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As noivas de chuck

Cultura de cancelamento: Constantino come a maçã da bruxa má

Rodrigo Constantino é mais uma vítima do linchamento virtual e da perseguição criminosa da patota protetora das virtudes fakes que quer matar de fome seus inimigos. São os resquícios do Halloween

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Aconselhando a bela irmã Ofélia a resistir aos caprichos de Hamlet, Laerte diz que “nem a virtude escapa aos golpes da calúnia”. Não há nada que uma lambisgóia mais tema no mundo do que uma adversária bela. No mundo das idéias acontece o mesmo. Bruacas intelectuais sentem verdadeiro pânico quando confrontadas com ideias mais sólidas que as suas.

Diante de tal constatação, que dilacera a alma, o trabuco das ideias, rosnando e babando, lança seu repertório de lorotas contra seu desafeto. Junte essa limitação cognitiva a adesão a visões de mundo desprovidas de realidade pura e se tem a imagem perfeita de um jornalista profissional. Como disse Alain Besançon: “Nada pode permanecer inteligente sob a ideologia”.

O caso envolvendo o “cancelamento” do Rodrigo Constantino parece ser esse. Antes de entrar no assunto, é importante dizer que esse colunista – eu aqui! – já se referiu, em tempos de desacordo de idéias, de forma injusta sobre o velho Consta. E aqui me retrato com toda a humildade. Peço desculpas. Mas jamais pedi ou pediria sua cabeça apenas porque discordamos. É a graça do jogo – para gente normal, claro.

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Ao pinçar do contexto uma fala sua – um tanto confusa, diga-se, mas longe de configurar a tal apologia de que o acusam – as tias feias e mal amadas  partiram para o ataque covarde contra seu colega mais inteligente. Foram para cima dos seus empregadores pedindo sua demissão. É preciso livrar-se das “maçãs podres” – que é qualquer um que mantenha sua integridade intelectual. 

O circo dos horrores em que se transformou a nossa imprensa adquire cada dia mais um tom totalitário. Pague para entrar e reze para sair. O site O Antagonista tratou Constantino como um ativista bolsonarista. A ânsia por rotular o inimigo é maior que a necessidade de informar. 

Podemos dizer que os antas são uma revistinha de fofoca sueca e militante pró Doria também, mas isso seria dar a eles uma importância que não têm. Revistinhas suecas e de fofocas têm sua importância, já a militância pró Doria… Vera Magalhães, por sua vez, liderou uma espécie de cio choroso, neurótico, sem coragem de expor seu objetivo real: a censura contra um adversário ideológico.

Vale lembrar que a mesma boneca da grow zombou do relato da ministra Damares quando, após ser estuprada,disse que viu Jesus numa goiabeira. Qualquer aspecto da transcendência ou da graça divina é, para Vera Magalhães, uma grossa esquisitice, o que parece muito natural para quem se acostumou a contemplar a própria deformidade todas as manhãs. 

Deve ser um fardo para quem afeta tantas poses e espera ser reconhecida por talentos que não possui, ver sua credibilidade menor que uma piada do Ary Toledo. Aliás, Vera tem toda a exuberância de uma personagem de piada do Costinha. 

Mas voltando ao caso, o fingimento de indignação fica cada vez mais claro ao se comparar a atitude das bruxas más em outras situações. Por que ninguém pediu a demissão de Drauzio Varella quando este abraçou e se solidarizou com um estuprador e assassino de uma criança? Onde estava Vera e sua súcia de patetas sedentos por justiça? 

Constantino é honesto e segue sua consciência. Diversas vezes deu mostras de uma força especial de caráter; mostrou lealdade na disputa de idéias, mesmo quando dividia a bancada com gente disposta a degolá-lo. Tem aquilo que é mais precioso em alguém que trabalha com idéias: a humildade de descartá-las quando se mostram falsas.

Não se pode calar diante desse tipo de injustiça e, muito menos, fingir que não viu. É grave e perigoso. Stalin cercou a Ucrânia, condenando à morte lenta milhões de seres humanos. Ao negar os meios de se ganhar a vida de pessoas que não são do seu espectro político, tipos como Vera Magalhães, Felipe Neto e gigantes dorminhocos da vida, agem exatamente igual. 

Como Ortega Y Gasset bem disse: “Romper a continuidade com o passado, querer começar de novo, é aspirar a descer e plagiar o orangotango”. É o que resta a quem depende da inteligência da Anitta para emplacar suas fantasias. 


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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