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Um ativista do PSOL chamado Michel Gherman escreveu no blog de Guga Chacra que o nazismo é "sem dúvida" de direita. Seu argumento? Ele diz que é.

Sobre o textículo do militante do PSOL Michel Gherman, que meu amigo Guga Chacra publicou para afirmar que “o nazismo é de direita”, é sintomático que a desculpa de toda a esquerda para afirmar que o nazismo seja de direita não passe de uma repetição ad nauseam de umas três ou quatro táticas surradas, que nunca são trocadas.

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Como a direita conservadora, que recentemente, graças sobretudo à internet, teve acesso ao pensamento conservador, censurado velada e abertamente nas faculdades de Humanas do Brasil, e percebeu que conservadorismo não tem nada a ver com o que a esquerda diz que o conservadorismo é (natürlich), a incipiente direita brasileira lembrou ao mundo que o nacional-socialismo é uma forma de socialismo (…!), e não de conservadorismo ou capitalismo.

O nazismo, que sempre se apresentou como uma terceira via, pega elementos do socialismo (sobretudo as antigas teses germânicas sobre socialismo), do trabalhismo e do sindicalismo político.

O sindicalismo, aliado ao islamismo, já havia realizado o primeiro genocídio da história a superar 1 milhão de mortos: o grupo Jovens Turcos (Jön Türkler), que se opunha à monarquia do Abdülhamid II no Império Otomano (atual Turquia), buscando uma homogeneização cultural com laços com a Revolução Russa, promoveu o genocídio de cristãos armênios em 1915, durante a Primeira Guerra. A Armênia foi, provavelmente, o primeiro lugar do mundo a se converter ao cristianismo.

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Grande Mufti Amin al-Husseini inspeciona tropas nazistasNão custa lembrar que a Alemanha era aliada do Império Otomano na Primeira Guerra, que os jovens turcos e sua homogeneização cultural também odiavam judeus e que o Estado Islâmico, o “califado” atual, busca reconstruir justamente o Império Otomano. Adolf Hitler culpou os judeus pela derrota alemã na Primeira Guerra, mas nunca foi contra os muçulmanos, o califado ou o Império Otomano. Pelo contrário: como já explicamos aqui, até recebeu com honras Amin al-Husseini, o principal nome da invenção de um suposto “país” chamado Palestina, com o único objetivo de destruir o sionismo (o Estado judeu) e tomar o território do “povo sem pátria” para muçulmanos que nunca tiveram histórico naquele lugar habitado por judeus há cerca de 3 milênios.

A esquerda acha que foi Karl Marx quem inventou o socialismo, e que não houve nenhum socialismo anterior – de Saint-Simon e Fourier a Robert Owen e Babeuf, tudo é completamente desconhecido pela esquerda universitária que só lê Marx e marxistas. Em seu reducionismo simplificador, é um passo para acreditar que qualquer oposição a Marx significa oposição ao socialismo (como se, por exemplo, Bakunin, Proudhon e todos os que se opuseram a Marx na Primeira Internacional se tornassem “anti-socialistas”).

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O Terceiro Reich tem este nome por se considerar o terceiro grande império sagrado: o primeiro sendo o Sacro Império Romano Germânico e o segundo o de Bismark (correção de nosso leitor Laercio Meneses).

Mapa da Segunda Guerra MundialUnindo um nacionalismo alemão derivado do romantismo (a Alemanha ainda não era um país até quase a eclosão da Primeira guerra) ao desejo de se tornar uma grande potência, misturando tanto uma mistificação do passado romano com uma visão romantizada das tribos germânicas que começavam a ser estudadas a sério, criaram o conceito de nacional-socialismo: não o socialismo da Internacional Socialista, mas uma visão grandiloqüente de uma Alemanha para os trabalhadores alemães, expulsando capitalistas e especuladores (internacionalistas por si, e ninguém pode ser mais internacionalista do que um especulador judeu) e com o mesmo Estado dirigista dos socialistas – mas sem que a Alemanha, como a Ucrânia, a Checoslováquia, a Hungria ou os países do Leste, se tornasse um país-satélite da União Soviética (trágica ironia que os alemães orientais conheceriam).

O socialismo germânico recuperaria o caráter da política das tribos germânicas primitivas – não mais consideradas “bárbaras”, mas um espírito germânico poderoso. As decisões seriam determinadas por um dirigente (Führer) central, mas, bem ao contrário da visão da historiografia marxista sobre o nazismo, representariam decisões tribais em assembléias repetidas (vide a série Vikings, que retrata bem o modelo de assembléia germânica original).

