O imitador de Chewbacca Jorge Pontual ataca Trump por negociar para que o ditador Maduro siga a vontade do povo no totalitarismo venezuelano.

No seu comentário no Jornal da Globo, Jorge Pontual escolheu bem as palavras para relatar a possibilidade de sanções pelo governo americano à brutal ditadura socialista na Venezuela. Na introdução de William Waack, “Donald Trump ameaçou a Venezuela com sanções econômicas, se o governo bolivariano de Nicolás Maduro não suspender a convocação de uma Assembléia Constituinte, com a qual pretende desautorizar o Congresso – Congresso este dominado pela oposição”.

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É uma escolha de palavras inusitada, mas ainda há algum resquício de lógica. Nicolás Maduro teve rejeição da população em seu plebiscito por uma Assembléia Constituinte de simplesmente 98%.

Não há maior ameaça à Venezuela do que o próprio caudilho Nicolás Maduro, convocando uma Assembléia com tal grau de impopularidade apenas para se livrar da oposição e instaurar de vez o totalitarismo socialista. Mesmo assim, Maduro quer à força convocar a Assembléia, provando que quer o poder absoluto – Donald Trump, goste-se ou não, está usando a Arte da Negociação para evitar que a Venezuela descambe para o genocídio conhecido.

Mas as palavras curiosas mesmo vieram de Jorge Pontual. Após William Waack afirmar que a Casa Branca está cansada de “conversa com latino-americanos” (?!), o especialista em imitações de Chewbacca citou a Reuters para falar dos catastróficos e mortais números do descalabro venezuelano.

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A seguir, repete que Trump faz “ameaça” e “que hoje partiu para posições extremas, chamando Maduro de ditador, e dando um ultimato para que Maduro cancele a convocação da Assembléia Constituinte”. Ou seja: o extremismo no caso é exigir que a vontade do povo seja ouvida, que não se tente implantar totalitarismo mesmo com uma rejeição popular nítida a qualquer um com QI acima de 2, e que a ditadura socialista da Venezuela não tenha ainda mais poder.

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Algum comentário sobre o extremismo de Nicolás Maduro? Na verdade, Jorge Pontual o fez: “O mais provável é que Maduro radicalize ainda mais, agora podendo afirmar, com razão, que está sendo alvo de um ataque de Washington”. Quem precisa de Pravda e Granma, quando se tem Rede Globo, aquela chamada de “direitista” pela esquerda?

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Jorge Pontual foi além: “A solução da crise venezuelana só pode passar pelo diálogo, com concessões dos dois lados, governo e oposição. Mas Donald Trump torpedeou (sic) as chances de que isso venha a acontecer”. O que é que a oposição precisa dar de “concessão” depois de vencer por 98%? Mais alguns cadáveres?

Talvez só morrer de fome, e calado, não seja considerado “extremismo”.

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/6014298/programa/

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  • Rodrigo Zauli

    Que discussão interessante! Como não conheci essa página antes? Vou ler com calma…

  • Marcelo Paz

    A globo está lotada de socialistas fabianos.

  • Julio Cesar

    Pois é Flávio.
    A pouco tempo conversávamos sobre esse lado “obediente à pauta” do W. Waack.
    Inclusive, justificado pela liberdade de expressão, você defendeu o direito indelével dele de tomar as dores do porno-blasfemo Charlie Hebdo, porque ousaram satirizar a Maomé.
    Depois dessa nossa conversa, naquele dia, eu tenho respeitado sim um pouco mais liberdade de expressão do indivíduos e das instituições (embora a consequência desse “falar o que pensa” seja outra história, inclusive as jurídicas). Mas ainda sim também não me agrada esse “toque de bola” entre o Waack e Pontual, nesse exemplo.

    Sei que errar é humano. Mas o erro de uma fakenews é proposital de mais pro meu gosto e tolerância.

    • Caríssimo, nesse caso, creio que o problema seja mais simples. Por mais que eu deteste a Globo ou o Charlie Hebdo, não acredito em censura. Por mais que a hegemonia cultural seja péssima, a mídia ainda tem de convencer, e perde poder sem isso. Já o poder político, mesmo desacreditado, pode continuar censurando. Imagine meu futuro com a possibilidade de políticos censurarem o que não gostam.

