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Guten Morgen 69: Uma reflexão de Natal

O Natal traz um novo tipo de tempo e uma dinâmica do homem com os outros e a Natureza que não existia antes de Jesus. Até mesmo um cético pode celebrar esta data. Feliz Natal!

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Guten Morgen, Brasilien! Nesta data tão especial, abandonamos a política para falar das coisas que realmente importam: o Natal marca a data em que Jesus Cristo nasceu, mas sobretudo a renovação, ano a ano, de um novo tempo, da boa nova do Advento, de uma nova dinâmica no mundo. É uma época que, nas redes sociais, é chamada de hipócrita e de brigas em família com o tiozão do pavê que votou no Bolsonaro, mas qual o significado do Natal e por que damos tanta importância específica a esta data?

Já fizemos uma reflexão sobre a importância do Natal no ano passado, com uma análise um pouco mais filosófica sobre o que significa esta data para o mundo – e qual a grande novidade do cristianismo. Afinal, se é dito que Jesus Cristo veio para nos salvar, ele teria vindo para nos salvar de quê? Com a análise de René Girard a respeito dos sacrifícios, e de Eric Voegelin sobre os símbolos de sociedades cosmológicas, conseguimos fazer um resumo, ainda que grosseiro, a respeito de como era o mundo anterior à mensagem de Jesus e como ele se tornou posteriormente.

Isto significa que mesmo um ateu, um cético fruto da modernidade, pode enxergar uma grande novidade no cristianismo em relação às sociedades que existiram antes das mensagens conhecidas no Novo Testamento. Que ser um ateu fruto de uma sociedade e cultura cristã é bem diferente de tentar imaginar como seria ser um ateu na antiga Babilônia, no antigo Egito ou na antiga Assíria – ou mesmo nas tão defendidas antigas Grécia e Roma.

Desta feita, trazemos uma nova reflexão sobre o que perdemos nessa modernidade. Como os homens religiosos (do porte de um Sócrates, um Gregor Mendel ou um Georges Lemaître) entendiam e enxergavam o mundo. E por que não só o Natal, mas todo este tempo do Advento, é um tempo especial para vivermos e revivermos todo ano, ciclicamente, sempre celebrando. E não teria como ser diferente.

A quem reclama da hipocrisia… bem, será mesmo que quando se há um tempo para sermos bons, e você está reclamando, o problema não está em você?

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência PierGuten Morgen, Brasilien e feliz Natal a todos! Hohoho!

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