Crime

Segurança pública falida: feitiçarias à vista

Governos, políticos e seus respectivos partidos buscam feitiçarias para continuar fugindo pela esquerda e crendo em misticismos sobre a segurança pública.

Os brasileiros padecem de insegurança pública há várias décadas.  Situação que só piora. Afinal, não se alcança, de um dia para outro, a monstruosa tragédia de 61 mil pessoas assassinadas num só ano,  em 2016. Trata-se de  obra criminosa fabricada diariamente, ano após ano, por gerações.

Porém, os governos e os políticos “descobrem essa realidade”, apenas periodicamente, a cada 4 anos, em véspera de eleições gerais, embora ela seja cotidianamente sofrida pelos brasileiros e exposta escandalosamente em todas as mídias.

Durante essas décadas de piora dessa situação, os Presidente da República e Governadores dos Estados, bem como seus respectivos partidos políticos sempre escolheram a saída escapista pela esquerda, para  abandonar a segurança pública e às vítimas ao azar bandido.

Quando, miraculosamente, “descobrem” que a segurança pública é dever do Estado, deles, portanto, porque são eleitos para governar, preservando os direitos fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade dos brasileiros, surgem-lhes ideias estapafúrdicas, verdadeiras feitiçarias circenses, para divertir o público.

Entre as feitiçarias recorrentes, a aprovação de emenda constitucional que concederia autonomia à Polícia Federal, estabelecendo “mandato” periódico ao seu Diretor-Geral, que simetricamente se estenderia às policias estaduais, merece a qualificação de engodo político-eleitoral. Seria a solução ideal para qualquer Presidente da República e Governador de Estado preocupados apenas com a própria sobrevivência.

Eles teriam à disposição órgão policial autônomo para atribuir  a culpa pelas mazelas da insegurança pública; abandonariam qualquer compromisso com reformas do sistema de justiça criminal cuja ineficiência é dramática; minimizariam o desgaste político-eleitoral proveniente do  abandono ordinário da segurança pública e dos brasileiros aos bandidos; continuariam tratando os órgãos de segurança pública como inimigos dos direitos humanos etc.

Além disso, tal solução atenderia aos interesses corporativos das polícias, sobretudo dos seus delegados, que, há tempos, buscam formas de impor mudanças constitucionais que os livrem de qualquer controle do Poder Executivo, eleito pelo povo, e do Ministério Público, a quem o Poder Constituinte atribuiu o dever de controlar externamente a atividade policial.

Chega-se, assim, ao ponto em que a sociedade já não suporta mais ser desarmada, atacada, ameaçada, estuprada, roubada, assassinada etc., devido à falência da segurança pública.

Governos, políticos e seus respectivos partidos buscam feitiçarias para continuar fugindo pela esquerda.

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