Mulher Maravilha é um dos melhores filmes de super heróis já feitos – mas precisa ser compreendido pela sua mitologia, não por ideologias.

Há uma dificuldade metalingüística insuperável em se fazer um filme da Mulher Maravilha em 2017: hoje, qualquer referência a uma mulher é entendida como feminismo, fazendo com que a classe falante – em era de redes sociais, muito maior do que a antiga intelligentsia – suscite uma caça aos bruxos para forçar uma luta de gêneros modelo Show da Xuxa.

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Mulher Maravilha, o filme, é exemplo máximo da era do mimimi: até mesmo quando seu trailer foi exibido, feministas, como se importassem, reclamaram de que a atriz israelense Gal Gadot, no papel da protagonista, aparecia com… axilas depiladas. Como se mulheres ocidentais tivessem costumes feministas como não se depilar, ter aversão ao banho e aos cuidados com a beleza e viver de ressentimento com homens.

Mulher Maravilha (Gal Gadot) com axilas depiladasO primeiro filme da mais antiga e famosa heroína dos quadrinhos é, ironicamente, um dos mais masculinos da nova safra de filmes das últimas décadas. Mulher Maravilha é heroína de um filme violento, em que homens praticamente só aparecem na primeira cena. Em plena Primeira Guerra Mundial, mortes são incontáveis, e a protagonista não sofre da visão politicamente correta da censura americana do século XX de que super-heróis não matam – e nem desejam matar – seus inimigos.

Mais do que isso: seu enredo trata de mitos, virtudes e até mesmo de uma espiritualidade perdida na era burocrática, tecnocrática e materialista era contemporânea. Sem conseguir olhar para uma tela e ver o que está diante de seus olhos, a era da ideologia, da problematização e do mimimi entra numa insossa e broxante disputa para verificar se o filme é “feminista” (um termo que pode significar qualquer coisa) ou não.

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Com a atual modinha de falar em “empoderamento” (empowerment), foca-se sempre em um processo político de dar algo específico a mulheres tirado de homens. Mulher Maravilha não é nada disso – Diana é poderosa pelo motivo que tornou qualquer pessoa poderosa na humanidade antes dessa modinha – e por isso entra na aborrescente dialética do ressentimento.

Sua diretora, Patty Jenkins, declarou que não buscou fazer um filme “de mulheres”, e tal visão transparece cristalinamente em sua obra: é um filme que não é feito para ideologia ou para um público segmentado, mas sim para ser agradável ou bom por seus méritos próprios. Como filmes de verdade o são. Feministas ainda o criticaram porque Gal Gadot é israelense, e a esquerda, cada dia disfarçando menos seu anti-semitismo, acha que isto é um acinte aos pobres palestinos, que tão bem tratam as suas mulheres.

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Filmes épicos são bons quando resgatam os valores da épica: a virtude diante de situações adversas, os enredos que não se deslindam facilmente, a tensão antes de um objetivo realizado. Mulher Maravilha é um filme incrível exatamente por isso, e não por “ser um filme sobre uma mulher” (Mulher Gato com Halle Berry é “um filme sobre uma mulher”).

Para um mundo sem epos, em que toda a grandiosidade de uma vocação enfrentando uma grande ameaça é reduzida a “há uma mulher no roteiro para chamarmos o filme de feminista e fazer uma propagandazinha da esquerda?”, é o sobejante para que colunistas sem mais o que fazer disparem pérolas como “Filme da Mulher-Maravilha faz retrato preciso de feministas modernas” (sic).

Lola Aronovich, feminista

O que Mulher Maravilha faz está longe do discurso. Daquela mania de redes sociais de dizer que “lutar” é repetir bovinoidemente um bordão e uma hashtag. Mulher Maravilha de fato luta. De cair na porrada. Treina antes, estuda, se esforça, abdica dos prazeres e da platitude do cotidiano para ser alguém além. Mesmo tendo super poderes, é uma das lições que o filme deixa: mesmo super heróis precisam se esforçar.

