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Ninguém vai falar mal

STF pode decidir hoje se garfo deve ou não ser usado na mão direita

Catchup na pizza, nó duplo no cadarço e passas no arroz também estão entre as pautas que devem ser julgadas esta semana

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Esta semana o nosso magnânimo Supremo Tribunal terá em suas mãos a árdua, mas sempre necessária, tarefa de votar a constitucionalidade de diversas ações impetradas por partidos políticos, gente comum, eles mesmos, e pelo doutor Simão Bacamarte. 

Após julgar inconstitucional o uso de fio dental depois das refeições e declarar a legitimidade do arrastão em vias públicas, nossos juízes julgam hoje a exigência de se usar o garfo na mão direita. O pedido é do deputado Arquimedes Molon Y Moron, do PCdoG (partido comunista do gesto). No mesmo pedido, o deputado solicita que facas não sejam permitidas à mesa de quem não tem passagem pela polícia.

Questionado pelo jornalista Nereu Bonner & Bernardes da Folha Global (único periódico que publica notícias verdadeiras, tornado constitucional pelo STF em Setembro) sobre a situação dos canhotos, o deputado Arquimedes invocou a lei constitucional 36, parágrafo 14 – inciso sétimo, também conhecida como lei Doria, que permite que qualquer funcionário público minta quando não quiser responder diretamente a uma pergunta, e encerrou o assunto.

O jornalista Nereu Bonner & Bernardes, insatisfeito com a resposta, soltou um “mas que c***lho” e foi multado em 250 Mendes e Toffoli por ferir o estatuto da moralidade verbal, ou lei Luigi Marnoto, que determina que, no lugar de todo palavrão, se utilize a palavra “papagaios”. Nereu ainda terá de pagar MT$ 100 ao deputado Arquimedes por danos auditivos.

A agência de checagem de fatos, notícias, opiniões e comportamentos Folha Global, tratou de negar a veracidade da rusga entre o jornalista Nereu e o deputado Arquimedes, apesar da mesma ter ocorrido ao vivo, justo no horário obrigatório de notícias, constitucionalmente estabelecido em junho. 

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Mas é de autoria do senador Glaucio Maia and Vasconcelos, do PRdoM (partido revolucionário do momento) que vem a mais polêmica ação enviada ao STF: a que torna constitucional mexer o suco no sentido anti-horário. Caso seja aprovada, será a primeira decisão do colegiado que dará ao cidadão o poder de escolha sobre algo.

A medida vem sendo considerada autoritária por parte da Folha Global que vem destacando que dar ao cidadão uma opção pode desencadear um surto de pensamento dialético que – segundo o decreto 455.534.434-14.655/HJU8 foi o que causou a destruição da civilização ocidental. 

A outra parte, o jornalista Bechara Fiúza de Carvalho, acha a medida positiva e vê que o vácuo legislativo permite ao STF dar, mesmo em caráter de excepcionalidade, o poder de escolha sobre como mexer o suquinho. Fiúza de Carvalho ainda pondera sobre atual momento da nação, mas a medida 345.903.000-8.320/GGT1 impõe que no lugar de suas ponderações, coloque-se a palavra quindim.

O decreto 678.223.121-17.323/DRT78 estabelece que é obrigatória em toda a publicação a menção às 5 últimas medidas aprovadas pelo Supremo:

Norma 345.989, em vigência desde 08/07 – Estipula que só três luzes frias e uma de led sejam ligadas após às 18:27

Norma 345.990, em vigência desde 10/07 – Exige que todos os sanduíches de presunto sejam chamados de “vitela suína entre pães”.

Lei 6.345.237, que determina que calções de banho masculinos tenham 57 centímetros de comprimento recebeu a ação declaratória de constitucionalidade. Pena para o descumprimento da lei – 12 anos de trabalhos forçados em Quixadá. Ver os dispositivos da lei na Suma do Tribunal atualizada todo dia, às 14:00.

Resolução 12.908.233-171.90/G – Férias legislativas de 5 meses para funcionários de carreira foi declarada constitucional. O membro da casa que ultrapassar os 5 meses de férias terá de pagar multa de MT$ 6 ao dia.

Decreto 678.223.121-17.323/DRT78 estabelece que é obrigatória em toda a publicação a menção às 5 últimas medidas aprovadas pelo Supremo.

ADVERTÊNCIA

Esse texto representa o que se convencionou chamar – desde que o primeiro indivíduo tropeçou de forma a obter intencionalmente uma reação alegre do público, desde que o primeiro clown teve a ideia de esguichar um filete d’água de uma flor da lapela do paletó na cara de alguém – de humor, chiste, chacota, pilhéria.

Portanto, não é necessário que as agências de checagem Lupa, Aos Fatos e demais entidades protetoras dos materiais, gastem seu precioso tempo vasculhando a veracidade da notícia, já que, no que tange ao correto andamento do mundo, este gracejo não deve causar muitos danos.

É mister dizer também que o público que lê o Senso Incomum já foi minimamente alfabetizado, de modo que, por conta própria e sem se ferir, é capaz de captar a intenção do texto acima, o mesmo não ocorrendo com o público alvo das tais agências, formado majoritariamente por gente que lê a revista piauí e a Vera Magalhães.


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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