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Lula tem como ÚNICA proposta para 2018 "regulamentar a mídia", para censurar críticas e se perpetuar no poder. Mas a mesma mídia diz que Bolsonaro é que é uma "ameaça".

O candidato à presidente (da República ou Prudente) Lula faz campanha aberta pelo Brasil, até falando da “campanha” (no momento, ilegal) sem nenhuma conseqüência midiática, que dirá jurídica. Na sua campanha, Lula repete praticamente a sua única proposta: regulamentar a mídia.

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Lula quer regular os meios de comunicação para que sejam punidos caso não o elogiem, e a imprensa, a que será lesionada caso diga algo contra o PT, não noticia o caso em tom de desespero, no típico vitimismo da última moda ou em alarmante sinal apocalíptico, com comentaristas e “especialistas” discutindo dia e noite sobre os riscos à democracia representados por Lula e pelo PT.

A explicação é simples: não faz muita diferença. A grande e velha mídia já incensa Lula por onde passa, no que quer que faça, desde antes de o presidente do mensalão e petrolão subir ao cargo. No que isso afetaria os ultrapassados meios de comunicação como Folha, Globo e mesmo a Veja, uma ex-revista, só criticam Lula relativamente, se for para comparar o presidente mais corrupto do mundo democrático com alguém não-corrupto.

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Não se trata apenas de regulamentar a mídia: esta é a única proposta que Lula tem em sua campanha aberta. Nada sobre como resolver o rombo da Previdência, se reclama tanto da reforma proposta, já que Lula possui uma ignorância econômica só menor do que seu apetite por poder. Nada sobre segurança, sobre os 64 mil homicídios por ano. Nem um pio sobre corrupção, obviamente. Mas não cansa de falar em regulamentar a imprensa.

É preciso ser um gênio para notar que a única coisa que Lula promete, caso consiga voltar ao poder, é instaurar a censura no país, para nunca mais desgrudar do poder, senão pessoalmente, para seu partido e a quadrilha do Foro de São Paulo, há meses?

É curioso que toda vez que o PT é descrito como um partido ditatorial, fundador do Foro de São Paulo com Fidel Castro, com ganas supremas pelo poder e tratando o maior escândalo de corrupção da história mundial como um trampolim para sua verve totalitária, tal visão é descrita como irracional, burra, obscurantista, ultrapassada, pura paranóia anti-comunista de uma Guerra Fria que já teria acabado, e todos sabem que o comunismo já morreu e que, no exato minuto em que o Muro de Berlim começou a ser derrubado, todos os velhos socialistas viraram capitalistas ortodoxos no mesmo instante num passe de mágica. É a tática de negar a existência do que é real e palpável denunciada por Flávio Gordon no seu imprescindível A Corrupção da Inteligência.

Contudo, o PT de Lula não cansa de manifestar seu apoio ao chavismo na Venezuela e à Revolução Cubana (e à Revolução Russa!) e ter como proposta única censurar a mídia para se estabelecer como partido único, governando contra o povo e a liberdade de expressão e imprensa.

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E, afinal, o que raios é “regulamentar a mídia”? Ninguém se preocupa com uma declaração de limitação de liberdade, do poder de censura e controle para extinguir a liberdade de expressão e imprensa, do controle da mídia (seja a grande e velha mídia ou a mídia independente na internet, já que o projeto da “blogosfera progressista” hoje é tratado como pura piada de dinheiro de estatais transferido para analfabetos corruptos), declarado de forma tão genérica e imprecisa?

Ninguém pode saber o que significa “regulamentar a mídia”, se será corte de verbas para veículos infensos ao Partido Único que se confunde com o próprio Estado, se serão milícias fechando portas e agredindo jornalistas sob coturnos.

A julgar pelos amigos de Lula na Venezuela, em Cuba ou na União Soviética, a segunda hipótese é a mais provável (Lula também já chamou gente como Muammar Kadafi de “meu amigo, meu irmão, meu líder” [sic], nunca tendo usado palavras parecidas para lideranças do mundo livre).

Mas o perigo à liberdade no Brasil seria Jair Bolsonaro, que é xingado pela mídia todo santo dia, dá risada e nunca processa ninguém?

Até quando jornais dizem que Bolsonaro “ameaça” jornalistas, o que vemos de fato é o parlamentar afirmando que irá diminuir a publicidade estatal (obrigação do país) e colocá-la de acordo com a audiência dos veículos. Bolsonaro diz textualmente: “(…) Então, façam matérias pesadas, sim, bastante contra mim. Se eu chegar, não vou perseguir vocês. Vou pagar o que vocês merecem, ok? Boa sorte todo mundo do jornal O Globo.” 

Alguém imagina Lula dizendo o mesmo? Mas, invertendo-se os papéis, se fosse Bolsonaro que tivesse dito o que Lula não cansa de dizer, aí seria “ameaça”, “censura”, “ditadura”… como é Lula, quem “ameaça” é Bolsonaro, que “ameaça” com liberdade.

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