Diana nasce na ilha fictícia de Themyscira, cidade-estado grega habitada tão somente por mulheres. A referência a Lesbos é óbvia, embora a cidade grega pouco ou nada tenha a ver com lesbianismo, como se crê. É onde o filme começa a tratar da mitologia.

Mulher Maravilha (Gal Gadot) na ilha de ThemysciraEric Voegelin, em A Era Ecumênica, quarto volume de Ordem & História, o maior livro de filosofia política do mundo, analisa a idéia numérica encontrada em mitos, sejam os catálogos dinásticos da Epopéia de Gilgamesh e do Antigo Testamento ou as gerações de deuses primordiais, titãs e homens da Teogonia grega. Na Palestina, Babilônia ou Grécia, os cálculos numéricos dos períodos míticos (não-históricos), onde se encaixam cidades como Lesbos (ou a versão ficcional de Themyscira) apontam justamente para um éon, uma era do mundo de 2.160.000 anos. Conclusão à que a ciência moderna dá mais respaldo do que refuta.

Na ilha de tempo mítico não há morte, e, portanto, não há reprodução, ao contrário da visão moderna sobre Lesbos, como no mundo antes da serpente da árvore do bem e do mal (Diana é filha de Zeus). É lá que Diana faz seu treinamento, antes de seu mundo fora da história, nem no passado e nem no futuro, ser invadido pelo maior acontecimento histórico possível: um piloto da Primeira Guerra, Steve Trevor (Chris Pine) fere a bolha de proteção temporal da ilha e cai em Themyscira.

Diana então atende a uma vocação: sabendo que a paz da ilha era ameaçada por Ares, deus da guerra, resolve que tem um chamado a cumprir: acompanhar Steve Trevor e ir para a guerra, para poder matar Ares de vez ao invés de se refugiar no conforto de sua isolada civilização. Não é exatamente algo muito parecido com o que fazem as feministas modernas.

Diana acompanha Steve rumo a Londres da década de 10, que ainda não havia se livrado completamente da moda e hábitos vitorianos. Steve é piloto-espião que precisa entregar segredos de guerra que visualizou do inimigo para seu Estado Maior, enquanto Diana, nada burocrática e 100% guerreira (Diana é deusa da lua e da caça na mitologia romana), não entende por que não estão indo para o front da guerra buscar Ares.

Mulher Maravilha (Gal Gadot) em LondresÉ onde vemos a mais agradável dialética do filme: o piloto Steve, histórico, mundano, com qualidades e defeitos do apogeu da modernidade industrial, cujos méritos são gastos na burocracia, na linguagem escorregadia da diplomacia e da etiqueta exageradamente cerimoniosa, ao lado de Diana, a Mulher Maravilha que nem entende em que mundo está, apesar de falar mais línguas e entender mais de combate do que todos à sua volta. Sua natureza é a franqueza direta e combativa de quem não se subordina à moda e às comodidades históricas, atendendo à sua vocação como se ouvisse o chamado do Universo, a pulsão cosmológica.

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É a divisão entre um pensamento moderno, secular, burocrático e profano ao pensamento tradicional, atemporal, virtuoso e sagrado. Mulher Maravilha mostra a religião em conflito com o mundo materialista, ideológico e técnico de maneira jamais vista, ainda mais em um filme “jovem”.

Diana e Steve não conseguem convencer o Supremo Conselho de Guerra, sobretudo Sir Patrick Morgan (David Thewlis), que prefere negociar um armistício com o Exército alemão. Mas, com ajuda de alguns recrutados privados para a missão, vão finalmente para o front, e é onde Mulher Maravilha se torna um filme nada preocupado com “ideologia feminista” ou mesmo em ser um filme de mulher: a Primeira Guerra é mostrada em seu horror e violência, e Diana não é exatamente a heroína preocupada em fingir que seus inimigos precisam apenas de punição jurídica, ao invés de pararem de respirar.

