso é que, em vários países ao redor do mundo, inclusive naqueles países chamados de terceiro mundo, vários imigrantes extremamente pobres, principalmente oriundos da Ásia, não apenas conseguem prosperar mesmo sendo de uma cultura totalmente distinta, como também conseguem enriquecer sem jamais recorrer a favores especiais e a políticas de ação afirmativa.

    Normalmente, estes imigrantes asiáticos chegam a um novo país praticamente sem nenhum dinheiro, sem nenhum conhecimento do novo idioma e sem nenhuma afinidade cultural. Eles frequentemente começam trabalhando em empregos de baixa remuneração. Mas trabalham muito. A norma é trabalharem em mais de um emprego. Trabalham tanto que conseguem poupar e, após alguns anos, utilizam esta poupança para empreender.

    Muitos abrem um pequeno comércio, no qual continuam trabalhando longas horas e ainda continuam poupando, de modo que se tornam capazes de mandar seus filhos para a escola e para a faculdade. Seus filhos, por sua vez, sabem que seus pais não apenas esperam, como também exigem, que eles sejam igualmente disciplinados, bons alunos e trabalhadores.

    Vários intelectuais já tentaram explicar por que os imigrantes asiáticos são tão bem-sucedidos tanto em termos educacionais quanto em termos econômicos. Frequentemente chega-se à conclusão de que eles possuem algumas características especiais.

    Isso pode ser verdade, mas seu sucesso também pode ser atribuído a algo que eles não têm: “líderes” e autoproclamados porta-vozes lhes dizendo diariamente que são incapazes de prosperar por conta própria, que o sistema está contra eles, que eles não têm chance de ascender socialmente caso não sigam os slogans repetidos mecanicamente por estes líderes e sociólogos, e que por isso devem se juntar sob o rótulo de “vítimas do sistema” e exigir políticas especiais e tratamento diferenciado.

    Vá a qualquer país, seja ele rico ou em desenvolvimento, e pesquise sobre a existência de “líderes” e de grupos de interesse voltados para a promoção de políticas de ação afirmativa para os asiáticos. Você não encontrará. Você não encontrará sociólogos dizendo que os imigrantes asiáticos, por serem minoria e por estarem culturalmente deslocados, estão em desvantagem e que por isso o governo deve criar leis de cotas para ajudá-los a ascender socialmente.

    Infelizmente, é exatamente esta linha de raciocínio, só que em relação aos negros, que vem sendo diariamente propagada por acadêmicos e sociólogos irresponsáveis. Eles são a versão humana das leis da aerodinâmica, que dizem precipitadamente que determinadas pessoas não podem ascender e prosperar a menos que haja um empurrão do governo.

    Aquelas alegações morais que foram feitas no passado por gerações de genuínos líderes negros — alegações que acabaram por tocar a consciência de várias nações e que viraram a maré em prol dos direitos civis para todos — hoje foram desvalorizadas e apequenadas por uma geração de intelectuais, sociólogos e autoproclamados “líderes” de movimentos raciais que tratam os negros como seres abertamente incapazes de prosperar sem a ajuda destes pretensos humanistas, os quais agem abertamente de acordo com uma agenda política de escusos interesses próprios.

    O que é perfeitamente perceptível é que, ao longo das gerações, as pessoas que dizem falar em prol do “movimento negro” sofreram uma mutação de caráter: se antes possuíam uma alma nobre, hoje não passam de charlatães descarados. Após a implantação definitiva de políticas de ação afirmativa nos EUA, esses charlatães perceberam que era muito fácil ganhar dinheiro, poder e fama ao redor do mundo ao simplesmente se dedicarem à promoção de ações e políticas raciais que são totalmente contraproducentes aos interesses das pessoas que eles próprios dizem liderar e defender.

    No passado, vários outros grupos de imigrantes também representavam minorias que tinham tudo para ser consideradas oprimidas e discriminadas, pois chegavam a outros países quase sem nenhum dinheiro, com pouquíssima educação e com total desconhecimento da cultura local, mas que não obstante ascenderam por conta própria, muito provavelmente porque não foram “privatizadas” por líderes raciais. Imigrantes e outras minorias que nunca tiveram “porta-vozes” e “líderes” raramente dependeram de subsídios do governo e quase sempre apresentaram altos níveis educacionais obtidos com o esforço próprio.

