Levantamento apresentado no Congresso evidencia que há, sim, um viés esquerdista nas checagens

A “Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Federal” realizou um seminário no 22 de maio de 2018 sobre a “Proteção de Dados Pessoais”, tema que esquentou lá fora após o último bombardeio da imprensa ao Facebook. Mas o encontro serviu para que os convidados se focassem noutro assunto que também atinge a rede social: a censura virtual por meio de agências de “fact-checking”.

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O principal ponto do movimento que se levantou contra a iniciativa diz respeito ao viés esquerdista que parece nítido a qualquer um que já acompanha o trabalho da Aos Fatos e da Lupa, agências escolhidas para este trabalho na principal empresa de Mark Zuckerberg. Restando a dúvida: há mesmo esse viés, ou esta seria uma falsa impressão do trabalho realizado pelos “fact-checkers”?

Para Carlos Afonso, representante do movimento Internet Livre, sim, este viés existe. Para provar o ponto, ele apresentou aos parlamentares um levantamento em que a analisou 176 checagens das referidas agências em abril de 2018, categorizando-as como benéficas à direita, à esquerda, ou mistas. O consultor de tecnologia ainda percebeu que, em certos casos, há o que chamou de “distorção”, ou o recurso de ir além do fato checado para se chegar a um resultado.

De uma forma geral, enquanto a direita saiu beneficiada em 24% das checagens, a esquerda foi beneficiada em 50%, mais do que o dobro. Quando pesca apenas os 62 casos em que o “fact-checker” fez uso da referida distorção, o benefício à esquerda sobe para espantosos 79%. “Fica claro que os elementos de distorção são inseridos para beneficiar uma agenda“, concluiu.

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Confirmado com antecedência para o seminário, o Facebook cancelou a participação minutos antes do debate se iniciar.

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Nos próximos dias, o Senso Incomum irá dedicar mais alguns posts ao tema, para tentar exemplificar como essas distorções ocorrem. E como, de fato, a liberdade de expressão está em perigo na internet.


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