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Manuela D’Ávila conversou com hacker por 9 dias

O coaching envolveu roubo de mensagens e como pontuar bem no Tinder (sério)

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O Estadão teve acesso a nove dias de conversa entre Manuela D’avila e o hacker do Verdevaldo, Walter Delgatti Neto. As conversas ocorreram entre os dias 12 e 21 de maio deste ano pelo Telegram. O hacker já tinha roubado as mensagens de Sérgio Moro, antes de falar com Manuela D’avila.

Confira as transcrições das mensagens (texto da Manuela em vermelho; do hacker, preto):

Hacker: Quero Justiça, não quero dinheiro. Desculpa eu entrar no seu Telegram, foi um mal necessário. [Tenho] oito Teras (bytes) de coisa errada. Acredita que está enviando sem parar desde ontem arquivos? E não foi nem 20% ainda?

Depois de um tempo, Hacker volta a conversar com a Manuela sobre ser contra o capitalismo

Hacker: Dei sorte de chamar você. Eles iam privatizar tudo. O País ia falir. Tem todos os acordos prontos. Um golpe gigantesco ia ser concretizado.

Manuela confirma que Verdevaldo era a melhor pessoa para passar o conteúdo roubado:

Hacker: Era tudo o que eu precisava. Mas acredito que não caiu sua ficha (do Verdevaldo) ainda.

Manuela: Caiu sim. Por isso pensei no jornalista mais capaz e com credibilidade mundial.

Em uma outra conversa, o hacker fica feliz por Verdevaldo ter recebido as mensagens de Moro por furto cibernético.

Hacker: Ele (Verdevaldo) ficou louco lá. Foi comprar computadores novos para os arquivos.

No dia 17 de maio, o hacker pergunta como está a situação:

Manuela: Você está passando tudo para o Gleen (Verdevaldo)? Combinei com ele que tudo iria para ele, pois ele é jornalista com credibilidade para investigar as denúncias e publicá-las.

Como pontuar bem no Tinder.

Hacker: Tomo um ‘ban’ (banido por uma usuária do Tinder), acredita? Preciso mentir agora e dizer que sou da Suíça.

Manuela: Tô rindo do seu Tinder.


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