Gal Gadot como Mulher MaravilhaSeus inimigos são ainda mais curiosos, para um mundo focado no politicamente correto. O general Erich Ludendorff (Danny Huston) está desenvolvendo uma variação do gás mostarda numa instalação militar do Império Otomano (aliado da Alemanha na Primeira Guerra), junto à química espanhola Isabel Maru, a Doctor Poison (Elena Anaya), que pouco disfarça as referências muçulmanas. Em tempos de Estado Islâmico, falar do Império Otomano, o último califado que o ISIS pretende reinstalar, só seria mais chocante se a esquerda realmente soubesse algo da história que tanto acredita entender.

Mulher Maravilha tem vários dos elementos da boa épica: o chamado, a vocação, a missão que nem sempre é clara (Diana nem sequer sabe quem é o Ares que precisa matar, afinal, no mundo histórico, o “deus da guerra” não é tão individualizado e físico quanto na mitologia fora do tempo), o treinamento, as virtudes (os melhores diálogos do filme são as broncas que Diana dá no mundo que não forma guerreiros, arrancando risos de uma platéia que teria horror de se alistar no Exército), os companheiros, a dialética dos conflitos, o perigo e a superação.

Infelizmente, numa era ideológica, séculos de conhecimento são jogados no tanque do pastiche racionalista, e só se tentou assistir Mulher Maravilha não como uma metáfora religiosa, como tantos conseguiram notar (aqui, aqui, aqui, aqui, ou até uma crítica ao cristianismo do filme aqui), mas como “um retrato feminista”. Até onde a ideologia consegue nos cegar e nos retirar da realidade e beleza do mundo?

Alerta de spoiler

O trecho a seguir revela o roteiro do filme. Só continue lendo se já o tiver visto, ou se não se importar em conhecer o seu final.

Se Mulher Maravilha não conseguiu ser apreciado em  sua dicotomia entre o pensamento mítico-tradicional-religioso e a burocracia tecnocrata e afastada da concretude típica da modernidade, maravilhosamente (!) misturando o sagrado e o profano em uma história com aventura, humor e perigo, foi ainda mais mal compreendido ao apresentar referências religiosas mais claras.

Sobretudo em suas últimas cenas. Diana percebe que nem mesmo matando Ludendorff, que Diana julga ser Ares, consegue acabar com a guerra.

Mulher Maravilha (Gal Gadot)Quem se revela como Ares (e, portanto, irmão de Diana) é justamente Sir Patrick Morgan, que havia pedido por um armistício. Diana não compreende: em seu pensamento mítico, a guerra é culpa de Ares e basta derrotá-lo. No mundo dos homens, entretanto, Ares é apenas a inspiração primordial. A guerra, afinal, é escolha humana, e não há como fazer os homens retornarem ao mundo pré-histórico de Themyscira/Lesbos.

Novamente, a diferença entre pensamento mítico e secular (temporal) confunde tanto a semi-deusa quanto os humanos, assistindo a batalha sem compreendê-la.

Se o pensamento tradicional (Eric Voegelin) e a dialética entre sagrado e profano (Mircea Eliade) já foram trabalhadas em Mulher Maravilha, faltou a dinâmica do sacrifício, que aprendemos com René Girard (já que, em nosso tempo secular, não conseguimos ler os Evangelhos e entendê-los).

Steve percebe que o gás mostarda vai explodir inevitavelmente, e pensando em algo maior do que sua vida material, atende a uma nova vocação. Coloca todo o gás em um avião e o leva a uma grande altura, sacrificando-se no processo, mas salvando a vida de milhares de pessoas.

Enquanto isso, Diana, em sua luta com Ares, também percebe que, sendo ambos filhos de Zeus, não terão força para destruir um ao outro. Sua métis, sua astúcia para criar uma artimanha para vencer, terá de ser outra: a luta final entre a Mulher Maravilha e Ares é justamente a superioridade do perdão sobre a vingança, o auto-sacrifício contra a auto-preservação egoísta, inclusive com os braços abertos numa referência nada implícita a Jesus Cristo. É o filme em que uma semi-deusa grega se torna cristã.

