Framboesa dourada

Operação Lula Livre – o filme mais constrangedor do mundo

A melhor propaganda contra a esquerda são os próprios esquerdistas

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Constrangedor. Não há adjetivo mais apropriado para descrever o curta metragem publicado no YouTube por um obscuro canal de militantes petistas.

É impossível acreditar que o filme foi feito por esquerdistas. A coisa toda é tão tosca, tão ridícula e tão risível que o panfleto poderia ser a false flag dos sonhos de qualquer direitista. O roteiro, os diálogos, a direção, o figurino, as atuações, tudo é ruim demais. De tão ruim chega a ser engraçado e, de tão engraçado por ser ruim, é constrangedor.

O filme mostra o sequestro da filha do ministro da Justiça, Sérgio Moro, realizado por um casal de guerrilheiros comunistas. A filha de Moro veste uma camiseta da seleção, enquanto os seqüestradores vestem boina e camisa do Che. Os nomes são leve e ridiculamente alterados. Sérgio Moro é Célio Mauro, o jornalista caricato que apresenta o telejornal é Miro Porcão (homenagem justíssima a Míriam Leitão) e Lula é, precisamente, Luis Jararaca da Silva! A exigência dos sequestradores, como era usual durante o terrorismo foquista dos anos 60, é
trocar a filha do ministro pela liberdade de Lula.

Moro, fraco de ideais, acaba cedendo e aceita fazer a troca, mas Lula, num gesto magnânimo e altruísta, recusa-se a ser trocado pela garota e clama aos sequestradores para que, após libertarem a refém, abandonem a luta armada e ingressem na política democrática. Após ter a testa pichada com canetinha “Lula Livre”, ao estilo “Ladrão e vacilão”, a filha de Sérgio Moro é enfim libertada.

A primeira descrição do vídeo no YouTube, segundo informa o Jornal da Cidade online, dizia:

“Troca de reféns era artifício empregado pelos heróis da resistência à ditadura, com o propósito de resgatar combatentes da democracia dos porões da repressão nos anos 70. Não deveria ser diferente em tempos de bolsonazismo, ademais em se tratando do preso político mais importante do mundo, ao lado de JULIAN ASSANGE, segundo NOAM CHOMSKY: LULA. O filme OPERAÇÃO LULA LIVRE é uma elucubração fabulatória relativa à progressiva iminência desta eventualidade histórica.”

Após as reações negativas o canal desativou os comentários e mudou a descrição para:

“Operação Lula Livre é uma apologia ao pacifismo e à democracia; critica, ridiculariza e condena a violência, se alguém não conseguiu entender o óbvio.”

Podemos afirmar com certeza que os autores são esquerdistas mesmo, e não direitistas fazendo zoeira, graças a três detalhes: 1) a mudança na descrição do vídeo e desativação dos comentários no YouTube; 2) uma rápida pesquisa realizada com os nomes dos responsáveis e, por fim e não menos importante, 3) ao parágrafo “é uma elucubração fabulatória relativa à progressiva iminência desta eventualidade histórica” na primeira descrição do vídeo. Só um esquerdista poderia escrever num academiquês tão pedante.

Alex Lydia

“Operação Lula Livre” é uma ode à vergonha alheia, é um marco na produção do realismo socialista tupiniquim, é um trash que nunca será cult. Estamos presenciando a inauguração de uma nova estética, que poderia ser chamada “alheio-vergonhísmo cultural”. Certamente merece lugar de destaque no panteão da arte lulo-petista, junto com “Macaquinhos” no teatro, “Queermuseum” nas artes visuais, “Febre do Rato” na categoria longa metragem, “Putinhas aborteiras” na música independente e Pablo Vitar na música pop.

Imaginar que alguém possa ser inspirado a pegar em armas para libertar Lula após assistir a esse filme é como pensar que alguém foi induzido a sequestrar um avião depois de assistir a “Apertem os cintos, o piloto sumiu”. A diferença é que Leslie Nielsen sempre foi engraçado por fazer humor, enquanto os petistas são involuntariamente engraçados apenas por serem patéticos.

Não é caso de polícia, não é para processar e nem mesmo para denunciar no próprio YouTube (negativar, pode). Não só porque qualquer atitude dessas seria uma consagração mais que desejada pelos produtores, mas porque o filmeco é TÃO constrangedor que merece ser preservado à posteridade como exemplo cru e escancarado do nível abissal da arte esquerdista contemporânea.

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