É costume não só na esquerda acusar discordantes de "nazistas" e defender a Palestina como um "Estado". Tanto o Terceiro Reich quanto o Hamas só querem matar judeus.

Nenhuma palavra é mais pesada no vocabulário político do que “nazista”, quase nunca usada como uma descrição, quase sempre usada como um xingamento (vide o episódio Esquerda fascista do Guten Morgen, o nosso podcast). No entanto, basta Israel se tornar o tema da discussão para que num átimo de segundo o falante tome a mesmíssima postura que, historicamente, Adolf Hitler tomou: a destruição do Estado judeu (sob a palavra-anátema “sionismo”) e a fundação de um novo Estado no lugar: a Palestina.

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De maneira completamente grosseira, poderíamos resumir o nazismo como um Estado totalitário, controlado por populistas, onde judeus são proibidos de existir, tendo como punição a morte em massa, a limpeza étnica (para uma definição mais trabalhada do nazismo, e a resposta sobre por que os nazistas odiavam especificamente judeus, ouça o episódio O nazismo era de direita? do mesmo Guten Morgen).

Podemos resumir o que é a Palestina de maneira bem menos grosseira exatamente da mesma forma: um “Estado” inventado ad hoc no meio do século XX apenas para tomar as cidades dos judeus, habitadas desde o Antigo Testamento, e varrê-los do mapa, trocando-os por um povo inventado, matando cada judeu que ouse pisar no território palestino (para entender a idéia por trás do nacionalismo palestino, ouça o episódio Jerusalém: Capital de Israel? do Guten Morgen).

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Israel, o país moderno, é uma república laica (ouça, desta vez, o episódio O que raios é a direita?, ainda do Guten Morgen). Isto significa que o chefe de governo, justamente escorando-se na tradição criada exclusivamente na Revelação judaica, não é o chefe religioso. Uma pessoa pode ser muçulmana, cristã, judia, atéia, yázidi ou o que for em Israel, inclusive contando com tolerâncias específicas da lei segundo a religião e costume.

Na Universidade de Tel Aviv, alguns dos cursos mais disputados são sobre islamismo, inclusive no Direito. A Suprema Corte de Israel possui árabes em sua formação (como George Barra, árabe cristão), e neste ano, um dos nomeados foi Khaled Kabub, que seria o primeiro árabe muçulmano na Suprema Corte israelita.

Nenhum “espelho”, nenhuma comparação e nenhuma simetria pode ser encontrada nos territórios palestinos ocupados por grupos de islamo-fascismo como o Hamas. O tão propalado discurso de que são “oprimidos” por Israel é simplesmente o mesmo discurso de Adolf Hitler: os jihadistas do Hamas odeiam ver judeus. Odeiam que judeus respirem perto deles. Odeiam que judeus inventem de existir bem onde eles queriam que apenas muçulmanos estivessem, impondo a shari’ah como a única lei possível (e adeus, república laica).

Basta ver como toda a esquerda mundial, e a ONU incluída, reverbera o discurso de que assentamentos judeus na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental ou nas Colinas de Golan “ferem os direitos humanos”. Afinal, o que esses judeus pensam, inventando de morar e existir bem onde muçulmanos querem se ver livre deles?! Quem vai reclamar dos “direitos humanos” de muçulmanos poderem andar por uma terra que por 5 mil anos não foi deles sem precisar ver um único judeu nas ruas? (para entender por que a esquerda ocidental e atéia defende a religião mais opressora do mundo, ouça o episódio Por que a esquerda adora muçulmanos? do nosso podcast).

Toda a questão Israel-Palestina é exatamente isto: saber se o território da Palestina continuará sendo parte de Israel, que pretende simplesmente ir retirando os judeus dali em nome dos “direitos humanos” de jihadistas e de quem quer viver sob a shari’ah (e obrigar outros a viver sob o fio da espada), ou se o território deixará de vez de ser uma soberania israelense atacada pelos maiores inimigos da liberdade do mundo e, depois de ser roubado, se tornar um totalitarismo muçulmano nos moldes do Estado Islâmico, sendo reconhecido como um “país” por agências de lobby internacional, acadêmicos e jornalistas que, no minuto seguinte, reclamarão do aumento do racismo, do preconceito, da intolerância e, claro, do nacionalismo como os maiores problemas do mundo.

