É inconcebível que os brasileiros permaneçam inertes, alheando-se do processo político-eleitoral, esperando pelo abate, nas eleições que definirão a vida do país

O Brasil e seus 207 milhões de brasileiros têm a possibilidade de viver neste ano de 2018 o seu momento Kronstadt, fenômeno individual, exclusiva e eminentemente subjetivo; uma espécie de epifania moral, até religiosa, quase como a que fulminou Saulo a caminho de Damasco.

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Passadas 3 décadas, desde a “redemocratização do país”, tem-se oportunidade dessa epifania moral, consubstanciada na decisão de passar do estado passivo bovino, dirigindo-se ao abatedouro, para o estado ativo de sujeito do processo político-eleitoral.Gado - eleitor bovino Esse processo definirá se continuaremos a ser o “país do futuro”, promessa irrealizada de 518 anos, ou o país do presente. Ou, mais precisamente, se viveremos sob uma escancarada ditadura bolivariana do século XXI, conforme o modelo imposto pela dupla Chávez-Maduro à Venezuela.

Naquele país, primeiro, Chávez e seus sequazes, com seu socialismo do século XXI, ou de qualquer época, usaram as instituições da democracia para a solapar e destrui-la, submetendo os venezuelanos, paulatinamente, a mais uma ditadura arreganhada; agora, sob o ditador Maduro, que frauda eleições, prende, tortura, mata opositores; impõe miséria, fome e morte aos venezuelanos, inclusive àqueles que se omitiram frente à escalada ditatorial ou a apoiaram.

Tal é o modelo autocrático que comunistas-socialistas-bolivarianos-esquerdistas-artistas etc. almejam como norte para o Brasil; malgrado dissimulem seus objetivos, fazendo concessões meramente táticas à democracia e à ordem constitucional vigentes, enquanto lhes servem docilmente. Caso contrário, descartam-nas.

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Entretanto, depois do escândalo criminoso milionário do “mensalão”, multiplicado “bilionarmente” pelo “petrolão”, e suas dezenas de bilhões surrupiados do erário, da Petrobras, do povo, coroados com a destruição das instituições econômicas, que ocasionou descontrole da inflação, desemprego, recessão, como “nunca antes na história deste país”, situação tão deteriorada que motivou o “impeachment” da criatura lulopetista presidencial Dilma, agora, eles já não se preocupam com camuflagens melífluas aos seus arreganhos autocráticos.

Com efeito, prometem, nos palanques e nos veículos companheiros da grande mídia, que, caso o condenado Lula seja eleito Presidente em 2018, usarão a mesma estratégia da dupla Chávez-Maduro, para impor, sem nenhum prurido, ao Brasil e aos brasileiros, o modelo socialista do século XXI igual ao infligido aos venezuelanos.

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Ressalte-se que o cumprimento dessa promessa, nesta altura do campeonato, após ser condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, tornando-o inelegível, dependeria de se viabilizar a candidatura presidencial de Lula, sobretudo de que as instituições garantidoras do Estado Democrático de Direito, especialmente o STF e o TSE, degradassem-se a mais não poder, ou seja, rebaixando-se à condição vassalas do projeto autocrático lulopetista, violentando a Constituição, a Lei da Ficha Limpa e as suas próprias jurisprudências. O que é inacreditável e inaceitável! Exceto nos delírios de potência dos companheiros.

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Nesse quadro, os brasileiros que têm apreço pelo país, pela democracia, pela ordem constitucional, pelos direitos fundamentais à vida, a liberdade, à propriedade, à segurança, devem despertar do sono letárgico, levantar-se do berço esplendido, romper a omissão bovina; precisam assumir-se como sujeitos ativos do processo político-eleitoral, informando-se, difundindo informações, debatendo sobre tudo que está em jogo, realizar, enfim, o seu momento Kronstadt, ou seja, a sua epifania moral.

Com efeito, também os brasileiros agentes dos diversos setores econômicos, isto é, indústria, comércio, serviços, agropecuária etc., devem assumir a condição de ativos protagonistas desse processo. São eles, afinal, que empreendem, tomam para si os riscos das suas atividades, geram riquezas, criam empregos, promovem o efetivo desenvolvimento econômico do Brasil, em benefício de toda a sociedade.

Diante disso, é inconcebível que esses brasileiros permaneçam inertes, alheando-se do processo político-eleitoral, esperando bovinamente pelo abate.

Relembre-se que a ditadura bolivariana de Chávez-Maduro, a qual tomou de assalto a Venezuela, modelo almejado e prometido pelos companheiros para o Brasil, submete aos seus exclusivos desígnios a sociedade, inclusive os agentes econômico.

Não se espere, portanto, que, mantendo-se alheios ao processo politico-eleitoral de 2018, isso lhes garantirá salvo-conduto econômico, proteção por bom comportamento, num eventual regime bolivariano socialista do século XXI no Brasil. Nada disso!

No caso, a distinção que receberão será estabelecida conforme sejam úteis às vontades autocráticas no comando do país. Enquanto servirem, não serão perseguidos; quando julgados inúteis, não terão protegidos os seus mais elementares direitos. Serão descartados, pura e simplesmente.

Essa verdade é inescapável, também para os produtores rurais do Brasil, responsáveis pela alimentação país e de grande parte do mundo; garantidores dos saldos positivos da balança comercial, setor mais pujante da economia brasileira, o único realmente integrado às cadeias econômicas mundiais.

Continuarão dormindo, aguardando o abate?!

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