Memes machucam

Inquérito do STF perseguiu até tweet defendendo… a Constituição

Até tweets defendendo que todo poder emana do povo ensejaram mandados de busca e apreensão. Medida foi considerada autoritária contra advogados de Adélio Bispo

Quarta-feira da semana passada, 27, o ministro Alexandre de Moraes disse que o objetivo do inquérito era investigar “notícias fraudulentas (fake news), falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas, ameaças e demais infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros; bem como de seus familiares”.

Segundo a revista Oeste, Moares reproduziu alguns tuítes que justificariam a ação da polícia federal:

No tweet acima, Bernardo Küster, diretor do jornal Brasil Sem Medo, fez nada mais do que um comentário analisando aquele momento. Para Moares, o tweet caracteriza perseguição à corte.

Aqui o deputado Federal Cabo Amaral (PSL-MG) disse apenas que há vagabundos que não cumprem a Constituição. Por algum motivo insondável, o ministro viu nisso uma ofensa à instituição.

Neste post acima, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) afirmou que as medidas de quarentena irão quebrar a economia e o povo poderá morrer de fome. Para o STF, estimativas econômicas podem atingir a honorabilidade dos ministros.

Faka, no post acima, apenas está implorando para que os ministros observem a Constituição mais atentamente. Mas a suprema corte, ficou indignado por um cidadão comum chamar a atenção das excelências.

Neste tweet, Allan dos Santos, fundador e jornalista do Terça-Livre, explicou como funciona o jogo político entre o Judiciário, Legislativo e Executivo. Alexandre de Moraes considerou a explicação básica de Allan uma infração.


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