A guerra, afinal, no mundo dos homens, é coisa humana. E Diana, já tendo realizado sua transformação em Mulher Maravilha, aprende uma lição de humildade: não é possível querer salvar a humanidade, quando a humanidade guerreia para abdicar de seus salvadores.

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  • biancavani

    É de quinta categoria justamente para lhe fazer jus.
    A propósito, este site não merece perder tempo com discussões de baixo nível. Não é este seu objetivo, que é o de apresentar análises e debate entre pessoas de boa-fé, que pretendem entender o que está por trás dos discursos, chegar à verdade dos fatos. Desse modo, FUI!

  • Daniel Lucena

    E qual o problema de não ser fictício? Não precisa ser para se fazer uma comparação
    Então você acha que heróis não precisam se ater a estas leis? Não vi você condenando o Batman quebrar ossos de bandidos, pelo contrário, pareceu até se satisfazer sadicamente com isto, como todo bom pseudo-cristão

    • Pobretano

      A diferença é que eu não consigo processar o Batman. Na verdade eu não consigo sequer defendê-lo – ele não pode ser posto no banco dos réus justamente por ser fictício. Neste sentido, heróis só “têm que seguir” o que o roteirista achar interessante.

      Mas, ignorando esse detalhe, ainda é plausível defender o Batman, se não buscando sua total absolvição, ao menos a redução das penas. Falando em devido processo, seria até mesmo possível jogar com a emoção do júri popular. Acredito que não apenas os bons pseudo-cristãos, mas também os “péssimos pseudo-descrentes” vibrariam com bandidos tendo ossinhos quebrados, por mais incivilizado que isso possa ser. Lembre-se que estamos falando de um rapaz que viu seus pais sendo mortos por bandidos, e que não viu muitas alternativas na escalada da violência e no atual “estado de coisas inconstitucional” que se tornou Gotham City.

      Por outro lado, não vejo muita plausibilidade em diversas ações do MST. Não sou capaz de defender quem destrói mudas de eucalipto (que, seja nos quadrinhos da DC ou no mundo de carne e osso, não são bandidas), ainda mais com desculpas luditas e até mesmo anticientíficas.

      • Daniel Lucena

        É irrelevante você dizer que o personagem é fictício ou não, o que está em questão é sua representação simbólica. Um personagem que tem satisfação, que tem desejo de matar não tem acepção alguma de herói, pelo menos na interpretação desonesta do autor da crítica, que não corresponde a Diana dos quadrinhos

        • Pobretano

          Um personagem que tem satisfação, que tem desejo de matar não tem acepção alguma de herói

          Hum… já ouviu falar daquela coisa meio chatinha que aconteceu lá pelos idos de 1914, chamado Primeira Guerra Mundial?

          • Daniel Lucena

            “Hum… já ouviu falar daquela coisa meio chatinha que aconteceu lá pelos idos de 1914, chamado Primeira Guerra Mundial?”

            Óbvio, um momento em que as pessoas matavam POR NECESSIDADE, matavam PARA NÃO MORRER
            É diferente de ter algum GOSTO em matar, extrair satisfação disto, que cabe mais a sádicos do que a heróis
            Já ouviu falar de uma lei bem velhinha chamada Dez Mandamentos e a parte do “Não matarás”?
            Diana não é Charles Bronson, pelo menos não a Diana dos quadrinhos

      • Daniel Lucena

        Cristo não quebrou nenhum ossinho de quem o foi prender no Monte das Oliveiras, até curou a orelha do soldado ferido por Pedro para defender Jesus, tampouco os cristãos iniciais em Roma promoveram violência contra os soldados romanos
        Porém nada dessa explicação adianta para pseudo-cristão que inventa todo tipo de racionalização para justificar o próprio sadismo…

        • Pobretano

          Ele defendeu o uso de espadas – de fato, ele não incinerou a espada de Pedro. Muito pelo contrário, quando o clima começou a mudar, ele mesmo recomendou que os seus discípulos comprassem espadas em vez de mantas.

