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Gabinete do Doria

Marqueteiro pró-Doria posta fake news sobre mortes pela peste e apaga

Alexandre Borges diz que 1% da população brasileira morreu de peste chinesa para colocar a culpa em Bolsonaro. Apagou e fingiu que nada aconteceu – e agências não censuraram

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O marqueteiro doriano Alexandre Borges espalhou fake news para inculpar Bolsonaro, na típica campanha de desinformação da “fake news permitida” quando é contra inimigos do establishment.

Segundo Alexandre Borges, as 216 mil mortes causadas pelo vírus chinês em 10 meses seriam “1% da população do país dizimada em menos de 1 ano”, confundindo acidentalmente 1% com 0,1% – número que parece não ter um grande apelo de marketing que, por mera coincidência, favoreceria Doria, caso não caísse no ridículo.

Adicionando injúria ao insulto, Alexandre Borges se aprofundou em tom funéreo: “Curva de mortes em clara ascensão. Pense nisso.”

Vamos “pensar nisso”.

O número de mortes por peste chinesa é, na verdade, 0,1% da população do país, sendo o Brasil o 26.º país na lista de mortes por 100.000 habitantes (melhor até do que a Suíça), enquanto o rico estado de São Paulo figura em 11.º nas mortes por 100 mil, competindo com os estados mais pobres da União.

Se São Paulo fosse um país, por ter 106 mortes por 100 mil, estaria à frente da trágica Argentina em mortes, três posições no ranking, mesmo com as medidas autoritárias e destruidoras da liberdade e da economia de Doria.

É mais seguro contra a peste chinesa estar na Argentina, paradigma de ineficiência mundial (mesmo hiper autoritária), do que em São Paulo com Doria, que se espelha no autoritarismo ineficiente da Argentina.

“Pensar nisso” nos leva a concluir, na verdade, que Bolsonaro tem se saído muito melhor do que o desastre Doria, cujo autoritarismo não dá resultados, mas tem um marketing furioso nas redes sociais e na grande mídia. Mesmo que esta grande mídia, tal como Alexandre Borges, não saiba fazer contas.

Como era de se esperar, ao ter sua mentira ridicularizada, apagou a fake news que divulgou pela campanha de desinformação doriana sem tentar “corrigir”, já que o marketing pró-Doria com o número correto não teria sido “chocante”. Melhor apenas desistir da desinformação e não pedir desculpas, torcendo para ninguém ter visto. Nós vimos.

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Obviamente, agências de suposto “fact-checking” ignoraram a desinformação anti-Bolsonaro, nem diminuíram o alcance do seu algoritmo, por não estarem interessadas em verdade, e sim em gestão partidária das redes sociais. O que prova que tais agências não fazem fact-checking e NÃO PODEM ser tratadas juridicamente de tal forma – fazem, isto sim, um lobby próximo ao crime de difamação (art. 139 do Código Penal). Uma lei para regular tais agências é prioridade no país.

Acelera, SP!

Não é de hoje que Alexandre Borges passa pano para qualquer coisa que seja pró-Doria (incluindo sua adoração ao Partido Comunista Chinês), acreditando que consegue disfarçar sua agenda partidária.

Já é consabido que o sonho de Alexandre Borges é ser marqueteiro de Doria, aboletando seus amigos na empreitada.

Após trabalhar com Flavio Bolsonaro em 2016, deixando-o em quarto lugar, acreditou que seria marqueteiro de Jair Bolsonaro. Como o Bolsonaro-pai preferiu recusar o trabalho (Borges queria trocar toda a sua equipe por amiguinhos seus que, hoje, compõem a linha-dura do dorianismo nas redes), tornando-se o primeiro presidente eleito sem marqueteiro, para alegria de seu eleitorado, Alexandre Borges preferiu investir na sua rede de networking por Doria.

João Doria com Alexandre Borges

Alexandre Borges se aliou a todos que poderiam lhe garantir sua ascesão ao dorianismo, sobretudo ao virar um intelectual orgânico do MBL, sendo a única pessoa acima dos 20 anos hoje que ainda acredita no potencial do grupo político mais ridículo do país.

Como já explicamos detalhadamente, uma CPI do MBL é a única coisa que pode restaurar a liberdade política no Brasil. É o fio condutor que une mídia, governadores tirânicos, tramóias na Câmara, CPMIs e até a alta esfera do Judiciário (if you know what I mean).

Explicar estas ligações entre dorianos, que sempre e por mera coincidência ganham cargos e poder até vendendo a consciência liberal para apoiar velhacarias com o Partido Comunista Chinês, pode explicar muita coisa que precisava ser investigada no Brasil. E para isto precisamos de uma CPI, não de investigações que não unam os pontos em um único fio condutor.

Não tenha dúvida de a desinformação propaganda por Alexandre Borges, se fosse para criticar Doria e favorecer Bolsonaro, seria tratada como ordem de um “gabinete do ódio” e estamparia todos os jornais. Uma CPI para investigar o MBL (adivinha em quanto tempo chegará ao Doria?) e uma regulamentação completa de órgãos que se auto-intitulam “agências de fact-checking” são os temas mais urgentes do país.

https://twitter.com/ScrewedMcD/status/1321416964405895174
https://twitter.com/JulianoFvaro2/status/1281657328518008832
https://twitter.com/Lillie18066570/status/1281579519888052225

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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record).

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