É o modelo plebiscitário, tão denunciado por Eric Voegelin em Hitler e os Alemães: com mini-Führers locais, decisões eram feitas em nome “do povo” (völkisch) em micro-detalhes – de quanto se produziria numa fábrica mecânica aos livros que poderiam ser lidos. Ao contrário do que se pensa, havia eleições no nazismo, mas era o modelo de “democracia alemã” direta: não com leis (nunca houve uma “lei” nazista sobre câmaras de gás), mas com decisões diretas, conduzidas (durchgeführt) por líderes locais do partido. É o Estado da burocracia total. O socialismo soviético e, hoje, a “democracia” de Nicolás Maduro, neste aspecto, são praticamente idênticos (quantos plebiscitos a Venezuela faz por semana?).

Incêndio no ReichstagHá inúmeros discursos de Hitler explicando sua visão sobre o socialismo e a democracia (que só não poderia virar uma “democracia liberal”, e todas as decisões deveriam ser apenas germânicas), embora a maioria só se encontre em alemão. O Rechtstaat como conceito puramente germânico, que geraria a permissibilidade para o mal no nazismo, são analisados tanto por uma liberal-democrata como Hannah Arendt quanto por um conservador como Eric Voegelin, ambos fugidos do nacional-socialismo.

Isto, é claro, é informação até razoavelmente básica, a qual qualquer estudioso solitário chegaria rapidamente em alguns anos de pesquisa. Não é, nitidamente, o que ocorre com os estudantes lobotomizados por uma historiografia reducionista feita por marxistas, que tomaram o departamento de História para ignorar tudo isso e enxergar a História tendo como motor a luta de classes.

Sem entender de onde o Terceiro Reich tirou suas idéias, seu modelo, como o aplicou, por que usava tais nomes, tais símbolos, o que significam palavras que tanto usamos sem auscultar-lhes o significado (de Terceiro Reich a Führer), resta tão somente fazer comparações com regimes que não são o nazismo, tão somente com o fito de fazer adversários políticos que detestam o nazismo parecerem meio nazistas.

É o que faz o professor de História esquerdista Michel Gherman, militante do PSOL, com empáfia enfastiada de professor de História esquerdista, no blog do meu amigo Guga Chacra. Lendo suas palavras, é fácil perceber uma arrogância profunda (“oh, só a direita xucra brasileira para não acreditar que o nazismo é de direita…”), mal conjugada com uma profundidíssima ignorância histórica. Não é preciso ler muito para notar que Michel Gherman nem faz idéia do que vai acima.

Sem explicar nada do que acabamos de demonstrar, Gherman prefere fugir das explicações e apelar para os cacoetes que a esquerda sempre tem à mão quando precisa lidar com o problema do nacional-socialismo, a saber:

Poster nazista sobre trabalhadores alemãesDizer que Hitler perseguiu a esquerda, o sendo que Stalin também matou Trotsky, e nem por isso algum dos dois se torna “de direita” (numa disputa por eleições primárias no PSDB, alguém não se torna petista simplesmente por criticar, e mesmo odiar, outro tucano).

Definir o nazismo por características externas comungadas com outros movimentos, justamente retirando seu caráter particular. Assim, o nazismo é definido pela classe social que o apoiou, pela religião de um eleitorado ou por ser “nacionalista” (o que esquerda, direita, monarquistas, democratas, centristas, militares, civis e simplesmente qualquer movimento político do mundo também ter defendido em algum momento).

Imputar ao nazismo elementos exteriores aos próprios nazistas, entre os mais comuns dizer que o nazismo é profundamente “conservador” (como se nazistas defendessem a moral judaico-cristã), ou afirmar que eles são de “extrema-direita”, sem nunca mostrar uma única fala de um único nazista considerando-se como parte da direita, da extrema-direita ou de qualquer forma de “conservadorismo”.

E, por fim, afirmar categoricamente que o nazismo é de direita, porque meu professor de História de esquerda assim disse que é. Quer prova maior?

No texto de Michel Gherman, começamos a ver os cacoetes repetidos ad nauseam aplicados pari passu:

“Sua intenção [de Hitler] era criar um partidos de massas, radicalmente antissemita e anti-comunista. Hitler e os nazistas eram nacionalistas extremistas. Acreditavam na construção de um Estado alemão baseado na raça ariana. Assim, quaisquer perspectiva de classes ou internacionalistas eram consideradas posições inimigas e deviam ser derrotadas. Dessa forma, Hitler percebe o socialismo, o marxismo e o judaísmo como inimigos. Os dois primeiros por falar em luta de classe e internacionalismo, o segundo por ser, segundo ele, cosmopolita.”