    Grupos que ascenderam da pobreza à prosperidade raramente o fizeram por meio de líderes étnicos ou raciais. Ao passo que é fácil citar os nomes de vários líderes do “movimento negro” ao redor do mundo, tanto atuais quanto os do passado, quantos são os lideres étnicos que defendem os interesses dos asiáticos ou dos judeus em países em que eles são a minoria?

    Ninguém pode negar que há anti-semitismo e que já houve discriminação aos asiáticos. Sempre houve. Mas eles nunca seguiram “líderes” cujas mensagens e atitudes serviram apenas para mantê-los presos à condição de bovinos.

    Essa postura de dizer aos seus “seguidores” que eles são mais atrasados, tanto econômica quanto educacionalmente, por causa de outros grupos “opressores” — e que, portanto, eles devem odiar estas outras pessoas — tem paralelos na história recente. Essa foi a mesma motivação utilizada pelos movimentos anti-semita no Leste Europeu no período entre-guerras, pelos movimentos anti-Ibo na Nigéria na década de 1960, e pelos movimentos anti-Tamil, que fizeram com que o Sri Lanka, outrora uma nação pacífica e famosa por sua harmonia intergrupal, se rebaixasse, por influência de intelectuais, à violência étnica e depois se degenerasse em uma guerra civil que durou décadas e produziu indescritíveis atrocidades.

    Será tão difícil entender, mesmo com todos os exemplos históricos, que o progresso não pode ser alcançado por meio de líderes raciais ou étnicos? Tais líderes possuem incentivos em demasia para promover atitudes e políticas polarizadoras que são contraproducentes para as minorias que eles juram defender e desastrosas para o país. Eles se utilizam das minorias para proveito próprio, atribuindo a elas incapacidades crônicas que supostamente só podem ser resolvidas por políticas que eles irão criar. Eles são os verdadeiros racistas.”

    Autoria: Thomas Sowell

  • Don Pedron

    Faustuosas glutonarias. Close topic.

  • Jonny Hawkye

    É justamente e seu amiguinho rico que vai virar político e quando eleito vai sugerir que a solução para o problemas do pobre entrar numa faculdade são as cotas!
    Se quer ser radical é mais simples fazer o que é correto: faculdade pública para alunos de escola pública. Alunos escolas particular e quem pode pagar que vão para faculdade particular. Mas por acaso algum político vai propor isso?
    Ou melhor, qual político que vai propor vai nivelar o ensino base público para o sistema educacional de um país como a Finlândia e assim todos tem chance de entrar na faculdade sem precisar de cotas?

    • Rosa

      Exato, Jonny Hawkye. A sujeita que comentou acima questiona o mérito de quem estuda e é aprovado no vestibular em medicina e defende cotas, uma política criada justamente para inserir na faculdade aqueles que não conseguem superar os outros livres concorrentes através do vestibular para estarem lá.

      • Newton (ArkAngel)

        O que muitos se esquecem é que a finalidade primordial da universidade é formar profissionais competentes e que prestarão excelência em serviços futuramente. Isso pressupõe preparo, dedicação e competência, e nada mais justo do que premiar aqueles que têm mérito.
        Porém, é difícil alcançar algum mérito se o sistema de ensino que antecede o ingresso no ensino superior não prepara o aluno. As cotas nada mais são do que uma ação paliativa que tenta disfarçar o péssimo ensino nas escolas. Se o ensino fundamental e médio fosse realmente decente, as oportunidades seriam razoavelmente iguais para todos (embora igualdade de oportunidades não signifique igualdade de resultados). Essa história de cotas é mais ou menos como a história do sujeito que pega a mulher com o amante no sofá, e para resolver o problema, vende o sofá.

  • Tibor Rabóczkay

    Aprovação das cotas, decisão sábia… para o desespero dos racistas “plenos” e dos racistas “cordiais”. O ingresso de estudantes altamente motivados em lugar daqueles preguiçosos que “fazem” USP sob a pressão familiar, elevará o nível da Universidade.

    • TheDigosin .

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Motivados nada, a maioria dos cotistas desiste por não conseguir acompanhar o segmento das aulas.

  • Phillip Garrard

    COTAS = RACISMO DE ESTADO

  • Pobretano

    Pra você ter uma ideia, aprendi mais sobre a história dos podres do feminismo, desde a primeira onda suffragette, no Youtube e no A Voice For Men. Em faculdades, mesmo as americanas, só brota hipótese de gênero.