          Além disso, o Nazareno também desceu o chicote nos mercadores do templo, xingou até os escribas e fariseus hipócritas sem cerimônia. Acho que você consideraria isso uma ‘racionalização’, certo?

          E, bem, isso é irrelevante para o caso que eu falei. Afinal, o devido processo legal dá direitos até a um justiceiro fora-da-lei como o Bátema. Até alguém como ele deve ser devidamente defendido e devidamente punido pelo que fez – e esta defesa devida também tem por objetivo apontar as devidas atenuantes do caso concreto. Não é incomum advogados de defesa pedirem a culpa de seus clientes, de fato.

          Aliás, que sadismo? Eu não advoguei nenhum sadismo. Será que minha “sugestão” de “pegar leve com o homem-morcego” implica uma advocacia irrestrita do vigilantismo, na sua lógica retorcida de “desejar == gostar”?

          • Daniel Lucena

            “Ele defendeu o uso de espadas – de fato, ele não incinerou a espada de Pedro. Muito pelo contrário, quando o clima começou a mudar, ele mesmo recomendou que os seus discípulos comprassem espadas em vez de mantas”

            Pura distorção do Novo Testamento pois a exortação a comprar espadas não faz parte de uma mudança de clima após mandar Pedro guardar a espada já que aconteceu ANTES da ação de Pedro e não depois

            “Além disso, o Nazareno também desceu o chicote nos mercadores do templo, xingou até os escribas e fariseus hipócritas sem cerimônia. Acho que você consideraria isso uma ‘racionalização’, certo?”

            Mais uma vez você apenas reafirma como matar é condenável pois Jesus não matou ninguém nesta ação, além disso ele promoveu este ato como uma reação ao mercantilismo do templo, não me dito em nenhuma parte do trecho que ele cometeu isto com prazer. Se fosse a obtenção do prazer que o motivasse a chicotear ele sequer precisaria que os mercadores estivessem num local específico

            “E, bem, isso é irrelevante para o caso que eu falei. Afinal, o devido processo legal dá direitos até a um justiceiro fora-da-lei como o Bátema. Até alguém como ele deve ser devidamente defendido e devidamente punido pelo que fez – e esta defesa devida também tem por objetivo apontar as devidas atenuantes do caso concreto. Não é incomum advogados de defesa pedirem a culpa de seus clientes, de fato”

            Esse trecho é totalmente irrelevante ao que discuto

            “Aliás, que sadismo? Eu não advoguei nenhum sadismo. Será que minha “sugestão” de “pegar leve com o homem-morcego” implica uma advocacia irrestrita do vigilantismo, na sua lógica retorcida de “desejar == gostar”?”

            Não é lógica distorcida alguma, a não ser que você que tenha algum tipo de problema mental que o impeça de desejar algo da qual goste. Aliás que pessoa não deseja aquilo que gosta? Você já tomou seu remédio hoje?

  • Daniel Lucena

    Não adianta mostrar que a palavra está sugerida no texto para um cego feito você, aliás eu já mostrei, se você tem algum problema cognitivo o problema é todo seu
    Platelminto se adequa bem mais a você

  • Daniel Lucena

    Não precisa a palavra “gostar” estar no texto se ela já é sugerida com o verbo desejar

    • Pobretano

      “Sugerida”. Aham.