Apesar de haver conservadores razoavelmente autoritários, numa ânsia de aniquilar pela força a esquerda, nenhum deles propôs um movimento de massa (um dos maiores direitistas do século XX, Ortega y Gasset, intitula seu magnum opus justamente de A Rebelião das Massas, já com críticas ao espírito fascista antes de eles assumirem o poder).

É simplesmente ridículo definir nazistas como “nacionalistas extremistas”: há algo particular no nazismo. Do PT do “Fora FHC e o FMI!” ao regime militar (que inaugurou uma política anti-americana no Brasil), de Nelson Mandela ao “nacionalismo palestino”, todos estes já flertaram com o “nacionalismo extremo”, sem que nunca houvesse algo parecido com o nazismo se consubstanciado dessas políticas. Aliás, com a exceção do nacionalismo palestino: justamente o que a esquerda defende.

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É de uma burrice exemplar dizer que o nazismo, do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, considerava qualquer posição de classe como inimiga. Por que o Partido teria sido baseado com esse nome? Por que todo discurso de Hitler fala em “trabalhadores”? Por que até a entrada de Auschwitz ostenta um cruel „Arbeit macht frei”? Por que os trabalhadores alemães são considerados a classe produtiva do país, e os especuladores judeus, usurpadores não-nacionais e de sangue impuro? Só na cabeça de Michel Gherman. Ou melhor: de todo marxista tentando salvar o socialismo: Michel Gherman sozinho nunca teria conseguido inventar algo muito maior do que ele.

A última frase é um festival de retardismo. Hitler odiava os socialistas, mas fazia parte de um partido com “socialismo” no nome? A única fonte para isso são socialistas falando sobre Hitler. Não há uma única referência sobre qualquer aversão de nazistas pelo socialismo, a não ser vinda de socialistas. Pelo contrário: há trocentas referências de Adolf Hitler contra capitalistas e conservadores.

Isto dá azo o suficiente para o cidadão vociferar:

“Não há dúvida, o nacional –socialismo se consolida como movimento de extrema direita, anti- marxista e antissemita.”

Que salto é permitido para a cabeça de Michel Gherman definir, graças à sua própria interpretação, que “não há dúvida” de que o nazismo é de “extrema-direita” – expressão criada ad hoc por esquerdistas querendo salvar o socialismo marxista, mas nunca dita por nazista nenhum? 

Ora, se tudo o que é anti-marxista é “extrema-direita”, todo o mundo livre é de extrema-direita. Essa direita é ainda melhor do que nós havíamos propagado, hein?

Claro, não há dúvida para o reducionismo de Michel Gherman, que não prova, não cita uma única fonte, não argumenta nada a favor da tal “extrema-direita” além de “eu estou dizendo que é”. Feliz em sua ignorância completa do nazismo, paciente de um profundo Efeito de Dunning-Kruger, Gherman “não tem dúvida” de que o nazismo é de direita – e extremamente de direita – enquanto quem conhece o que vai acima só tem dúvidas sobre a capacidade pesquisadora de de Michel Gherman.

“Para além de ser antissemita e anti-comunista, o nazismo sempre fora anti-liberal. Assim, ele não acreditava em políticas universalistas e descentralizadas. O Estado Nazista, contrário a luta de classes, se aproximava de grandes empresas, tinha um discurso anti especulativo e tinha como objetivo a expansão racial, militar e territorial.”

O manual de redação do Senso Incomum lembra que qualquer um dizendo “para além de” está bem aquém do que pretende proferir. Tampouco é possível entender o que alguém quer dizer ao definir que o nazismo não acreditava em “políticas universalistas e descentralizadas” ao mesmo tempo (ou um, ou outro, tertium non datur).

Poster nazista sobre "trabalho e pão por lista"O Estado nazista rejeitava a idéia de luta de classes como motor da História, mas acreditava numa profundíssima luta entre a classe dos trabalhadores alemães e dos exploradores judeus. Será preciso ser gênio para saber disso? Só na cabeça de esquerdistas também “se aproximou de grandes empresas”: o Terceiro Reich, como já explicamos, controlou as fábricas (a propriedade privada dos meios de produção) através de sub-Führers, como o Betriebsführer, o “dirigente de negócios”, que definia o lucro permitido pelo povo.

