"Fascista" é o xingamento preferido da esquerda. Mas para ofender, a vítima precisa odiar o fascismo. E o PT de Lula cada vez mais se parece com os fascistas, e não com os socialistas.

Guten Morgen, Brasilien! Nos últimos dias, a esquerda, que foi decapitada de Lula, está tentando dar vôos como os de uma galinha degolada, achando-se ainda uma águia. Mas como acreditam que os escorpiões fases, a esquerda partiu pro tudo ou nada: petista ou não, apesar de usar “fascista” como xingamento preferido, está com táticas cada vez mais parecidas com aquelas de Benito Mussolini et caterva.

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Neste episódio de nosso podcast, analisaremos de onde surgiram as idéias fascistas, e bem ao contrário da historiografia doutrinadora do sócio-construtivismo atual, mostraremos como o fascismo deve muitas de suas idéias ao… pensamento de classe de Karl Marx, como os próprios fascistas admitiam. O pensamento sindical, a luta entre “classes sociais” e a busca por “direitos trabalhistas” contra uma “elite” estão tanto na base tanto socialista quanto fascista.

Benito Mussolini ele próprio foi um socialista elogiado por Lenin. Adolf Hitler, que já analisamos aqui, também se considerava socialista (oooh!) e fez um pacto com Stalin, o famoso Pacto Ribbentrop-Molotov, contra a “Inglaterra imperialista”. São fatos simples da história que desmentem a versão oficial da historiografia marxista atual.

O maior problema é que o PT e a esquerda brasileira atualmente estão cada vez mais se afastando do seu braço marxista (sobretudo trotskysta) e apelando para táticas mais parecidas com as de seus concorrentes fascistas, ainda que digam repudiar com horror o fascismo e chamem tudo o que nem sequer se pareça com o fascismo de “fascista”.

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Ora, ninguém xingaria um nazista com uniforme da Waffen SS de “nazista” tentando calá-lo ou vencê-lo em um argumento. Quando a palavra “fascista” é usada como xingamento, é justamente porque a vítima da ofensa repudia mortalmente o fascismo, e irá se calar e se ofender com a ofensa. Isto é a estrutura basilar do vezo da esquerda em chamar tudo de “fascista”. Não percebem, afinal, que isto é admitir que aquele que é xingado odeia ainda mais o fascismo do que o próprio xingador?

As táticas da esquerda, sobretudo do PT de Lula, cada vez mais se aproximam das táticas fascistas (que venciam eleições democráticas e não queriam revolução), ao invés das socialistas. Temos culto ao líder, sindicalismo, capitalismo dirigido, direitos trabalhistas, terceira via… mas falta o elemento paramilitar. Ou melhor, faltava: basta ver como Lula usou sua milícia como escudo humano para não cumprir a lei.

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A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

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