  • Bruno Moraes

    No primeiro ano em que as cotas entraram em vigor, meu primo passou no vestibular da UERJ e no da PUC. Escolheu Administração de Empresas nas duas, e decidiu cursar o primeiro período nas duas universidades para decidir em qual ficaria. O resultado, óbvio, foi o dito aí no texto: os professores da UERJ não conseguiram manter um padrão decente na aula; a debilidade intelectual dos cotistas não permitia. Segundo meu primo, os cotistas sentiam-se excluídos e formavam grupos isolados, e não eram muito simpáticos aos demais alunos. No meio do primeiro semestre, já havia deixado a UERJ e terminou o curso na PUC.

    Não entendo por quê este tema divide a opinião do povão. Independente de ser uma articulação política travestida de ação social (fato), por quê as pessoas não questionam a razão principal pela qual um jovem negro, pardo, branco, pobre, fodido, não consegue ingressar numa faculdade?! Pra mim não tem mistério. Se não tem educação de base com qualidade na rede pública, não tem pobre (independente de raça) na universidade publica – ponto final.

    Nesse tempo todo em que as cotas estão em vigor, que melhorias sociais elas trouxeram, que não fosse um mais que provável projeto para estabelecer quartéis generais do marxismo cultural? É só mais uma medida paliativa que nunca deu resultados por razões mais que claras.

    No caso do meu primo, em particular, o efeito foi justamente o inverso: se era para promover inclusão social, podemos dizer que só houve uma aproximação física de grupos sociais distintos, que passaram a se estranhar ainda mais. Botaram o filho da madame na mesma turma do filho da empregada. Aí o filho da madame não gostou e foi estudar em outro lugar. E o câncer continua sem cura.

    • Wesley Guedes

      Amigo Bruno, as pessoas não questionam as cotas pois foi um “direito” adquirido, não que eu esteja dizendo que isso seja certo, mas milhares ou milhoes de pessoas acham bonito ter um familiar na faculdade, mas não se importam se a faculdade está sendo útil ou não para aquela pessoa e para a sociedade. Acredito que um exemplo perfeito é o bolsa família: Um valor mínimo que dá de 30 a 140 reais pra uma família, mas as pessoas não questionam de onde vem esse dinheiro e nem nada, com medo do dialogo chegar possivelmente em revogar esse “direito”, já que teve uma época (coisa de poucos meses) que rolou um áudio falso no whats e o pessoal formou filas e forçaram a entrada em bancos para sacar a última possível quantia antes do benefício supostamente ser cancelado. Acredito que a falta de diálogo de “pra que serviu as cotas na faculdade” seja o mesmo do exemplo que dei do bolsa família.

  • Ilbirs

    Sobre a história de “dívida histórica”, explico-a melhor aqui, pois diz respeito a uma perspectiva de tempo tribal, em que o tempo passado é presentificado, e costumeiramente usada por esquerdistas, articulando-se aí com o chamado “longo braço da revolução”. Meu assunto aqui é sobre o fato de que a direita deveria, isso sim, evitar ao máximo usar o conceito de raça para seres humanos, pois isso cai naquele caldeirão de ideias das quais, entre outras coisas, saiu o esquerdismo.
    Para que houvesse raça em humanos, é necessário muito mais do que cor de pele, tipo de cabelo e traços físicos. Seria necessário que houvesse um fluxo genético bastante fechado em que só indivíduos semelhantes entre si se reproduzissem. Com certeza isso não há em seres humanos. Outra necessidade para que ficasse caracterizada raça em nossa espécie seria uma previsibilidade de temperamento, tal qual ocorre com os cães de raça. Qual desses dois tende por regra a ser mais feroz?

    http://www.melhoramigo.dog/wp-content/uploads/2016/10/Border-Collie.jpg

    http://www.bulldeauxs.com.br/images/matrizes/14/Fotos%20para%20site%20013,.jpg

    Também seria preciso haver também previsibilidade em nível de inteligência. Qual desses dois tende por regra a ser mais inteligente?