      • Daniel Lucena

        Sim
        Mas você é burro, esse é o problema

  • Daniel Lucena

    Mas a minha queixa ao texto foi sobre matar, não falei sobre seguir critério legal
    Engraçado que o MST não segue critérios legais e você obviamente o condena por isso mas na hora do Batman sair fazendo o quer você manda os tais critérios às favas
    O fato é que o Batman pode até não seguir os métodos usuais, mas ele não mata até porque a lei não o elege como carrasco e ainda conta com o aval do Comissário Gordon, mas eu esqueci que seu critério de “herói” é se achar acima das leis estipuladas pelo resto da sociedade…

  • Daniel Lucena

    Que bom que Dr Who acompanhou nossa época

    • biancavani

      A bem da verdade, acompanhou a agenda da onu, da esquerdalha, dos globalistas-progressistas-revolucionários. Há um podcast do Guten Morgen – Não é você que pensa o que pensa / George Soros é quem pensa por você – muito esclarecedor a esse respeito. Acho que você vai curtir.

      • Daniel Lucena

        E pelo visto o astrólogo embusteiro Olavo de Carvalho pensa por você já que já teve a cabecinha de vento lobotomizada por esse embuste que passa adiante qualquer hoax veiculado pela Fox News
        Triste!

        • biancavani

          Ui, touché! “mimimi de olavete”, “astrólogo embusteiro”: não consigo acompanhar tamanha… er… superioridade intelectual.

      • Daniel Lucena

        “globalista” = mimimimi de olavete que acha que o mundo parou na Idade Média

  • Daniel Lucena

    Mas não estou falando em seguir processo legal, mas sim em matar ou não

  • Daniel Lucena

    Não precisa a palavra estar no texto para a intenção ser sugerida, anta

  • Flavio Oliveira Rodrigues

    Muito bom! Acho q a melhor análise q vi do filme e veio de um site de política. O AdoroCinema, com seu cartel de colunistas progressistas, jamais conseguiria fazer uma análise como essa. O referido site voltado para o cinema, se tornou uma fossa de politicamente correto.
    Seria ótimo ter mais análises como essa de filmes aqui no Senso Incomum. Só não sei onde vc viu referência a Jesus no filme. Na hora q a Diana, quase derrotada por Ares, se enfurece, me lembrei do Gohan em Dragon Ball Z quando este derrotou Cell.
    O filme realmente é excelente! O melhor da DC até agora. Deixou Batman vs Superman no chinelo.

  • Daniel Lucena

    O idiota confunde fazer algo por necessidade por fazer algo por gostar…

  • Daniel Lucena

    Cavaleiro das Trevas é uma história apócrifa, não faz parte da cronologia do personagem, tanto que é situado num futuro especulativo, o engraçado é que você cita ele como contraponto ao meu argumento sendo que ATÉ NELE o Batman NÃO MATA
    Como já falei uma coisa é matar de forma relutante como último recurso, outra coisa é glamourizar esse ato espúrio como se Diana fosse um “Charles Bronson”

  • Daniel Lucena

    Pelo contrário. Quem não sabe interpretar textos é você, que já perdeu a sanidade na tarefa patética de puxar o saco do autor do artigo a qualquer custo. Se eu gosto de algo eu não preciso de justificativa para meu gosto, caro anfioxo

  • Daniel Lucena

    O cara surtou e já prolongou o filme da Mulher Maravilha para políticos, coisa ao qual eu NÃO fiz alusão
    Talvez seja melhor você procurar um psiquiatra, o problema é você sair correndo do consultório caso ele esteja vestindo camisa vermelha porque para você ele já será “agente do Foro de SP”

  • Daniel Lucena

    Gostar de matar já seria uma meta por si só, mas pelo visto não adianta fazer um desenho pra quem é cego…

  • matheuscello

    Parabéns pela análise Flávio!
    Sempre procuramos esse tipo de análise mais séria e profunda das mídias. Essa semana o Alexandre Borges fez uma do Dunkirk para a Gazeta muito boa também!
    Gostaria de sugerir mais conteúdos desse tipo por aqui. Talvez uma seção dedicada.
    Abraço!

  • Oops… Erros seguidos com links. Obrigado, tudo corrigido!

