Quando o termo "fake news" foi popularizado, a idéia era censurar pequenos sites. E agora, que apenas a grande mídia é chamada de "fake news"?

Guten Morgen, Brasillien! Após um longo e horrendo período de trevas e desespero em que nosso público ficou sem o podcast mais querido do Brasil, finalmente conseguimos acertar nosso destino com a burocracia e estamos de volta com o tema que ainda sacode a mídia mundial: as fake news, as notícias falsas que a grande e velha mídia quer controlar.

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Já falamos sobre as fake news aqui, mas o embate sobre o controle da opinião pública está atingindo novas proporções no mundo civilizado. Antes de chegar ao Brasil, já podemos adiantar que o próximo round será duro: cada vez mais velhos jornalistas pedem por formas nada brandas de controle e censura prévia para eliminar a concorrência.

Enquanto as pessoas realmente acreditam que boatos estão controlando eleições, destruindo a “democracia” e criando um mundo de mentiras, que precisa ser corrigido voltando-se às fontes tradicionais (entre o New York Times e a Globo News, a CNN e a Folha de S. Paulo), um clamor por uma censura pouco velada se torna quase um apelo para “salvar a democracia” ou fazer as pessoas enxergarem a verdade e somente a verdade, que só é acessível aos iniciados que lêem editoriais traduzidos da grande mídia americana.

O brasileiro passou a tratar quem se informa por Rede Globo e Folha como alienado (não importando o matiz político), mas acredita em tudo o que sai na mídia internacional, muitas vezes com qualidade até inferior à mídia brasileira.

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Será que ninguém nota os interesses por trás de um discurso que caça fake news e chama de “notícias falsas” exatamente tudo aquilo que não quer ver publicado, tudo o que seja obra de seus concorrentes? Será que o clamor pelo controle do que é lido, do que é considerado verdadeiro e falso, não pode nos colocar no caminho de uma das maiores censuras já vistas em tempos globalistas? Por que não falavam de fake news tudo aquilo que encobria os escândalos de Barack Obama?

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Por fim: será que são supostos boatos que nunca ninguém provou que tenham influenciado o voto de ninguém que definem eleições, ou é a forma como notícias são colocadas? Por que não fazem a mesma grita em relação ao controle editorial dos jornais, que noticiam qualquer coisa escolhendo bem as palavras, de maneira enviesada, direcionando sentimentos do leitor sem que ele perceba? Sobretudo com chamadas sensacionalistas, apostando (com razão) que seus leitores raramente lêem algo além do título, e fazendo pessoas crerem que estão bem informadas, quando menos sabem do que falam?

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Afinal, quem controla os controladores? Quis custodiet ipsos custodes? Por que alguém precisa definir o que é fake news para nós, e não nossas próprias sinapses?

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, no estúdio Panela ProdutoraGuten Morgen, Brasilien!

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