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Alguém sabe quanto os partidos põem a mão em nosso dinheiro e colocam no fundo partidário? Se soubessem, políticos não sairiam na rua.

Este ano, 3,6 bilhões de reais dos pagadores de impostos serão destinados ao fundo partidário para financiar os partidos políticos. Apenas essa informação, num país pobre, sobretaxado e em crise, já seria um acinte, seja qual for o partido beneficiado. Mas a coisa fica pior.

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Antes de mais nada, cabe citar a hipocrisia da velha imprensa, que encabeçou uma grande campanha contra o financiamento privado das campanhas eleitorais e, quando surgiu a informação de que 3,6 bilhões de dinheiro público seriam destinados aos partidos políticos (projeto petista), ensaiaram uma indignação de araque.

Mas, voltando ao ponto, ao analisarmos a distribuição dessa montanha de dinheiro do povo, percebemos a gravíssima distorção que ocorre quando o estado paga as campanhas políticas. Vejamos.

Os partidos de extrema-esquerda e sua base aliada vão receber dessa bolada o montante de R$ 1.965.575.343,00 (um bilhão, novecentos e sessenta e cinco milhões, quinhentos e setenta e cinco mil, trezentos e quarenta e três reais).

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Extrema-esquerda:
PCO – 2.292.127
PCB – 3.270.732
PSTU – 5.472.075
REDE – 18.369.643
PSOL – 48.026.972
PPS – 68.148.419
SD – 84.260.444
PDT – 124.908.933
PSB – 242.186.995
PT – 447.050.613
PP – 275.776.938
PR – 222.010.565
PSD – 234.783.919
PROS – 47.442.922
PRB – 141.574.046

Total: 1.965.575.343,00

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Já os partidos fisiológicos e os nanicos de esquerda, a maioria de vertente trabalhista e que apoiou a reeleição da Dilma e/ou foi contra o impeachment vão levar R$ 354.934.911.

Fisiológicos e nanicos de esquerda:
PTB – 127.118.825
PTdoB – 29.028.628
PRP -17.580.834
PMN – 10.545.380
PHS – 35.878.917
PTC – 14.933.467
PODE (PTN) – 62.129.189
PV – 57.719.671

Desta maneira, os partidos de extrema-esquerda, centro-esquerda (sem contar o PSDB e o PMDB) e os nanicos fisiológicos da base petista vão levar impressionantes R$ 2.320.510.254,00. Mais de DOIS BILHÕES, trezentos e vinte milhões, quinhentos e dez mil reais.

Simplesmente mais de 63% desse mundo de dinheiro roubado do “contribuinte” vai financiar o PSOL, o PSTU, o PCdoB, o PT e aliados.

Agora vejamos o espectro oposto e vamos a algumas explicações.

Propositalmente, o PSDB e o PMDB não foram incluídos nessa contagem da esquerda, apesar do PMDB ser o partido do vice da Dilma e que apoiou os governos Lula e Dilma quase até o fim; e apesar de o PSDB ter em seus quadros figurões da esquerda revolucionária e ser um partido de caráter socialista. Inseridos nessa contagem, seria uma lavada – porém, a militância de esquerda iria reclamar.

Portanto, fique claro: a soma de R$ 2.320.510.254,00 é o resultado sem contar o vice da chapa (!!!) de um partido de esquerda que aumentou impostos e tem em seus quadros o motorista do Marighella, que ocupam respectivamente o primeiro e o terceiro lugar no ranking de recebimentos do espólio do povo para financiar suas campanhas.

Contando o PMDB e o PSDB na soma do dinheiro que vai para a esquerda, chegamos à pornográfica quantia de R$ 3.204.133.958,00. (Mais de TRÊS BILHÕES, DUZENTOS E QUATRO MILHÕES, CENTO E TRINTA E TRÊS MIL REAIS).

Enquanto isso, no lado oposto, sendo condescendentes, temos:

DEM – 174.800.617
NOVO – 2.057.143*
PSL (Livres) – 23.881.992
PRTB – 10.286.588
PEN – 21.332.167
PSC – 78.380.768
PSDC – 11.296.646

Total recebido por partidos da direita: R$ 322.035.921,00. Na verdade esse valor seria R$ 319.978.778, descontando a cota do NOVO, que não aceita receber dinheiro do fundo partidário.

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Os 3,6 bilhões de reais destinados a custear os partidos políticos (de maioria marxista-leninista) por um ano poderiam bancar os repasses estaduais da Orquestra Sinfônica do Estado de SP, com seu orçamento de cerca de 40 milhões por ano, por inacreditáveis 90 anos!

É isso. Cada ano que o povo brasileiro sustenta os partidos políticos poderia sustentar uma orquestra grandiosa e caríssima por 90 anos. Cada horário eleitoral que vemos na TV a cada dois anos custa 180 anos de uma orquestra de ponta. Apenas pensando no fundo partidário e sem considerar o custo de tal estrovenga veiculada nas TVs.

Isso tudo num país em que gente morre na fila de hospitais estatais, num país onde são assassinadas 60 mil pessoas todo ano (e 5% dos casos chegam à fase de inquérito), num país que amarga as últimas posições dos rankings internacionais de educação, num país onde quase 50% da renda da população é roubada sob a forma de impostos.

Será que um parlamentar, que custa mais de 1 bilhão de reais por ano aos contribuintes, não poderia custear sua própria campanha? Por que o dono de uma lanchonete tem que usar seu próprio dinheiro para divulgar seu negócio e o político, um cupim, um câncer, não?

