Tragédia

Lula e o Crepúsculo dos Diabos

A azáfama de Lula, da mídia e do STF lembra o clássico filme "Crepúsculo dos Ídolos", com péssimo final para os brasileiros

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Em 1950, Billy Wilder filma uma obra prima – Sunset Bulevard, conhecido no Brasil sob o nome Crepúsculo dos Deuses.

A personagem interpretada por Gloria Swanson vive uma atriz em decadência em um momento em que seu destino se cruza com a personagem de William Holden, que vive a estória de um roteirista canalha e fracassado. Norma Desmond (interpretada por Swanson) representa um passado que não voltaria mais: era uma das maiores atrizes da época do cinema mudo tentando fazer algo em tempos de cinema falado – anacronismo e prepotência são as marcas registradas de Norma.

Já Joe Gillis (interpretado por Holden) é o mau caráter que mente sobre a condição de Norma e de um certo roteiro que ela está trabalhando para tentar voltar ao auge, a fim de ganhar a chance de ser ele, Joe, o artífice dessa grande volta.

Joe então costura um novo roteiro que seja adequado e soe bem para que Norma, que não quer desistir da arena pública, possa voltar, ainda que ninguém mais queira a sua presença. O mordomo Max e a serviçal Betty exercem papel fundamental que poucos críticos de arte notam: eles mentem o tempo inteiro para Norma e para o mundo a fim de manter as aparências.

O final é trágico e a intenção deste texto não é fazer um spoiler deste grande clássico, mas levantar a atenção para as personagens periféricas de Crepúsculo dos Deuses que operam como se fossem alcoviteiros da paranóia de Norma: refiro-me a Max e Betty.

Das telas dos anos 1950 para o Brasil de 2019, o enlace entre Lula e Glenn Greenwald emula semelhante paixão tórrida entre Norma e Joe enquanto STF e grande imprensa fazem o papel do mordomo Max e da serviçal Betty.

Lula, o delinquente máximo do esquema conhecido como Petrolão, recebe na solidão de sua Mansão em Curitiba, no átrio do Estado Maior, um roteirista falastrão e delinquente, que como Joe, resolve reconstruir o bizarro e inaceitável roteiro da Salomé de Lula a fim de fazê-lo estrear novamente no noticiário da política.

Mas sem a ajuda da grande imprensa e do STF, aliados e trabalhando em uníssono, a união entre a arrogância e a malandragem jamais seria possível.

Lula conseguiu monopolizar não só a grande imprensa, mas também e sobretudo o STF e parte do Congresso Nacional em sua causa esquizofrênica e insana. Lula, do partido que já prometeu “fazer o diabo”, tira do clássico Crepúsculo dos Deuses o seu próprio roteiro de um Crepúsculo dos Diabos: a psicopatia lulista contaminou o país e faz do STF o seu mordomo, que atende Lula quando ele bem entende, na hora que ele quiser, do jeito que ele achar melhor, sem respeitar a Constituição, o Código de Processo Penal, as Súmulas e precedentes do próprio STF ou até a convenção de condomínio do prédio que abriga o tribunal na Praça dos Três Poderes.

O STF e a imprensa, de forma integral, trabalha exclusivamente para Lula e atende suas vontades, caprichos, faniquitos e pirracinhas; do outro lado, um lobo astucioso tira vantagem de tudo isso, um Joe Gillis dos tempos modernos.

É absolutamente cristalino que essa história não vai acabar bem e a nossa torcida, sem a menor sombra de dúvida, é que o final não seja o mesmo do filme de Wilder: o ideal seria que essa sessão de cinema sequer tivesse começado e que Crespúsculo dos Diabos fosse apenas um curta-metragem sobre a prisão de um estelionatário que se achava roteirista, a falência de uma atriz da época do cinema mudo e a realocação dos serviçais da atriz do suntuoso endereço na Sunset Boulevard, para a chapa de alguma lanchonete In and Out.

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