Como a esquerda é nominalista, acreditando em nomes, e não na realidade (mesmo que o nome seja inventado a posteriori, como “extrema-direita”), basta dizer “se aproximava de grandes empresas” para dar a impressão de que o nazismo era o verdadeiro Estado mínimo, quase um Tea Party, a própria Constituição Americana. Sem saber de como o nacional-socialismo controlava as empresas via sindicatos, e posteriormente, via Partido (ver a assustadora análise de John T. Flynn, em As We Go Marching), o marxista tenta pintar o nacional-socialismo como um… anti-socialismo. Até mesmo “capitalista”.

“Mais uma vez, ao contrário de perspectivas socail-democratas, socialistas ou marxstas, a centralização estatal não tinha intenções distributivas, não pretendia combater a desigualdade econômica ou diferenças sociais. Ao contrário, a razão de existência do Estado era manter as diferenças, diferenças raciais. Estabelecer um estado racialmente hegemônico, escravizar e eliminar raças inferiores. Combater e exterminar a oposição que falava em classes sociais.”

O ativista do PSOL Michel Gherman novamente diz algo baseando-se tão somente no que ele próprio acha que o nazismo é. Até mesmo racionamento de comida, roupas e produção industrial o nazismo fez, igualzinho em Cuba. Como isso não está nos livrinhos de Eric Hobsbawm e Theodor Adorno chamando o nazismo de “direita”, no manjado ad ignorantiam, para Gherman, o PSOL e a esquerda o fato simplesmente não existe.

“O nazismo, ao contrário do socialismo, não intencionava a abolição da propriedade privada e nem a coletivização dos meios de produção. O nazismo gostaria de garantir a arianização da econimia, buscava ter alianças com grandes empresas verdadeiramente alemães e buscaba construir um estado corporativo. O nazismo constituía-se assim, como modelo de capitalismo excludente e estatal. Nada mais distante do que qualquer posição a esquerda.”

Para quem conhece o modelo de gestão do nazismo, é fácil notar que todo o “capitalismo excludente” de Michel Gherman só existiu em sua própria cabeça (vide o que citamos acima, lembrando do livro As Seis Lições, de Ludwig von Mises). Nesta língua muito parecida com o português na qual Gherman escreve, um “capitalismo estatal” não poderia estar mais distante de “qualquer posição a esquerda”, sem crase. O que torna praticamente toda a esquerda não-marxista do mundo rigorosamente de extrema-direita.

“Mas não se enganem, nada mais distante, também, de qualquer posição de deireita liberal. O nazismo era um movimento de extrema –direita, o que em sua natureza é distinto da direita liberal e democrática.”

Novamente, a fonte para o nazismo ser de extrema-direita, tão “provada” pelo historiador, é o próprio historiador. Se alguém oferecer um milhão de dólares para Michel Gherman citar uma frase de Hitler ou de qualquer nazista se auto-declarando de direita ou extrema-direita, o ativista do PSOL vai permanecer pobre.

“Por fim, gostaria de afirmar o vínculo do nazismo com teorias conspirativas da história.  O complô judaico-marxista era constantemente denunciado por Adolf Hitler em discursos e textos. Não havia, nesse sentido, espaço para o livre pensar.”

Quando alguém quiser inventar uma teoria da conspiração, aí está a receita: basta chamar de teoria da conspiração quem discorda da sua teoria. Aqui, muito atrelada à ignorância: o “complô judaico” (que não era marxista, Hitler separa com frieza os dois) de que Hitler acusava, literalmente, Deus e o mundo, foi baseado no livreto O Protocolo dos Sábios de Sião, criado justamente por russos denunciando o sionismo liberal, capitalista e elitista dos judeus. Mas, afinal, pesquisar algo que descobrimos em 2 minutos no Google vai além da capacidade “historiográfica” de militante do PSOL.

Claro, alguém pode cair nessa conversinha mole, que é fácil de ser deglutida por quem é lobotomizado desde a sexta série com aulas de História que falam em teorias marxistas, sem apresentar um único historiador que fuja do cânone dos “permitidos”.

Polônia contra o nazismo e o comunismoAssim, tudo fica fácil: nacional-socialismo só tem socialismo no nome por azar, Hitler era capitalista (!), até meio especulador financeiro, e Hitler odiava os judeus porque… bem, porque acordou um dia de mau humor. Entender o nazismo conforme o acima exposto, por outro lado, explica à perfeição todo o contexto histórico pré-nazismo, o que alimentou o nazismo, por que o nazismo era totalitarismo (e não capitalismo e propriedade privada, o que impede o totalitarismo), e até mesmo por que a esquerda, hoje, tem como inimigos justamente os mesmos inimigos do nazismo (Israel é só o exemplo óbvio).