Quanto é 1 bilhão de reais em notas de R$ 100?

Quanto é 1 bilhão de reais em notas de R$ 100? Fonte: http://politica.estadao.com.br/blogs/vox-publica/1-bilhao-no-colchao-de-candidatos-pode-nao-existir/

Partidos políticos devem ser sustentados por seus simpatizantes. Ponto. A maior meta de todo brasileiro decente deveria ser acabar com essa mamata. O Brasil deveria parar, as pessoas deveriam se recusar a bancar de forma compulsória a festa desses crápulas – sem sombra de dúvida, uma das maiores opressões que sofremos, fora as urnas eletrônicas, os 60 mil homicídios por ano, a bandidolatria, a lanterna na educação e o sistema falido de saúde.

3,6 BILHÕES é muito dinheiro. 88% dessa montanha de dinheiro roubado indo todos os anos para o bolso de comunistas para manter o status quo é o fim, é um acinte, é revoltante. É o maior roubo do mundo.

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  • Lucas Scheunemann

    Concordo com cada vírgula deste artigo, porém nem esse fundo e nem a corrupção é o grande problema do Brasil.

    A quantidade de dinheiro desviada pela corrupção (que é muito superior ao investido em campanhas) é ínfima comparada à real destruição causada pelas políticas estatais.

    Um exemplo? Estima-se que toda a corrupção do petrolão – que foi o maior caso de corrupção da história do país – tenha desviado, arredondando por cima, R$ 40 bilhões. Sabe quanto a política de controle de preços do governo Dilma destruiu do capital da Petrobras? R$ 60 bilhões.

    Então, mesmo abominando estes financiamentos partidários, salários de políticos e corrupção, não acredito que são estes os principais motivos que estão quebrando o país e sim políticas intervencionistas e protecionistas.

    Abraço!

  • Pingback: O Brasil e suas “soluções” estapafúrdias: a mania de tirar o sofá da sala – Por um Brasil sem Populismo!()

  • Matheus Santos

    Flávio,
    Com a Internet assumindo protagonismo como principal mídia, acredito que a grana ficará cada vez menos relevante. Acredito que em um futuro não tão distante as campanhas forçosamente migrarão para um custo próximo de zero.
    O debate correto não deveria ser quem vai financiar. Mas sim jogar la pra baixo o custo das campanhas.
    O que acha?

    • Matheus, ainda há MUITA vida fora da internet. Lembre-se que a maior parte do Brasil nem sequer lê (nem filme legendado, que dirá artigo). Mas, ainda que fosse o caso, sabemos que isto é irrelevante para políticos. Enquanto eles nos tomam R$ 1 bilhão à força, ainda temos de lutar contra isso.

  • Ilbirs

    Faltou um detalhe nessa história, que foi fazer uma conta específica para o complexo formado pelos sete partidos integrantes do Foro de São Paulo:

    PT: 447.050.613
    PSB: 242.186.995
    PC do B: 69.765.836
    PPS: 68.148.419
    PCB: 3.270.732
    PDT: 124.908.933
    PPL: 4.616.517
    Total: 959.948.045

    E os quatro escudeiros do Foro:

    Rede: 18.369.643
    PSOL: 48.026.972
    PSTU: 5.472.075
    PCO: 2.292.127
    Total: 74.160.817

    Portanto, via impostos, o brasileiro gasta de seu bolso R$ 959.948.045,00 financiando diretamente o Foro e R$ 74.160.817,00 financiando penduricalhos do Foro, significando aí R$ 1.034.108.862,00 (um bilhão, trinta e quatro milhões, cento e oito mil e oitocentos e sessenta e dois reais) para onze partidos que na prática funcionam como um só, o que chamo de “partido de onze CNPJs”. Logo, o que na prática é uma única agremiação política está sendo responsável por 28,72% dessa fatia e recebendo dinheiro de quem jamais a apoiaria.
    A solução? Acabar com o fundo partidário já ajudaria um bocado, pois de cara sumiriam os nanicos sem cargos políticos, mas que têm sua utilidade em certas ações que manchariam muito a reputação dos grandes e dos médios. Sumiriam três dos onze CNPJs mas ainda continuaria a estrutura, apenas com menos vasos comunicantes. Pode ser que outros sumissem com o passar do tempo e nessa fosse necessário concentrar a força em partidos maiores. Isso não acabaria com a possibilidade de existirem os tais partidos menores que fazem a maloqueiragem que os grandes não podem fazer, pois vemos isso acontecer nos Estados Unidos, que tem mais partidos que o Brasil mas não tem fundo partidário. O que aconteceria é tornar a distribuição de ações mais cara para uma única estrutura. Outra possibilidade seria fazer valer a lei brasileira que proíbe partidos brasileiros de receber ordens e recursos de fora do Brasil, pois essa atingiria a parte que está ligada ao Foro ainda que não impedisse migração de seus políticos para os CNPJs dos satélites.

    Observe-se que aqui não estou levando em conta partidos mais legenda de aluguel que na prática estão sendo ferramentas do Foro, mas sim os tais onze CNPJs que na prática são só um partido. Quem quiser acrescentar outros à conta sinta-se à vontade para tal.

  • Odilon Rocha

    Um absurdo! Não haverá manifestação por essa excrescência? Nem unzinho urro de insatisfação?
    É impressionante a palermice do nosso povo.

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