No segundo episódio de nosso canal no Youtube, comentamos a visão do brasileiro sobre o Ku Klux Klan. Alguém sabe o KKK apóia... Hillary?

Guten Morgen, Brasilien! Em nosso segundo episódio, o canal do Senso Incomum comenta a visão que o Brasil tem do KKK, o Ku Klux Klan, famosa organização racista e de supremacia branca americana que voltou à baila graças à quebradeira em Charlottesville. E quem apareceu para comentar o caso foi Jorge Pontual, da Rede Globo.

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De acordo com Jorge, o Pontual da Rede Globo, o KKK é uma organização da alt-right, a direita alternativa americana, que quer dividir a América em dois: brancos pra um lado, negros pra outro. E boa parte dos eleitores de Donald Trump fazem parte da KKK.

O único problema que esqueceram de te contar: a KKK é… Democrata e pró-Hillary Clinton.

Reparou como todo mundo que se considera crítico, que pensa com a própria cabeça e que acha que a Rede Globo “golpista” manipula o povo, cai em qualquer visão de mundo distorcida da realidade propagada pela emissora? Já reparou que a visão de um universitário de esquerda sobre a KKK, que não faz a menor idéia do que ela seja, é a mesma da Globo e do Jorge Pontual?

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A produção é de Gustavo Finger da Agência Pier com suporte da nossa Panela Produtora.

 

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  • Claudio Godoy

    que perda de tempo os textos desse ser

  • cotrim1993

    A KKK original foi extinta antes do seculo XX, a segunda (e maior) KKK também acabou nos anos 40. O que se chama de terceira Klan é uma serie de grupos independentes entre si. Você conhece outro membro da Klan atual que apoiou um candidato democrata recentemente, alem do Will Quigg? Ou uma pesquisa dizendo que a maioria dos membros da KKK atual votou em Hillary?

  • Lucas, não conheço esse Robb e não sei se ele é ligado ao David Duke, mas a KKK é uma organização influente, mas minoritária na América, só que é antiga e tem facções internas. Não é um bloco homogêneo. O ramo do David Duke, que é ainda mais minoritário, endossou Trump, tal como a KKK inteira, por razões óbvias, foi contra Obama. Mas dizer que a KKK apóia Trump é uma piada. Ela é e continua sendo uma organização Democrata. Sobre o Stormfront, não faço idéia, mas nunca gostei muito do Ron Paul por suas idéias fora da economia pura, e ainda mais pela turma que ele agrega a seu redor.

  • A KKK é rachada, não é esta organização uniforme que pensamos que é (normal para uma instituição com uns 200 anos). O ramo do David Duke, que se voltou aos Republicanos, é rejeitado pela KKK original. Se a KKK já é uma instituição pequena, o ramo de David Duke é nanico. Espécie de PCO americano.

  • André Domingos

    Aprendo mais aqui e na igreja, do que já aprendi na escola. Conseguir unir um pensamento CORRETO cristão com um pensamento CORRETO político está fazendo muita diferença em como estou percebendo o mundo.

  • Pingback: O Klan democrata - Giro de Opinião()

  • Ilbirs

    E só para avisar que realmente Charlottesville foi uma espécie de “apito de cachorro” para a esquerda mundial mudar de estratégia. Observem este evento programado para o sábado na praça Roosevelt, no centro paulistano:

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    Como se pode ver, trocaram o termo “fascista”, que se tornou tão impactante quanto uma criança mimada te chamar de “feio” e “bobo”, por “nazista”, termo esse que tem carga bem pior. Que se observe aqui que a esquerda começa a querer criar holocaustos para atribuir a seus inimigos, mais ou menos como a história de dizer que as duas bombas atômicas no Japão teriam sido o maior atentado terrorista da história do planeta e um terrorismo de Estado quando do 11 de setembro e seus desdobramentos.
    Também começam a querer dizer que aqui no Brasil haveria supremacia branca e, dentro daquelas torcidas e retorcidas que só um líder do culto à foice e ao martelo poderia fazer, dizer que isso seria manifestado por uma “polícia que mais mata gente preta no mundo” e “uma política de encarceramento em massa”. O problema, novamente, para que isso se concretize, é que em primeiro lugar “negro” para esquerdista é uma fraude estatística feita somando-se as categorias “preto” e “pardo” do IBGE, sempre lembrando que “pardo” é o termo que o IBGE usa para definir quem é mestiço e que é um termo que pode sim incluir pessoas sem ancestrais com origem remontando à África Subsaariana (mestiços de branco e índio tão comuns na Região Norte, além de mestiços de branco e oriental e oriental e índio, por exemplo).

    Como uma nova etapa na esquerda sempre carrega algo anteriormente desenvolvido, continuam a bater na tecla do Rafael Braga e na do Zezé Perrella. A nova tecla em que vão bater é a do novo comandante da Rota, Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo, em que aqui irão usar a tal técnica de “leitura de manchete” para atribuir algo que na matéria o comandante diz claramente que é só uma mudança de abordagem conforme o lugar em que se encontram, obviamente omitindo os detalhes que invalidam a raivosa descrição do referido evento e querer dizer que estão querendo pôr Rota na rua para matar “negros” (novamente peço que levem em conta ser isso uma fraude estatística esquerdista que soma duas categorias demográficas e está usando pessoas sem ancestralidade subsaariana para fins de engrossar fileiras).
    Observe-se também o quão recente é um dos organizadores do evento, a tal Frente Alternativa Preta. Quem for à página deles no Face irá notar que a postagem mais antiga deles data de 24 de abril deste ano e olhando-se a linha do tempo o assunto principal foi mesmo o tal Rafael Braga, cuja notícia mais recente a seu respeito data do início deste mês. Quem vir um pouco mais a respeito desse cara irá notar que ele foi preso por posse de maconha, cocaína e um morteiro, o que me parece demonstrativo de que não estava indo exatamente naquilo que é certo. Ainda nessa tal FAP, vemos também os caras acusarem o governo de Temer de racista e genocida e outras tantas coisas que a meu ver são preparatórias de terreno para a tal mudança de denominação que querem fazer a quem for contra a esquerda.

    Note-se também que começam a acusar fãs de Bolsonaro de serem financiados pela direita (ainda que usem um “ou pela esquerda” para querer passar a impressão de que são apartidários e suprapolíticos). Já que não poderia deixar de haver a tal abrangência, a retórica utilizada mostra que eles não poderiam deixar de dizer que alguém contrário à esquerda seria não só racista como também homofóbico e misógino. Logo, como se pode ver, também podemos suspeitar de haver nove dedos na jogada toda.
    Na hora em que estou escrevendo, constato que o tal evento foi criado há menos de 24 horas, o que me parece mais mesmo uma manobra para que na praça Roosevelt só tenha mesmo militante no sábado e que algum eventual ingênuo que acredite nessa narrativa mas não seja propriamente esquerdista não vá. Iremos ver aqueles enquadramentos de câmera bem próximos para que pareça haver muita gente como ocorreu em 2013, mas na prática tendo mais skatista que vai dar de ombros para o blablablá ideológico do que qualquer outra coisa. Aliás, já que mencionei ideologia, que sempre lembremos do que Marx disse sobre o que ela de fato é: um vestido para ideias, sendo o mais novo dos vestidos essa retórica reforçada no nazismo e dizer que tudo é nazismo, mesmo o que não é.

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