Corona fans

A torcida organizada do coronavírus

Elite progressista faz birra contra pronunciamento do presidente e assume de vez a torcida para que a pandemia faça muitas vítimas

Nesses tempos sombrios de histeria em meio a uma pandemia, de politização radical da vida humana, em que os mais autoritários indivíduos fingem orgasmos democráticos, me vem à mente uma frase de Ortega Y Gasset: “Apoderou-se da direção social um tipo de homem ao qual não interessam os princípios da civilização”

Não só não interessam como desejam que ela acabe num surto de coronavírus. A civilização, com suas milhares de vozes dissonantes, é um fardo para quem julga a si uma lanterna moral que guiará, pelas aléias trevosas, a massa de gente que anseia a salvação. Qualquer semelhança com um João Dória ou um Rodrigo Maia não é mera coincidência.

Crianças malcriadas são, hoje, tidas como referência em várias áreas, contaminando o debate com sua cosmovisão de chefe de repartição. Não há nenhuma idéia de progresso da inteligência que explique como intelectos perfeitamente desqualificados sejam ouvidos em questões essenciais para a continuação da vida. Joel Pinheiro e Vera Magalhães que o digam.

A pandemia de coronavírus está servindo para, mais do que qualquer outro momento, expor a completa incapacidade da nossa classe artística e jornalística. A rudeza de pensamento da turminha iluminada está sendo posta à prova. E, em resposta, fizeram do coronavírus a sua grande esperança.

O tesão da galerinha cool do Leblon e da Vila Madá é que esse vírus mate meio mundo para que eles tenham o prazer de dizer que só há redenção pelo Estado, que os financiamentos federais das suas adaptações teatrais da música de MC Kevinho e performances com guerra de cocô em praça pública são fundamentais para o avanço social.

Em texto que publicou na Folha, Fernanda Torres, cuja contribuição para a humanidade foi sua personagem Vani, na série Os Normais, se molha toda ao pensar que agora é a hora deles voltarem a dar as cartas, a promover sua visão iluminada de mundo, a guiar o mundo em direção ao carnaval de avenida e ao funk ostentação.

Aqui, nessa construção poética inacessível a qualquer forma de vida que tenha mais de uma célula, Fernanda diz: “Torço para que o centro ressurja dessa emergência. E que o coronavírus, a exemplo da peste negra na Europa do século 14, venha abreviar o obscurantismo medieval travestido de liberal em que nos metemos.”

Para isso é preciso dizimar os adversários. Fernanda pouco se importa com o número de mortos, desde que isso ajude a eliminar o debate. Nada mais mortal que o fundamentalismo histérico de uma idiota. 

Ricardo Noblat, outro que aposta todas as fichas no vírus, ainda fez questão de ameaçar veladamente Bolsonaro. Aquele velho alerta de mafioso: “cuidado! Acidentes acontecem.” O presidente não deixou a peteca cair é zombou do militante boboca.

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Mas Fernanda e Noblat, longe da imagem que fazem de si mesmos, são ordinariamente comuns, ou seja, estão apegados à impressão que tem dos próprios estremecimentos, sejam de prazer, sejam de dor. É o resultado da politização de todas as esferas da vida. 

Não há uma caganeira espontânea para esses indivíduos. Tudo é resultado de um capitalismo liberal que não liga para o que os riquinhos mimados pensam dos pobres. O que se vê de intelectualóide dizendo que precisamos rever as políticas “neoliberais” não tá no gibi. Nenhum desses pascácios pensa em rever as políticas chinesas, as verdadeiras responsáveis pela disseminação do vírus, por exemplo.

É a versão rebuscada e hiper politizada daquele resmungo de tia carola: “onde é que já se viu?”   


Há muito que se lucrar com a situação. O caos social gerado pelo medo dá muito capital político para quem só pensa em ter poder. A assessoria do PT na mídia está a todo vapor. Lula é instado a divagar sobre a crise como se tivesse todas as soluções. É como chamar o Maníaco do Parque para ensinar prevenção de estupro às mulheres. 

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Os covardes querem mais mortes, querem estar com a razão a todo custo, pois sabem que o povo anda muito bravo com todos eles. Assim que essa crise passar (com o mínimo de mortes, esperamos) muita gente vai ter que dar explicações. Governadores e prefeitos já estão sentindo a água no bumbum. Artistas e jornalistas, em breve.


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