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Guten Morgen 101 – UFC Brasília: Moro x Bolsonaro

Absolutamente nada até hoje dividiu tão fortemente a direita quanto o pedido de demissão de Sérgio Moro, acusando Bolsonaro de crimes. Ouça o que passou batido no seu podcast preferido!

Guten Morgen, Brasilien! Enquanto os grandes eventos esportivos não retornam as atividades normais para realmente dividir o país, ao menos as últimas semanas mostraram que o Brasil tem a quarentena com mais emoções do planeta Terra, graças ao UFC Brasília: Sérgio Moro x Jair Bolsonaro!

O ex-juiz e agora ex-ministro Moro, um gigantesco símbolo da luta anti-corrupção no país, foi colocado no governo Bolsonaro como ministro da Justiça exatamente para delinear as políticas contra a corrupção e o crime organizado, que permitiram que o governo Bolsonaro fosse o que mais diminuiu a criminalidade já no primeiro ano de mandato.

No entanto, apesar de muito forte como símbolo, Sérgio Moro é uma figura até hoje quase que completamente desconhecida do público geral. Sabemos os seus gostos? O seu jeito? Suas idéias além da lei? Quais seus autores preferidos? Se prefere Metallica ou Beatles?

O agora ex-ministro, como é consabido, caiu atirando ao pedir demissão: acusou Bolsonaro de pelo menos dois crimes, em uma entrevista coletiva convocada com hora marcada para entregar nitroglicerina pura à mídia – que, não é segredo para ninguém, não gosta muito de Bolsonaro.

Tudo por conta da sugestão de Bolsonaro de substituir Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal, o que até o STF considerou “proibido”, sem mostrar em que ponto da Constituição o presidente não pode indicar quem quer que seja (conforme a Constituição é explícita), e muito menos em que ponto da Constituição o STF pode nos brindar com sua piedosa opinião sobre tal assunto.

Como uma espécie de botão do morto, Sérgio Moro ainda entregou bem para o Jornal Nacional da Globo prints de uma conversa com Bolsonaro, dando a entender, em uma gigantesca forçada de interpretação, que Bolsonaro estaria querendo negociar com seu ministro um nome em comum para a Polícia Federal para proteger aliados (o primeiro parágrafo da nota refuta Moro), além de uma conversa com a deputada Carla Zambelli, também dando a entender, mas sem prova alguma, que Zambelli estaria “negociando” um nome comum para a Polícia Federal em troca de indicação de Moro ao STF (?!), o que não cabe a uma deputada – e, afinal, indicação para a chefia da Polícia sempre foi atribuição do presidente, sem precisar dar satisfação a seus ministros.

Bolsonaro logo convocou um pronunciamento com todos os seus ministros para refutar Sérgio Moro. Conclusões apressadas pulularam nas redes, mas, sobretudo, no Legislativo e no STF, proclamando por um impeachment, que agora se tornou a tônica de um país, literalmente, parado.

Pouco ainda sabemos para conclusões tão peremptórias, mas muito mais do que se imagina foi revelado nas entrelinhas de cada um destes tristes dias de nossa nação. A análise que fazemos… bem, você ouvirá no seu podcast preferido, clicando abaixo, pelo canal do Senso Incomum no YouTube ou no seu agregador de podcasts preferido!

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência PierGuten Morgen, Brasilien!


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