  • FANI

    Eu fiquei observando esse cara falando uma vez. Eu concluí que ele era doente. Mas a Globo acha que não. Ele é doente sim. Coitado, todo mundo sabe disso. Deve estar lá por QI. É um péssimo profissional.

  • Francisco Javier Solanich Rold

    Não recordo que o Chewbacca tinha um jeitinho, como direi… delicado.

  • Renato Lorenzoni Perim

    No momento não me ocorre nada mais nojento e insuportável do que esse jorge pontual com suas caras e bocas dando “notícias”. Porque o que ele queria dar mesmo, em frente às câmeras não pode…

  • Glaucio Alves

    Este é o verdadeiro Jorge Parcial.

  • Sergio Rainor

    Tomara que o governo cobre todas as dívidas da Globo e a emissora feche de vez. Aquilo é um antro de esquerdopatas fedorentos.

  • WillMDias

    A última vez que eu vi esse cidadão, foi na ridícula cena da imitação.

    Total falta de respeito com a dor de uma família.

    Não me enveneno com doses da turma da GN e G.

    Se não fosse o Senso Incomum, não iria saber de mais uma sandice deste cidadão.

  • Heloisa Martins

    Esse “jornalista” deveria ter sido demitido depois daquela tosca imitação… Aquilo não foi coisa de gente séria… Eles não estavam no Zorra Total…

  • Jonny Hawkye

    Não me admira nada mais vindo da Globo. Alias de qualquer emissora mesmo por assinatura. É por isso que não vejo mais TV há muito tempo.

  • Victor Hugo Mattos Garcia

    A.globo é mais do que um câncer. É muito pior.

  • Lucas Henrique Fernandes

    Esse trecho também merece destaque: “A oposição conseguiu levar quase 8 [fucking] milhões […] à participar de uma consulta popular ‘SIMBÓLICA'”

    • Bruno Marins

      8 milhões = simbólica. O que precisa fazer pra ser efetiva então ?

  • Alberto

    O que a Globo diz ha muito deixou de ser levado como coisa séria. Pagou levou

  • Isildur Bagual

    Uma boa ideia de podcast seria a respeito da midia mundial, sua estrutura e qual a sua agenda. Falar não só das expressões e palavras utilizadas na engenharia social mas tentar expor ou se aproximar de quem ela beneficia de fato.

    • Ilbirs

      Em um caso desses, seria importante inclusive mostrar que a CNN tão usada como fonte pelos jornalistas daqui tem uma audiência 40 vezes menor que a da MSNBC quando consideramos o total de público atingido (1 milhão de americanos pela CNN, 40 milhões pela MSNBC). Logo, na prática o que estamos vendo é o brasileiro médio ser informado sobre os Estados Unidos (e outros lugares em que porventura a CNN trabalhe) por uma emissora que não tem tanta repercussão assim. Seria o ponto para se levantar sobre por que raios os correspondentes brasileiros no exterior acabam sempre indo a essas mesmas fontes em vez de mostrar a existência de outras e fazer o que seria esperado deles e que é mais difícil de fazer por quem está aqui, entendendo-se aí pelo confronto de informações e disso extrair o que é substancial e tirar o que for absurdo.
      No caso específico da CNN, que se observe o quanto que a mídia brasileira embarcou nela e naquela história de suposto conluio de Trump com a Rússia, mesmo que a esta altura o jornalismo a esse respeito não esteja muito diferente de um programa de fofocas sobre famosos, com a diferença de que nos programas de fofoca sabemos que a equipe do fofoqueiro precisou em muitos caso estar no local da ocorrência para certificar e dar fé daquele ocorrido.

      • Isildur Bagual

        Pois é! Essas agências de notícias devem pertencer a alguma pessoa ou grupo poderoso. As grandes agências de notícias possuem um alinhamento de discurso e palavras muito claro. É óbvio que possuem uma agenda que beneficie alguém.

        A pergunta é Quem?

        Quem deseja saber mais sobre “Engenharia Social” da uma procurada por Edward Bernays

        • Ilbirs

          Edward Bernays é um conhecimento precioso que as pessoas precisam ter em mente justamente por ele meio que ter sido o pai daquela tônica que hoje em dia vemos de que supostamente seria racista, machista, homofóbico caso demonstre contrariedade com o movimento negro, o feminismo e a militância gay.

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