    http://immagine.blog.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/08/Border_Collie_sheepdog_trial.jpg

    http://static.panoramio.com/photos/large/2247377.jpg

    Essas outras duas condições também não estão presentes em humanos, pois vemos gente burra e inteligente, agressiva e calma, de tudo quanto é jeito. Assim sendo, fica ainda mais inviabilizada a existência de raças em seres humanos.
    Porém, como esquerdistas querem que as pessoas se vejam por raças e inclusive estão implantando tribunais raciais para dizer quem é ou não negro, uma vez que pela autodeclaração um enorme número de brasileiros conseguiria a cota, cai-se aqui também em um ponto em que nos perguntaremos se eles são simpáticos a conceitos usados em animais domésticos, como o “puro de origem” e o “puro por cruza”. Este último alude ao ponto em que o número de genes de outra raça é tão pequeno que você só identifica pela ancestralidade do animal:

    http://comprerural.com.s3-us-west-2.amazonaws.com/wp-content/uploads/2016/11/04094523/cruzamentos-girolando-2.jpg

    http://slideplayer.com.br/slide/392684/3/images/5/Sistemas+de+cruzamento.jpg

    http://3.bp.blogspot.com/-op9sSMK42Us/T11RCEmKqKI/AAAAAAAAACU/CZQIl2sesPk/w1200-h630-p-k-no-nu/cruzada.jpg

    E aí, será que vão passar a identificar pessoas como “puro de origem” e “puro por cruza” para definir quem teria ou não direito a cota? Aliás, quando vemos as tabelinhas acima para identificar grau de pureza em animais domésticos e a aplicamos a humanos, isso muito lembra as definições nazistas sobre quem era ou não era judeu:

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7d/Nuremberg_laws.jpg

    Quem olhar para a tabela nazista e confrontar a história (vide livro Os Soldados Judeus de Hitler) irá notar que ele era um “Mischling de Schrödinger”: caso colaborasse com o nazismo, seria visto como alemão, se fosse contrário passava a ser visto como judeu. A mecânica não é muito diferente do “pardo de Schrödinger” dos esquerdistas brasileiros: se este se vê como negro, acredita que mestiçagem é estupro, que “mulato” vem de “mula” (e não do árabe muwallad, que significa “pessoa de ancestralidade mista” e originalmente designava o filho de um árabe com um nativo da Península Ibérica), que “pardo” vem de “pardal” (em vez de ser a denominação histórica do IBGE para “mestiço”) e outros shibboleths, é visto bem, mas se quer ser visto como mestiço, recusa-se a renegar suas ancestralidades, mostra que há sim mestiçagem fruto de ato consensual de duas partes, recusa cotas e bate de frente com o que desejam os filhos de Gramsci, aí passa a ser xingado, agredido, ver militância barulhenta sempre que se manifesta publicamente e outras tantas manobras conhecidas.
    Como bem sabemos, esquerdistas de matiz comunista odeiam ser comparados a nazistas mesmo quando flagramos suas semelhanças. Eles não querem se ver como próximos aos nazistas pois revolucionários odeiam outros revolucionários: minha revolução é mais pura e verdadeira do que a sua. Quando há uma diferença mais visível entre dois sistemas revolucionários, eles irão dizer que são muito diferentes daqueles, mas também irão dizer que são diferentes de outros de mesmo sistema revolucionário, vide os estranhamentos intracomunismo. Porém, aqui vê-se claramente que, a exemplo dos nazistas, esquerdistas querem tratar pessoas como animais e, assim o fazendo, estão desumanizando pessoas. Estão dizendo que grupos de pessoas teriam uma previsibilidade de temperamento e inteligência, tal qual animais, por simplesmente terem determinados traços físicos, determinado tipo de cabelo e determinada cor de pele e que por esse motivo teriam de concorrer em uma categoria própria. Claro que esquerdistas irão mascarar isso com outros chavões, como dizer que seria pagamento de dívida histórica, reação do oprimido que não pode ser confundida com violência do opressor e outras tantas maquiagens que fazem para suas desumanizações. Portanto, quando tratam pessoas por grupos, de cara já estão tratando como rebanho e, portanto, desumanizando-as.

    Assim sendo, vamos reconhecer os esquerdistas por aquilo que são: desumanizadores. Chamemos as cotas por aquilo que são: desumanização de pessoas. Há o problema de não ser possível falar com esquerdista em um nível racional e em um debate, pois estes vomitam chavões, mas aqui o esclarecimento que devemos fazer não é ao militante, mas sim ao público geral justamente para que não caiam no canto de sereia atual e em cantos de sereia futuros dos esquerdistas por reconhecerem a mecânica básica sendo aplicada com outros elementos.
    De nossa parte, enquanto pessoas que se opõem ao esquerdismo, independente de que esquerdismo seja, também temos de nos monitorar para que não nos vejamos usando estruturas de pensamento oriundas da esquerda, pois isso significa conceder a eles uma vitória antecipada. Como dito anteriormente, a separação de humanos em raças surgiu daquele caldeirão de ideias do qual também surgiu o comunismo e o nazifascismo. Conforme dito anteriormente, características externas de pessoas são insuficientes para que se identifiquem raças em nossa espécie, pois tal conceito envolve outros tantos detalhes que não se caracterizam em humanos.

