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Guten Morgen 93: Por que o jornalismo está uma merda

Um dos fenômenos mais sérios do século XXI é analisado em profundidade no seu podcast preferido: por que jornalistas falam tanta merda e caem tanto em descrédito dia após dia?

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Guten Morgen, Brasilien! Sem mais delongas, o jornalismo está uma merda. É um consenso entre esquerda e direita. E precisamos de uma análise um pouco mais técnica – e sem coprofilia – sobre as causas e conseqüências do jornalismo estar essa merda.

Além de exemplos exemplares exemplificando o caso – Aristóteles sempre diz que mais vale o exemplo do que a regra – também teremos alguma teoria. Sobretudo aquela teoria que você não aprende em faculdades de Jornalismo. De Letras. Ou de qualquer área baseada em comunicação, a não ser que seja um obsessivo da área.

Os cacoetes jornalísticos atuais se baseiam em macetes retóricos, que os jornalistas usam e abusam sem nem saber o que raios estão fazendo. É a poderosa arte de enganar se enganando: os profissionais da área, que consomem também apenas notícias, se acham mesmo os mais inteligentes, os mais cultos, os mais bem informados, os mais astutos e os mais preparados para não cair em armadilhas, quando todo o seu trabalho é apenas brincar com sentimentos populares.

Ou você acha mesmo que a solução é gritar por “imparcialidade”, coisa que nem existe? Que algum jornalista te engana por ser um gênio do crime, provavelmente com QI de 180 pra cima? Que o jornalismo inteiro está uma merda porque cada egresso de faculdade sai com informações de cor e salteado sobre como enganar os trouxas que consomem notícias em grandes conglomerados capitalistas, da Folha ao New York Times, da Globo à CNN, e não por que jornalistas entendem tanto do planeta quanto um jiló entende de colecistectomia?

Neste podcast aprendemos a, digamos, “técnica” que o semiólogo Roman Jackobson desenvolveu para analisar as funções da linguagem, e por que o jornalismo ficou uma merda não se focando na informação, mas apelando para uma obsessão monomaníaca com a função de transformar seus leitores em militantes fanáticos e robotizados através do apelo emocional puro.

E mais: Patrícia Lélis, porteiro do Bolsonaro, retórica latina, o “suposto” e o astrólogo “auto-intitulado” filósofo Olavo de Carvalho, Maria do Rosário, cunhado da Ana Hickmann, além é claro do peru de Eduardo Bolsonaro no seu podcast preferido!

A produção é de Filipe Trielli no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência PierGuten Morgen, Brasilien!

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