Luz na escuridão

O jornalismo profissional é a fonte mais confiável de obter informação

Verdadeiros guias morais da nação, jornalistas profissionais são o orgulho do país. Em momentos como os de agora, são eles, sobretudo, que nos escoltam à salvação

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Nesses tempos sombrios, onde todos estão cegos, quando tudo parece caminhar velozmente para o mais tenebroso inferno, como se guiados por titãs cruéis e invisíveis porque nos perdemos no meio do caminho, o que podemos fazer?

A chama bruxuleante que, pálida, ainda insiste em baloiçar é a do jornalismo profissional. Homens e mulheres notáveis, abnegados condutores das poucas naus da sensatez que, diariamente, fazem dessa profissão uma verdadeira arte.

O esforço para levar até você, leitor, espectador, telespectador, ouvinte, não tem sido, infelizmente, reconhecido. O mundo de hoje, sedento por desinformar-se, não quer saber mais da arte jornalística. Arte esta que guiou ninguém a lugar algum.

Profissionais e órgãos de imprensa se esmeram em levar o melhor da informação. Aqui deixo minha homenagem a esses homens e mulheres notáveis, abnegados condutores das poucas naus da sensatez que, diariamente, fazem desta profissão uma verdadeira arte.

Começo com a diva da imprensa brasileira, Vera Magalhães. Escritora nata, profissional dedicadíssima. Não descansa um segundo sequer. Vera antecipa-se ao fato, diz o que vai nos meandros da informação. Se um ministro diz que um amigo morreu de infarto, Vera, sempre atenta, sacramenta: “foi numa crise supostamente de sinusite”.

Vera narra a vida comum brasileira como poucos. Despreza pontuação, sintaxe, semântica, concordâncias, verbo, sujeito, predicado, aposto, vocativo, porque é assim que o povo se expressa. Vera mente porque o povo mente, oras! Que maior homenagem pode um jornalista prestar do que o de se colocar no lugar de um mentiroso contumaz? Vera encarna, como uma grande romancista, toda a polifonia da realidade. Se nada faz sentido é porque assim o é no áspero do mundo. Vera é uma mulher notável, uma abnegada condutora da sua nau da sensatez que, diariamente, faz desta profissão uma verdadeira arte.

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O Antagonista. Poucas revistas de fofocas praticam um jornalismo tão sério, baseado em fatos inquestionáveis. Foi O Antagonista quem primeiro mostrou, no começo de 2019, que Sérgio Moro poderia ser demitido. Há que se louvar, em especial, o trabalho ativo, zeloso, esforçado, inteligente, do seu repórter investigativo Felipe Moura Brasil. Quem conseguiria, sem uma única prova, produzir matérias tão impactantes? Se pouca gente acredita em Felipe, se o chamam de Tonho da Lua do jornalismo profissional, é porque ainda falhamos enquanto sociedade. O Antagonista (…) faz desta profissão uma verdadeira arte.

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O que dizer de um veículo como a Folha de S.Paulo, então? O apreço pela verdade tem um nome. É cruel um país como o nosso que não valoriza o árduo trabalho jornalístico. Um país que obriga um veículo como a Folha a ter que se promover por falta de quem o faça. Ingratidão, essa pantera. A Folha também é um veículo notável…

“Pandemia restaura confiança no jornalismo profissional.”

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A revista Época, por exemplo, mostrou toda sua compaixão com uma jovem em situação de ser assassina de pai e mãe ao publicar uma sensível matéria sobre o rompimento de seu namoro por conta do risco de contaminação do coronavírus. Notável é a revista Época…

“Sem visitas por risco de coronavírus em presídio, Suzane Von Richthofen perdeu namorado.”

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O Estadão, num momento complicado como esse, chamou ninguém menos que nosso ex-presidente Lula. Condenado por corrupção – ninguém é perfeito -, Lula, em casa de amigo ou sabe-se lá de quem, deu uma entrevista esclarecedora como revela a manchete do acreditado veículo. O Estadão é um veículo notável…

“Ou Bolsonaro renuncia, ou fazem o impeachment dele, diz Lula.”

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Mônica Bergamo era até outro dia colunista social. Hoje é uma espécie de assessora de imprensa do PT, o partido que tirou todo mundo da pobreza. Dizem as más línguas que foi amante de Zé Dirceu. Me nego a acreditar. É hoje a mais ativa defensora da volta de Dilma à presidência do Conselho Real e de Lula ao reinado eterno. Se a realidade não fosse tão patife, Monica seria a porta-voz da república. Monica é uma mulher notável, uma abnegada condutora da sua nau da sensatez que, diariamente, faz desta profissão uma verdadeira arte.

 

Há menções honrosas que não devem passar incólume por essa singela homenagem: Ricardo Noblat, Patrícia Campos Mello, Miriam Leitão, Chico Pinheiro e tantos outros que não têm culpa do jornalismo ter perdido a credibilidade e a confiança da população.

Fica aqui meu desejo de dias melhores. Que a beleza exterior de uma Vera Magalhães, de uma Miriam Leitão, voltem a tocar os corações como deviam tocar quando elas eram jovens mocinhas, há mais de quarenta anos.

Um viva ao nosso jornalismo profissional. Em especial neste dia primeiro de abril.

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