Para azar do PT e de Fernando Haddad, pesquisa mostra que o lulismo é muito maior que o petismo, e que o partido não herda votos do condenado

Quando o Datafolha vai às ruas, ele não pergunta apenas a intenção de voto do eleitor, mas traça todo um perfil dos entrevistados. São detalhes importantes que não costumam encontrar espaço nas manchetes da imprensa tradicional. No levantamento divulgado em abril de 2018, por exemplo, é possível conferir que, apesar de tudo, um em cada cinco brasileiros vem se assumindo petista.

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O que não necessariamente implica em voto ao PT. O instituto perguntou, na ausência do condenado na eleição presidencial, quem Lula deveria apoiar na campanha. Sem qualquer estímulo, nada menos que 14% responderam Marina Silva, da Rede. O segundo mais citado? Com 9%? Jair Bolsonaro.

Ciro Gomes, do PDT, ficou apenas com terceiro posto. Fernando Haddad, do próprio PT? O quinto.

Com 22%, Marina é ainda mais lembrada quando colhe-se apenas as resposta dos petistas. Neste grupo, Ciro fica em segundo, com 11%. Quanto a Bolsonaro, segue em terceiro, com 9%. Haddad? Citado por 4%, perde até para Geraldo Alckmin, do PSDB, com 5%.

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Na sequência, como quem não quer nada, o Datafolha repetiu a questão, desta vez oferecendo apenas candidatos de esquerda nas respostas. Ciro foi escolhido por 28% dos entrevistados. Haddad, com 15%, ficou pouco atrás de “nenhum”, opção de um em cada quatro sabatinados.

O ex-prefeito de São Paulo não é o preferido dos entrevistados nem quando somente petistas respondem. Neste grupo, perde para o pedetista por uma boa folga de 17% a 32%.

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Eis a prova de que o lulismo, para azar do PT, era e é muito maior do que o petismo.

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