Candidatura havia sido indeferida porque a então candidata era nora de ex-prefeito

Ana Grasiella Magalhães (PP-RJ) tomou posse como prefeita de Iguaba Grande (RJ) graças a uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, concedida em dezembro de 2016. Em maio deste ano, porém, o mesmo ministro voltou atrás em sua decisão e entendeu que Ana Grasiella estava inelegível. Assim, em junho o presidente da Câmara de Vereadores, Balliester Werneck (também do PP), assumiu a prefeitura. Uma nova eleição ainda não foi marcada.

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Em 2016, o registro da candidatura de Ana Grasiella foi indeferido pelo juiz de primeira instância, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) e também pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por motivos de terceiro mandato familiar. Explica-se: em 2008, o sogro de Ana Grasiella foi eleito prefeito. Na eleição de 2012, o sogro renunciou para permitir que uma parente disputasse a eleição. Ana Grasiella venceu, e em 2016 concorreu à reeleição sub judice.

Então a prefeita recorreu ao STF e ganhou a liminar de Lewandowski. Mas agora, 17 meses depois, o ministro mudou de ideia. Escreveu:

“Diante da ausência de ruptura dos laços familiares entre o primeiro membro eleito e o seu sucessor, entendo incidir, na espécie, a causa de inelegibilidade pela vedação do exercício de terceiro mandato na chefia do Poder Executivo pelo mesmo grupo família”.

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