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Guten Morgen 106: Quem checa os checadores?

Agências de auto-intitulado "fact-checking" são a censura gourmetizada do século XXI. No seu podcast preferido, lembramos como todo ditador adora chamar críticas de "fake news"

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Guten Morgen, Brasilien! Enquanto as pessoas sem cultura (ou seja, que não ouvem o Guten Morgen, o seu podcast preferido) discutem ninharias nas redes sociais achando que são coisas importantes, nós, os cobras, sabemos que a notícia mais chocante sem mortes do século foi a censura disfarçada de suposto “fact-checking” (ou falta de) da reportagem do New York Post sobre os negócios escusos do filho de Joe Biden, Hunter Biden, alegando poder ser uma tal de “fake news”, o termo que todos os bocós aprenderam a repetir obedientemente para se sentirem inteligentes, filosóficos e científicos.

Agências de suposto e auto-intitulado “fact-checking” são exatamente o Big Brother do 1984 de George Orwell: burocratas com interesses políticos (e partidários) querendo dizer o que é verdade por nós. Ou seja, controle totalitário. Ou seja, censura. Ou seja, o que todo tirano e genocida no mundo quis: uma agência de fact-checking para escolher “checar” só o que os outros dizem, e proibir ou menosprezar a sua circulação.

Agências mentirosas como Lupa, Aos Fatos, UOL Verifica, Estadão Verifica, Boatos e outras espalham fake news a rodo, como já demonstramos neste Senso Incomum e vamos continuar checando. Mas elas retiram seu garbo de dois fatores completamente totalitários: o poder de controlar as informações que circulam e a repetição robótica e bovina pela população dos termos que eles escolhem tratar como grandiosos – como “fascista” não colou, lá vem fake news pra cá e fact-checking pra lá, fazendo os trouxas acreditarem que viraram reis-filósofos por aprenderem a obedecer gente poderosa querendo controlar o mundo.

Isso não significa a defesa de fake news, tal como criticar o Big Brother is watching you de Orwell não significa a defesa da mentira: significa a crença de que a liberdade e o pensamento racional, filosófico, técnico e científico é sempre melhor do que a crença ideológica no controle e na censura, ainda que travestida de nomes chiquezinhos nos quais o rebanho acredita e repete goebbelsianamente.

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Ademais, uma parte ainda mais assustadora do que ocorreu com a censura da reportagem sobre o filho de Joe Biden no New York Post foi o fato de até mesmo o link da reportagem ter sido censurado em plataformas como Twitter e Facebook, que agem como um oligopólio, e não como entidades “privadas no livre mercado” como crêem os liberais.

Em outras palavras: a reportagem foi censurada antes de passar por uma suposta agência de auto-intitulado fact-checking. Nem mesmo a desculpa mais estúpida já inventada para a censura foi usada: tratou-se de censura no modelo mais brega, autoritário e desabrido de todos, tentando esconder uma reportagem antes de passar por uma agência de suposto fact-checking, por saber que era uma reportagem que prejudicaria Joe Biden, o candidato de extrema esquerda preferido de todo o oligopólio que insistem em se chamar de “capitalismo” na América (embora nem eles mesmos prefiram usar este termo mais).

É simplesmente o maior caso de censura no país da Primeira Emenda em todos os 244 anos de história americana.

A solução para isso? Em primeiro lugar, filosofia como Sócrates, já que sempre arrumamos uma desculpa para falar de Grécia Antiga. E uma solução prática e política? Que tal uma pressãozinha nos nossos queridos deputados para começarem a regulamentar as agências de fact-checking, que não são “independentes”, como dizem Facebook e Twitter (e mesmo o STF), e sim de esquerda?! Ah, parece que elas não vão gostar muito de verem sua ação com as palavras “Este conteúdo foi considerado falso por uma agência de checagem esquerdista”

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto (e agora com música para Grécia Antiga do próprio Filipe Trielli!) da Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!


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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record).

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