Óbvio que há sempre o contra-argumento “meu professor de História de esquerda disse que é de direita, e o professor de História de esquerda do meu professor de História também disse que o nazismo é de direita”. O que só revela algo sobre como são as faculdades de História atoladas de marxistas, e não sobre a realidade de fatos históricos mais complexos do que sua lutinha de classes.

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  • Melissa Torres

    A James Gregor, Hannah Arendt, Modris Eksteins, Friedrich Hayek e mil e um modelos de matrizes e espectros políticos não lineares já “desdizem” Hobsbawm e Adorno.

    Aliás, é sintomático que você tenha citado justamente os campeões da impostura no que se refere ao estudo do nazi-fascismo.

    P.S A mensagem é dirigida ao “leonardolnm”, bem entendido.

  • leonardolnm

    E você que pensa que “nacional-socialismo” é de esquerda só porque tem “socialismo” no nome.

    Para de bajular o blogueiro e dá sua opinião aí.

    • Gustavo Tramontini

      mas cara, tu ta atacando o meio (web) e não o conteúdo, dizendo que nazismo é de direita pq sim, não apontou nenhum motivo ou elemento que prove isso. Não vai convencer ninguém assim. O Nazismo é sim uma dissidência de ideias de esquerda, uma forma de socialismo não marxista. É só observar seus elementos, não tem nada de conservador nem de liberal.

      • leonardolnm

        Gustavo, quero convencer ninguém não.

        Existe uma bibliografia sobre esse tema, nela estão inclusos autores como Bauman, Primo Levi, Hobsbawm, Adorno (esses dois últimos desqualificados pelo blogueiro).

        “tu ta atacando o meio (web) “, a web é uma praga. Se estamos dando mais crédito a ela do que a autores consagrados, pessoas que estudaram o tema a fundo e a sério, acho que temos um grande problema. Não vê assim?

        “O Nazismo é sim uma dissidência de ideias de esquerda, uma forma de socialismo não marxista.”

        Como diz o ditado popular “filho feio não tem pai”, o cara tem pensamento à direita, não quer estar do lado errado, participar de algo tão abjeto como ideias nazi por isso empurra o treco pra esquerda.

        Eu acho marxismo, socialismo, a mesma bosta, ideologias cheias de crápulas e defensores cegos. Mas, falando em brasil, pelo menos os poucos “nazis” que já tive o desprazer de ter contato, estão todos em sintonia com o pensamento da linha política de direita.

        Um nacionalismo assanhado, raivoso com pretos e pobres, orgulho da raça que vislumbra o diferente como sub-humano. Nunca viram isso?

      • leonardolnm

        Gabriel, respondi ao seu comentário, mas parece que o blog não deixou publicar o texto. :/

      • leonardolnm

        Existe uma bibliografia sobre esse tema, ela inclui Primo Levi, Baumann, Adorno, Hobsbawn (esses dois últimos desqualificados pelo blogueiro). Penso que quando as pessoas passam a dar mais crédito a um post de blog, a um video de youtuber do que a pesquisadores renomados que estudaram com método e à fundo determinado problema chega sim a hora de criticar não só o conteúdo, mas também o meio.

        Cada um escreve o que quer e como quer, o ruim é ver pessoas espertas aceitando essa lavagem cerebral.

    • Don Pedron

      Ué, você deve ser o mesmo tipo de sujeito que diz que Alt-Right é de direita porque tem direita no nome.

      • leonardolnm

        Nem sei o que é All-Right. Conheço All-Star, tenho uns dois pares.

      • leonardolnm

        Nem sei o que é all-right. Sei o que é all-star, tenho dois pares.

  • Felipe Luiz

    Muito bom o texto, parabéns.

    Mas podia ter colocado “…no blog do meu amigo ESQUERDALHA, Guga Chakra”.

  • Paulo

    Os Cadê são óbviamente esquerdistas limpinhos , o moço afetando imparcialidade, entrega a rapadura quando defende que responde ao Nando apenas porque é preciso esclarecer o público – deles – quanto ao perigo de uma onda de direita. Coisa de nível político Duvivier.

  • Paulo

    Perfeito, mas faltou acrescentar que Guga Chacra apresenta o textículo esquerdonte, deixando a entender que é partidário dele.Em outro texto Chacra defende, como faz a velha e malaca mídia, que o terrorismo nada tem a ver com islamismo. De um sujeito desse,como se sabe muito bem por estas bandas do bom jornalismo,não dá para levar em conta nem opinião sobre a coxinha do bar da esquina.

