Um novo movimento tem tomado as redes de assalto (às vezes, literalmente): o afronazismo. O perigoso racismo de negros contra brancos não é só tolerado: é até aplaudido pela mídia.

O afronazismo ou “racismo do bem” é o racismo de negros contra brancos, socialmente aceito, um fenômeno social cultivado há mais de 30 anos no Brasil e que, em pleno século XXI, mostra-se cada vez mais beligerante e desavergonhado.

PUBLICIDADE

Importado dos EUA (1), conta com o apoio de todas as grandes corporações multinacionais e establishment midiático e é parte da estratégia globalista de fomentar lealdades supranacionais (raciais, sexuais e ecológicas) para enfraquecer a unidade das culturas nacionais e solapar o poder dos Estados.

Negra carregando branca como escrava: "Vamos, miga, tá passando vergonha já"Enquanto no marxismo clássico a divisão da sociedade se dava entre burguesia e proletariado, tendo apenas o fator “classe social” como determinante, no neocoletivismo identitário moderno as divisões são mais variadas e escorregadias. É o apogeu da política do “Divide et Impera” (dividir para conquistar), famigerado axioma da tirania.

Racismo, segundo o dicionário Aurélio, é a doutrina que sustenta a superioridade de certas raças. Simples assim.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Previsto na Lei n. 7.716/1989, o crime de racismo implica em “conduta discriminatória dirigida a determinado grupo ou coletividade”, também simples assim. Por exemplo, recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou às escadas de acesso, negar ou obstar emprego em empresa privada, entre outros. É um crime inafiançável e (ao contrário do homicídio doloso) imprescritível e cabe ao Ministério Público a legitimidade para processar o ofensor.

Já a injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, que estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência, para quem cometê-la. De acordo com o dispositivo, injuriar seria “ofender a dignidade ou o decoro utilizando elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

PUBLICIDADE

Twitter: Odeio gente branca

Quadro de Barack ObamaPorém, para escapar da definição exata do racismo, o movimento negro adaptou seu discurso, inserindo uma característica condicional: a “relação de poder”. Segundo essa visão corrompida, um grupo só pode ser considerado racista se detém algum tipo de poder sobre o grupo discriminado. É um conceito coletivista, pois trata de supostas ações de grupos (ou de classe) se sobrepondo às ações individuais. O negro, mesmo rico e poderoso, estará sempre na condição de oprimido; o branco, ainda que miserável, sempre será o opressor.

Os negros não teriam, supostamente, poder institucional para serem racistas e, portanto, podem odiar brancos à vontade sem cair na pecha de racistas. O racismo sempre encontra um jeito de se justificar.

Induzir tal mentalidade, inclusive ensinando isso às crianças e jovens nas escolas e universidades, é temerário e contraproducente. Todos os esforços no sentido de se buscar a união e o fim dos preconceitos raciais caem por terra, cedendo lugar ao velho ódio racial que tanto lutamos para superar.

Quadro de negra decapitando branca. Mesma artista do quadro de Barack Obama

Uma breve pesquisa nas redes sociais usando “odeio brancos” ou “odeio gente branca” permite verificarmos o quanto o ódio racial se naturalizou no Brasil.

"Odeio brancos" no Twitter

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Há exemplos opostos também, porém são prontamente rechaçados e punidos judicialmente. O racismo contra negros é inaceitável, já quando é contra brancos, fica impune e é mesmo justificado pela academia e mídia.

O racismo contra brancos é aberto, descarado e despudorado. É ensinado nas universidades, glamourizado pelas artes e segue impune nas redes sociais e blogs. Encontra respaldo em think tanks poderosos, entidades de juristas, associações classistas, editoras, partidos políticos, redações e no Congresso.

"Querida pessoa branca: Pantera Negra não foi feito pra você"

Há vinte anos seria impensável a existência de tribunais raciais, mas eles estão aí para verificar pedidos de cota nas universidades e no serviço público, usando até mesmo termos e expressões típicas do racialismo do séc. XIX, como “dolicocéfalo”, “carapinha”, etc.

Pantera Negra - dubladores brancos. Twitter

Twitter: Pantera Negra - brancos no cinema

Twitter: Pantera Negra - brancos no cinema

O afronazismo é um movimento lamentável e perigoso. Ver gente jovem pregando que negros só podem se relacionar com negros, que personagens negros só sejam dublados por negros, usando expressões como “palmiteiro” e “apropriação cultural” é triste. Odiar alguém pela cor da pele é errado em qualquer situação. Aceitar como natural ou subestimar os grupos organizados e fartamente financiados que fazem isso é ajudar a abrir a caixa de Pandora que irá, cada vez mais, espalhar o ódio racial por toda a sociedade.

(1) Infelizmente, temos o hábito, no Brasil, de importar os exemplos mais nefastos dos EUA, como o sectarismo racial, em vez de adotarmos os seus bons exemplos.

—————

Contribua em nosso Patreon ou Apoia.se e tenha acesso a conteúdos exclusivos!

Consiga uma vaga de emprego ou melhore seu cargo fazendo seu currículo no CVpraVC!

Conheça o curso Introdução à Filosofia Política de Olavo de Carvalho, ministrado por Filipe Martins na plataforma do Instituto Borborema. Conheça também o curso Infowar: Linguagem e Política de Flavio Morgenstern.

Faça sua inscrição para a série Brasil: A Última Cruzada, do Brasil Paralelo, e ganhe um curso de História sem doutrinação ideológica por este link. Ou você pode aproveitar a promoção com as duas temporadas por apenas 12 x R$ 59,90.

Sem mais artigos