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Luciano Huck e a ilusão maquiavélica da extrema-imprensa

Queridinho dos jornalistas e dos artistas, mas esquecido pelo povo, tudo que se pode dizer sobre a candidatura de Huck à presidência é que só se fala em outra coisa

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Já faz tempo que a imprensa oficial brasileira, incapaz de ver a realidade, manifesta apenas seus desejos mais perversos. Ideologia e ganância são seus combustíveis. Criam ídolos de barro com a mesma facilidade com que destroem biografias sólidas. 

Não há como negar que obtiveram muito sucesso nessa tarefa. A biografia rebolativa da Anitta é infinitamente mais apreciada que a de um José Bonifácio ou de D. Pedro II. O funk, muito mais cultuado que o baião.

A imprensa inventa todo tipo de bizarrice e, já há algum tempo, diga-se, vem tentando emplacar o bonecão de posto mais sem graça da república.

O fetiche bizarro é, novamente, Luciano Huck. Embora o apresentador represente menos de 1% das más intenções de voto, circula muito bem nas redações de jornais e nos raros sanatórios especializados em loucos de pedra. É o caso de dizer que sobre a candidatura de Huck à presidência só se fala noutra coisa.

Seu engajamento no Twitter, por exemplo, é infinitamente inferior a de figuras fictícias, como Joaquim Teixeira e Left Dex.

Em Davos, show de Paulo Guedes foi pouco comentado. A mídia desviou a atenção para seu novo bichinho virtual favorito, seu Tamagotchi narigudo.

Não tardou para as assessorias de imprensa do globalismo começarem o trabalho:


E Lauro Jardim, uma espécie de Gretchen do jornalismo, disse, pelando-se de desejo:

sonhos-eroticos

Mas Huck não é o que aparenta ser, um apresentador bem intencionado que foi alçado ao palanque por um povo sofrido e sem esperança. É uma fabricação rasteira de gente endinheirada e comprometida com a corrupção até as ancas adiposas. Não faz muito tempo, Huck posava ao lado de toda a população carcerária dos crimes do colarinho branco do Rio de Janeiro. Hoje, é aliado do maior conspirador da república, Rodrigo Maia.

Não podemos esquecer a mãozinha dada por Lula para que nossa celebridade global pudesse ter seu jatinho. Eleger Huck é trocar um corrupto de língua presa por um fantoche com nariz tampado. 

E o próprio apresentador tá “costumando” na fantasia. Anda apagando os vestígios de suas ligações com gente muito pudica que afanou o país:


A classe artística brasileira está comprometida até o fundo da carcaça com políticos inescrupulosos. O escambo entre elite política e artistas é aberto. Sugam e exigem do Estado tudo o que podem. Estão em pé de guerra com o atual governo porque este fechou a torneirinha dos milhões de reais que escorriam anualmente.

Huck é o porta-voz dessa classe notadamente brega e sem talento. E é patrocinado por gente muito bem relacionada que quer liberar as drogas, o aborto e se manter no topo da cadeia alimentar, relegando ao resto do mundo sua filantropia de araque.

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A Globo, com seu realismo projaquista, quer refazer o ser humano a sua imagem e semelhança, tal qual se fazia na velha URSS. Luciano Huck é um tipo de Stalin com rinite e menos cérebro que serviria perfeitamente à elite global. Se mandarem ele comer merda, aposto que o fará lambendo os beiços e a ponta do nariz.

Estão inflando os desejos de um sujeito frágil e incapaz. Tão logo a realidade se encarregue de mostrar que o queridinho do Projac não fará cócegas na campanha do Cabo Daciolo e, conforme noticiou o World News, empatará com a margem de erro, a mídia e seus donos lhe darão o costumeiro chute no fiofó. 


E só lhe restará voltar pro caldeirão e preparar novos feitiços na esperança de encontrar uma nova Dani Bananinha. 

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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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