  • Fred Jesus

    ->Ao ler o testo do militante do PSOL percebi que Lula é de “extrema direita” quase um hitler:

    “Assim, ele não acreditava em políticas universalistas e descentralizadas…”
    ->Lula quase triplicou nossa divida apenas para tira-la da capital internacional, nunca na historia do país as decisões foram mais centralizadas em Brasilia e Lula, assim como o PT demonizam qualquer um que fale em privatização, desregulamentação ou descentralização dos serviços

    “se aproximava de grandes empresas, tinha um discurso anti especulativo…”
    -> A narrativa clássica do PT é contra banqueiros (internacionais claro) e sempre culpando e demonizando o capitalismo por seu “caráter especulativo” a poucos dias o Lindberg usou uma narrativa dizendo que a culpa da crise no brasil é de especuladores capitalistas (e foi humilhado é claro).

    “buscava ter alianças com grandes empresas verdadeiramente alemães e buscava construir um estado corporativo. O nazismo constituía-se assim, como modelo de capitalismo excludente e estatal.”
    -> Nenhum governo no brasil DEU mais dinheiro a grandes empresas nacionais que o governo Lulo-petista, as “campeãs nacionais” e aliado ao IMENSO subsidio essas empresas ainda contavam com leis que as blindavam de concorrência internacional

  • Pingback: O nazismo era nazista – Microtitanomaquia()

  • Douglas. de Sá

    Vídeos sem corte são mais autênticos, passam a ideia que a informação é verdadeira e não está distorcida e possuem um mínimo de ruído. Um exemplo são os podcast deste canal, percebe-se que o Flavio possuiu grande conhecimento sobre o assunto abordado. Além disso, o garoto nerd coloca a namorada no vídeo, isso impossibilita o Nando de contra-atacar com mais força. Pois fazendo isso seria taxado de machista, fascista, ciclista taxista.

    Enfim, o Nando escolheu usar a música como para balancear o argumento.

    • Leonardo Ferreira

      Agora concordo com Vc!

  • leonardolnm

    Pra que História, pra que Sociologia, se temos blogueiros e youtubers destilando suas certezas sem qualquer pudor? Beira ao surreal isso.

    Independentemente do malabarismo verbal utilizado, o nazismo vai continuar sendo uma ideologia parida no seio dos movimentos políticos de direita.

    • Opa, mais um argumento “eu estou dizendo que é”. Como não respeitar e mudar de opinião com tal conhecimento histórico e sociológico? (aliás, quem estuda isto é a ciência política, não a sociologia)

      • leonardolnm

        Não sou eu que estou forçando a barra para desdizer Hobsbawm, desdizer Adorno. Tenho pudor e simancol.

        E também acho que precisa bem mais do que um post de blog pra fazer isso.

    • Leonardo Ferreira

      “Destilar” é uma palavra que só vejo quem é da esquerda dizendo!

      • leonardolnm

        Não entendi. Qual o problema com esse verbo?

  • Ricardo Franklin

    Eu li o texto do militante do PSOL e não encontrei nele qualquer referência, qualquer citação ou qualquer fonte. Parece-me algo puramente vindo da cabeça de quem o redigiu.

  • Ricardo Franklin

    Só sendo muito idiota para acreditar que o Nazismo era de direita.

  • Perde um pouco, quanto mais cortes, talvez significa menos conhecimento sobre o assunto, pois eles precisam ficar lendo, nao tem na cabeça, alguns acham que é o roteiro, mas eu duvido, o roteiro de qualquer universitario deve ser slides contendo poucas palavras, apenas como lembrete de como deve transcorrer a apresentação. Se o aluno enche os slides de texto, ja demonstra nao ter pleno conhecimento daquilo que esta apresentando.

    • Leonardo Ferreira

      Concordo com vc também…quanto menos cortes melhor, demonstra mais domínio né!

  • Esse pessoal acha que socialismo se resume em socialismo marxista, existem mais de 10 tipos de socialismo.
    Parabens aos que foram atras de documentos para provar o contrario, o fato de ter capitalismo nao muda nada, pois o capitalismo de Estado ou melhor, o industrialismo de Estado é prático, já a economia comunista é inviavel, assim como varios autores ja demonstraram, é logico que governos de esquerda vao usar o capitalismo para se auto financiar, exatamente como foi financiada a URSS e hoje é a China, o mercado negro era o que vestia muitas pessoas na antiga URSS, sem esse mercado, a tragedia teria sido pior. A China desde o fim dos anos 80 tambem mudou suas estruturas, avançado mais ainda, o industrialismo, mas nao deixa de ter uma estrutura politica de esquerda, controladora.

  • vitor.mathews

    E essa parte?