    • Ilbirs

      Ainda sobre o ódio da esquerda pelos mestiços e querer forçá-los a se ver como “negros” segundo a definição de quem brande foice e martelo, renegando aí suas outras ancestralidades, vamos aqui a uma imagem que ilustra bem o tal lance de a esquerda querer criar uma categoria “negro” somando as categorias demográficas “preto” e “pardo” (esta última significando mestiço e, portanto, também englobando pessoas sem ancestralidade africana) do IBGE e usando conforme as circunstâncias para reforçar este ou aquele discurso:

      https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/19894796_501806640159429_1084736679711954994_n.jpg?oh=a9af49f0ac67a1281dfcb6b7a6e201bd&oe=59C6BB99

      Claro que é para dar um desconto na ortografia sofrível, pois é uma imagem que está circulando na internet. O que importa aqui é a ideia principal estar bem explicada e sempre alguém pode querer fazer uma outra imagem corrigindo os erros no idioma pátrio.

    • Eduardo Costa

      Recentemente, vi um documentário bem interessante q aborda, em sua 1a parte, se há características inatas ao homem e à mulher ou se seus comportamentos são decorrentes do meio e da cultura.
      Em sua 2a parte, aborda essa questão das raças. Há opiniões de que, realmente, os seres humanos não devem ser segmentados por raça. porém, há especialistas que mostram estudos que evidenciam que há uma diferença sim entre “povos”, colocando os asiáticos como os de QI mais elevado e africanos e aborígenes como os de QI mais baixos. Também, menciona diferenças no comportamento físico, citando até mesmo a produção de hormônios em jamaicanos, q lhes garantem uma hegemonia em provas curtas de velocidade.
      E como foi tocado no assunto raça canina, esse documentário afirma que a diferença genética entre um pastor alemão r um poodle é menor que a diferença entre um branco e um índio australiano, evidenciando a diferença de raças entre humanos, tb.
      Segue o link dos documentários:

  • Alecsander Silva

    Magnífico o texto. Sou USPiano das antigas. A lamento que tais acéfalos não se monstrem capazes intelectualmente a compreender que foi o material humano que fez esta instituição um centro de excelência no hemisfério sul; e agora, trocando-se as pessoas, não se eleva esses novos alunos, apenas decreta-se a morte da instituição. Meus pêsames a USP. Me envergonho pelo fim da universidade que cursei.

  • Raimundo Lulo

    o primeiro cartaz já diz muito sobre a mentalidade dessa gente.. ela critica a USP e reduz tudo a ela querer ser “DIFERENTONA”, quando deveria ser igualzona

  • Don, sim! Parece que a primeira revista não está no Apoia.se, vou pedir para nosso webmaster colocá-la lá (não sou eu quem mexe com essas coisas). A próxima já está indo pro forno!

  • Jorge Orella

    Se não me engano Thomas Sowell tem um livro onde ele demonstra que “affirmative actions” sempre resultaram em problemas e divisões na sociedade sempre que foram implementadas. E no caso do Brasil é exatamente para isso que estão usando as cotas, não para ajudar ninguém e sim para criar um conflito social ou agravar o problema do racismo, quanto mais enlouquecidas e divididas as pessoas se tornarem mais fácil e necessário será um estado totalitário para por ordem e, nesse meio tempo, servirá de propaganda ideológica contra a democracia e o livre mercado, pois é só isso que gente pensa, se é que pensa.

      • Jorge Orella

        Bah! Verdade. É que o firewall do meu escritório não deixa renderizar os links para amazon, youtube e redes sociais.

    • Raimundo Lulo

      muito bem colocado.. quando discutimos a proposta como coisa séria, como tentativa substantiva de resolver um problema, já estamos falando a linguagem do inimigo e já começamos a perder..

      Flavio sabe bem disso

    • TheDigosin .

      Você tem razão, mas pra essa gente ligada ao ativismo negro, Thomas Sowell é somente um “capitão do mato” ou “negro da casa grande” como eles costumam dizer. Não importa que o sujeito seja absolutamente mais esclarecido e coerente que qualquer militante, o fato dele ser preto e não estar ligado a essa militância só comprova que ele é um fantoche da branquitude racista que pensa 24 horas por dia numa maneira de destruir os negros. Lamentável.

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