A “Palestina” seria formada por um povo que nunca existiu: não é preciso ser um gênio para saber que desde o Antigo Testamento até as conquistas pela cimitarra de Maomé e seu bando, foram quase 5 milênios sem nenhum islâmico no território que judeus conquistaram fugindo da escravidão nos impérios egípcio, babilônico e assírio.

O, digamos, escritor Assaf A. Voll escreveu o livro “A History of the Palestinian People: From Ancient Times to the Modern Era”, justamente contando a história do povo palestino desde a Antigüidade até os dias atuais. O livro, que se tornou best seller instantâneo em Israel, é totalmente em branco.

A fragmentação do Império Otomano no fim da Primeira Guerra que gerou povos nômades, rejeitados por países árabes da região, que inventaram que deveria existir um país islâmico bem no coração de Israel. E, claro, limpando-se de todos os judeus do mesmo modo que Adolf Hitler fez no Terceiro Reich nazista. O Império Otomano e a Alemanha recém-unificada lutaram lado a lado na Primeira Guerra.

Adolf Hitler talking to Grand Mufti Haj Amin el HusseiniO fundador do “nacionalismo palestino” não apenas pensava como Hitler: Mohammad Amin al-Husayni, o “Grande Mufti de Jerusalém”, se encontrou de fato com Adolf Hitler para exigir a “independência árabe” e se opor à criação de um Estado judeu modernamente consolidado na Palestina. É exatamente a historiografia “anti-colonialista” que aprendemos nas doutrinárias aulas de História brasileira. Um dos principais nomes da doutrina anti-colonialista na modernidade é o ex-presidente americano Barack Obama.

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É curioso ver como a expressão “anti-semitismo” também virou moeda de troca na linguagem política hodierna: não mais descrevendo fenômenos (como a visão de muitos muçulmanos defendidos pela esquerda), mas apenas usada quando alguém critica um judeu (via de regra secular) de esquerda. Ou pura e simplesmente para acusar alguém, sem base alguma, de parecer nazista ou preconceituoso ou racista.

No minuto seguinte, a palavra “sionismo” é usada com um profundo desprezo, sempre acompanhada da idéia de que o sionismo seria uma espécie de imperialismo para “oprimir” um povo marginalizado (ou seja, mais uma vez, não permitir que maometanos selvagens imponham a shari’ah e vivam sem a “opressão” que é ver judeus por aí).

Gays, mulheres cheias de fotos de biquini no álbum “Verão!!!” do Facebook, ateus, progressistas e toda sorte de pessoas que seria chicoteada ou degolada em praça pública pela lei que o Hamas quer impor à Palestina defendem tal visão, cultivando um horror vulcânico contra o “sionismo” e a idéia de que judeus devem ter um lugar que sempre lhes foi de direito, e constantemente roubado às custas de muitas vidas judias.

Na prática das práticas, a esquerda adora chamar todos os seus discordantes de “nazistas”. Porém, quando se trata de Israel, mostra mais uma vez, a quem conhece um pouco de História além da doutrinação do reducionismo anti-colonialista (quem, digamos, realmente raciocina e duvida do que já tentaram lhe enfiar goela abaixo quando era pouco conhecedor e crítico do mundo), que sua visão e a de Adolf Hitler em inúmeros assuntos (da especulação financeira do “capital internacional” ao que fazer com estes banqueiros judeus) é rigorosamente a mesma.

Em tempo: Agora que a América oficializou a transferência da embaixada americana para Jerusalém, reconhecendo a obviedade de que Jerusalém é capital de Israel (por que só neste país manteria uma embaixada fora da capital?), a mídia ocidental corre em peso para dizer que Israel matou 15 pessoas que “protestavam” contra a embaixada, subindo para “dúzias” no dia seguinte. Jornal nenhum mencionou que  simplesmente vinte e quatro destes mortos eram terroristas catalogados pelo próprio Hamas.

Os nacionalistas palestinos também foram descritos pela mídia brasileira cantando um hino em que “lamentam” a fundação do Estado de Israel. “Khaybar, Khaybar!” é, na verdade, uma referência a quando Maomé, pelos hadith, teria matado centenas de milhares de judeus em questão de uma semana. Estas são as adoráveis e humanitárias referências do “nacionalismo palestino”.

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