    * On April 13, 1928, Adolf Hitler clarified section seventeen in the programme
    in order to stop political mischaracterizations: “Because of the mendacious
    interpretations on the part of our opponents of Point 17 of the programme of
    the NSDAP, the following explanation is necessary.: Since the NSDAP is
    fundamentally based on the principle of private property, it is obvious
    that the expression “confiscation without compensation” refers merely to
    the creation of possible legal means of confiscating when necessary, land
    illegally acquired, or not administered in accordance with the national
    welfare. It is therefore directed in the first instance against the Jewish
    companies which speculate in land.

  • Patrocinado por Israel?! :O

    • Lucas Barbosa Marcos

      Mas não eram as petrolíferas? Não eram os Irmãos Koch? 😛

      • matheuscello

        Não é mais a Federação do Comércio Galático? Conde Dooku? Não é o Senso que apoia os Separatistas??

  • Carlos Castro

    O grande democrata Fidel trazendo nazistas psicopatas homicidas criminosos de guerra para a ilha de prosperidade e democracia que é Cuba? E tudo isso saindo no Grobo? Auspicioso…

  • Carlos Castro
  • Ilbirs

    Só para desgugachacrar e desmichelghermanizar a coisa toda, vou passar abaixo uns vídeos importantes sobre Charlotesville, primeiramente os vídeos em português por ser o idioma no qual de fato somos fluentes:

    Agora seguem dois vídeos em inglês do Info Wars que também considero importantes:

    Novamente temos a velha história de um lugar menos importante servir de laboratório para a mesma ação sendo aplicada em lugar mais importante. Observe-se que na Ucrânia houve intromissão de gente violenta e paga por terceiros para bagunçar a coisa toda. Quem se lembra da época da praça de Maidan irá se lembrar de gente acusando os rebeldes de serem nazistas e que tinham mais mesmo de serem vassalos da Rússia, essa gente claramente sendo “informada” por fontes esquerdistas de espectro comunista. Quem olhou para a figura ampla irá lembrar que os “nazistas” foram apoiados tanto por lideranças cristãs, judaicas e muçulmanas locais. O que isso significa? Que infiltraram gente nas filas para querer fazer o todo dos manifestantes parecerem aquilo que estava sendo fotografado e a partir dessas fotos fazer o mundo ter uma determinada visão, aqui podendo se considerar inclusive um conluio entre globalistas e sino-russos.
    Portanto, aqueles favoráveis à manutenção de símbolos confederados foram eclipsados pelos tais supremacistas brancos e aqui com a tal suspeita de eles serem apenas farinha de um mesmo saco do qual saíram Black Lives Matter e antifas. Que se observe inclusive que Donald Trump falou claramente da presença de pessoas não violentas nos dois lados do conflito e a mídia foi lá distorcer o que ele disse, alegando que ele teria dito que os supremacistas brancos seriam boas pessoas, quando na realidade ele disse isto:

    Sim, ele condenou a gente violenta de ambos os lados e lembrou justamente que quem mais se ferrou nessa foram as pessoas não violentas que porventura foram associados a supremacistas, neonazistas, BLM e antifas. Porém, o que saiu na mídia? Aquela tal história de que Donald Trump supostamente endossaria os supremacistas brancos. Portanto, que passemos desde sempre a considerar a mídia como apenas mais um braço do marxismo cultural, com ela própria provando sê-lo.
    No caso de Donald Trump, ele acabou tendo um lance importante, que é o de colar um rótulo nos antifas e no BLM: alt-left, que já está sendo reproduzido por Info Wars e outros de mesmo espectro. As pessoas passarão a fazer uma analogia sobre o quão violentos esses são fazendo aí uma comparação com a alt-right, ainda que haja o risco da velha limpeza da esquerda em sua própria sujeira dizendo que alt-left seria uma forma direitista, aqui usando a mesma analogia que da retórica que transformou o nacional-socialismo em uma forma de direita e que o “socialismo” presente em seu nome seria algo como dizer que peixe-boi seria peixe e boi por ter tal nome.