  • David Abraham

    Ué, fiz um comentário franco de que achei o filme ruim e vou ter que aguardar meu comentário ser aprovado? Nem ofendi ninguém, ou é ofensa ter opinião contrária por aqui?

    • Pobretano

      Todos os comentários são moderados “por default” aqui. E raramente vi algum comentário ser deletado única e apenasmente por ser “da oposição”.

      • David Abraham

        Legal, não sabia. Obrigado.

  • David Abraham

    O filme é uma grandessíssima porcaria. Nada do que falem desse filme vai torná-lo algo além de uma chatice total.

  • David Abraham

    O filme é uma grandessíssima porcaria. Nada do que falem desse filme vai torná-lo algo além de uma chatice total.

  • Pobretano

    Aonde? Na sua cabeça?

    Em que trecho tal sugestão de que ela “gosta de matar” – como ” uma meta por si só”, é feita?

  • Diana Artêmis Alves

    Que alívio ver esta análise do filme, quase achei que estava equivocada por ter visto tanta força e beleza na obra.
    Confesso que assisti a estréia com muito medo por mexerem com um personagem tão querido da minha imaginação, pois desde criança ouço as histórias da Mulher Maravilha e da mitologia greco romana pelo meu nome.
    Saí da sessão com o coração aquecido por serem fiéis as motivações da heroína, sem desviarem para nenhum discurso robótico feminista atual. Parabéns pela resenha!

  • Pobretano

    Use torrents para não ter que dar grana para eles, hehe!

  • Pobretano

    … apenas como último recurso contra a guerra, ela não faz disso uma meta por si só

    Em momento algum foi dito algo parecido a isso. Na melhor hipótese, apenas foi sugerido que o pacifismo bocó não encontra lugar no filme e no mundo palpável.

  • biancavani

    Foi por aí – o trabalho vem sendo feito há muitas décadas – que o pensamento de esquerda se tornou quase hegemônico, deixando em seu rastro milhões de imbecis.

  • TheDigosin .

    Era só oque faltava ter a mulher maravilha como o mickey mouse do feminismo, que fiquem com a Frida Khalo que é mais pertinente a sujeira costumeira das feministas. Qualquer coisa que de relevante que for feito por uma mulher lá estarão as militantes querendo aproveitar a deixa pra esfregar feminismo na cara de todo mundo. Foi assim com a ganhadora do Master Chef, naquele caso a moça renegou a militância e disse que seque se considera feminista, foi o suficiente pra atrair todo o ódio dessas ratazanas. As mulheres podem ser oque elas quiserem, exceto não feministas. Como que essa agremiação de idiotas reprimidas pelas próprias “manas” se discordarem da opinião central do clubinho, acreditam que oque fazem tem a ver com liberdade? É de cair o cu da bunda.

  • Fábio Peres

    A próxima Doutora já está definida, e querem que tenha um romance lésbico entre ela e a “companion”. Se prepare para a derrocada.

    • biancavani

      Que ódio! E certamente devem estar também com forte desejo – compulsão mesmo – de que essa companion lésbica seja islâmica, de burca transadinha, feia, gorda e tudo o mais que possa atender à sanha globalista, esquerdopata, georgesorista..
      Farwell, Doctor Who. Foi bom enquanto durou.

      • Fábio Peres

        Sorte nossa que a BBC resolveu regenerar o “Doutorx” no final da temporada, justamente para gerar o clima – sem prever que os fãs mais exaltados terão todo o pretexto para abandonar a série.

  • Camila

    Uau!!!
    Sensacional, a resenha e as referências mitológicas e filosóficas!
    Amei o filme e estava esperando alguém escrever sobre ele exatamente o que ele representa.
    Obrigada!

  • Ale Straub

    Não vi o filme porque não me interessei. Filmes feitos parar agradar todo mundo, costumam ser muito ruins.
    Mas agora vou ter que assistir.

  • Aderbal Matias

    “…em TEMPOS de mimimi…”

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