Deputado Luiz Flavio Gomes: “Não podemos permitir ofensas em que Rodrigo Maia entraria com uma parte do sexual, e que o brasileiro entraria com o cu”

O deputado penalista que menos quer punir bandidos quer que o Parlamento enquadre quem fale palavrões contra a Câmara. Para isso, falou um palavrão NA Câmara

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O deputado Luiz Flávio Gomes, jurista que se destaca no Brasil no âmbito do que é chamado de coitadinho penal, dono dos cursos preparatórios LFG (a sigla de seu nome), comentou a fala de Olavo de Carvalho na Câmara dos Deputados. Olavo, fiel a seu estilo, afirmou que “Nhonho” quer articular cu com piroca: “a piroca dele e o cu nosso”. Luiz Flávio Gomes afirmou que a frase se referia a Rodrigo Maia (por que será?) e exigiu que a Câmara “enquadrasse” quem “ofende” deputados.

Luiz Flávio Gomes disse que a Câmara tem de pedir “providências” e que enquadre (!) este tipo de palavrões (!!), que certamente não podem ser usados para se referir a um deputado.

Seria a própria Câmara dos Deputados, e não apenas de Rodrigo Maia, que estaria “em jogo”. É curioso como a Câmara dos Deputados não parece sobreviver a um palavrão, e agora os palavrões devem ser “enquadrados”. Ao avistar um palavrão, sobretudo dirigido à uma de Suas Excelências, um policial já terá o direito de revistá-lo, dar esculacho, colocar no saco plástico e até usar o cabo de vassoura.

Também urge notar que Luiz Flávio Gomes diz que é inadmissível usar “palavras chulas” para se referir à Câmara, pois “é incrível a ofensa à instituição”, e que o “parlamento não pode permitir esse tipo de ataque”, e enquanto comenta um post no Facebook “que vem de fora do país”, lá em plena Câmara dos Deputados, TV Câmara fungando no cangote e povo brasileiro incréu assistindo ao tórrido espetáculo, testemunha Luiz Flávio Gomes falando “cu” na cara da sociedade.

Cu.

Agora pelo visto terá Câmara dos Deputados caçando cu por aí. Resta saber com qual órgão. Tudo para provar que Olavo de Carvalho está errado.

Ah. Luiz Flávio Gomes não é exatamente famoso por defender cadeia e punição. Pelo contrário: sua teoria foucaultiana tende mais a acreditar que punição não resolve, que devemos defender penas bem light para assassinos, estupradores e seqüestradores porque cadeia só piora. Basta ver seus artigos técnicos para defender toda sorte de lumpesinato, sobretudo esquerdista.

Mas cu, meu amigo. Cu tem que ser punido. O parlamento não pode permitir. Tem que enquadrar. Porque a ofensa é pesada demais. Então, temos de proibir que se fale cu.

Ops, falamos cu de novo. Caralho! Fodeu.

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