    Já aqui no Brasil, a jogada importante é a de que as pessoas não estranham tanto quanto estranhariam no passado se alguém disser que nazismo é uma forma de esquerdismo. É verdade que ainda há um belo tanto de estranhamento e a maioria das pessoas acha que os extremos tanto da direita quanto da esquerda envolveriam obrigatoriamente um Estado agigantado e que fora isso seriam muito diferentes entre si, com o correto sendo ter uma posição centrista. Porém, mais e mais se espalha o fato de que o pessoal da foice e do martelo já foi bem próximo ao da suástica, aqui com as informações cada vez mais circulando entre o povo e documentos antigos dos próprios comunistas sendo resgatados e provando que talvez hoje em dia eles reverenciassem o Mussa e o Adolfinho se estes não tivessem promovido guerra. Para finalizar, Nando Moura deixa bem claro o quanto que “extrema-direita” é só mesmo aquela lata de lixo reciclável na qual jogam aquilo que queima o filme da esquerda, mas que de momentos em momentos pode ser pego e tendo um novo destino analogamente a papel, plástico e metal quando jogados em latas coloridas:

  • js case

    melhor é aprender real historia e filmes servem para dar um toque e divertir mais que isso é doutrinação

  • João Marcos

    Quem diz que o nazismo não era socialista devia ler o discurso do próprio Goebbels, ministro da propaganda nazista: http://research.calvin.edu/german-propaganda-archive/haken32.htm

    Fiquem à vontade para traduzir.

    @flaviomorgen:disqus

  • Rafael Martins

    Boa.

  • Douglas. de Sá
  • Bad Vibes
  • Mário, nem sempre a direita pregou Estado mínimo, concordo com vários analistas que negam essa simples definição (as monarquias européias, que eram defendidas justamente pelos “conservadores originais”, nem sempre eram Estados enxutos). Mas, independentemente disso, minha rejeição é a tratar nomes como coisas. Deram o nome de “direita”, se alguém inventar a posteriori uma “extrema-direita” ela sempre seria uma coisa oposta conforme o aspecto de direita que você tentasse “extremar” (exemplo: Estado mínimo -> anarquia; monarquia -> absolutismo etc). Eu não vejo extrema-direita no mundo (no máximo seria o Tea Party, mas não uso o termo por estas razões ideológicas). Em compensação, a extrema-esquerda e a esquerda são umbilicalmente ligadas. Basta realmente exagerar o PT para recair em Stalin. Você pode extremar Reagan o quanto quiser e nunca virará um Hitler.

    Sobre seu último ponto, é uma coisa que sempre digo. Se a esquerda é, supostamente, contra Lenin, Fidel, Marx etc, por que não comemora a queda do Muro de Berlim? Por que não tem nojinho de quem se associa com Cuba, Venezuela e CORÉIA DO NORTE, como o PT fez? Repare que a crítica é sempre, sei lá, à ditadura militar. Mas uma comemoraçãozinha à derrota ao comunismo? Um elogio a Reagan por acabar com ditaduras? Jamais…

    Grande abraço!

  • Laercio Meneses

    O Primeiro Reich não seria o Sacro-Império Romano Germânico e o Segundo Reich o de Bismarck (1871 – 1918)?
    E a Alemanha não se tornou um país em 1871 (com a unificação)?

    • Ops, erros meus! Corrigindo! 🙂

    • João Mauro

      “E a Alemanha não se tornou um país em 1871 (com a unificação)?”
      Em tempos históricos, de 1871 à 1914 são pouco mais de 40 anos de diferença, isso é apenas um pulo. A Alemanha era de fato recém unificada na I Guerra.

      • Sobre essa parte, eu realmente não corrigi porque em tempo histórico é um pulo (o Brasil é mais antigo, olha a ironia). A Klassenkampf do Bismark é fruto até tardio do modernismo. Mas deve-se levar em consideração as datas.

  • Marcelo Paz

    Matou a cobra e mostrou o pau.

  • Vanessa

    Fantástico! Flávio claramente sabe o que tá falando enquanto os “argumentos” dos esquerdistas são os de sempre…

  • Carlos Dias

    Excelente texto. Bem se nota a diferença entre quem entende do riscado, você, e um palpiteiro, o outro.

  • Gustavo Tramontini

    FATALITY

  • Leonardo Ferreira

    Flavio você poderia refutar o Leon e A Nilce do Canal coisa de nerd que afirmam com todas as palavras que o Nazismo é de direita?

    • Douglas. de Sá

      O video está todo cortado. Já perde a credibilidade rs

  • Karnak Soma

    Ótimo texto ! Vlw Flavio

  • Laudelino Amaral

    Para esse pessoal, ao perseguir um traficante, automaticamente você se transforma num policial. Um policial usa farda e é mais provável que ele seja de direita. Quando você vai ver, o perseguidor é outro traficante ou um miliciano que usa um barbante no dedo da mão esquerda para não se confundir pra que lado virar na ordem unida no quartel. Pronto, estão definidas as bases para a discussão política.

  • Karnak Soma

    Obrigado… texto simples e direto.

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