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Abaixo à ditadula

Em 2019, Doria já falava em entregar São Paulo para a China

Suéter-governador teceu elogios à ditadura que persegue adversários políticos, que mantém cristãos e muçulmanos em campos de reeducação, e ainda se disse um profundo admirador da força de trabalho chinesa

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Orwell, no excelente livro Dentro da Baleia, diz que um dos quatro grandes motivos para escrever é o propósito político. “O desejo de lançar o mundo em determinada direção, de mudar as idéias das pessoas sobre o tipo de sociedade que deveriam se esforçar para alcançar.”

Qualquer escritor que se lance sobre a escrita motivado pelo propósito político tem o dever de desmascarar certos tipos que se escondem sob as vestes da moderação e do requinte, sobretudo quando as vestes são uma calça colada ao roscofe e um suéter de grife embobinado no pescoço.

Ligar lé com cré pode ser difícil pra quem se acostumou a ver o mundo real por meio de um recorte tolo da realidade, mas para quem ainda consegue tocar a ponta do nariz sem o auxílio de uma bússola, isso não deve configurar um problema.

A estratégia agripina de lockdown é um fracasso. O estado de São Paulo é disparado o líder em mortes por causa da peste chinesa. 

Governador e prefeito tiveram um ano inteiro para aparelhar o sistema de saúde – com direito a tendas cenográficas no Pacaembu e Sambódromo -, mas João Tranca-Rua resolveu aparelhar mesmo foi sua frota de publicitários, aumentando a verba com propaganda.

Com a economia ruindo, investidores da mais pulsante democracia do mundo, a China, estão eriçados com as perspectivas em São Paulo e no resto do país, conforme noticiou o Jornal do Comércio e a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade.

Enquanto diminuem os horários de atendimento do comércio, aumentando a aglomeração (matemática de segundo ano primário), o transporte público continua lotado em horários de pico. 

Mas, segundo entrevista do próprio suéter falante, a estratégia de entregar tudo para a Mãe China não é de hoje. Na Band News, o sapatênis mais perigoso do país disse ser um admirador do país asiático (leia-se Partido Comunista Chinês). 

Talvez por desconhecimento, o nosso calça apertada disse ainda que estima a força de trabalho chinesa, que o chinês é muito trabalhador.

Doria deve coçar bastante a cabeça ao preparar suas estratégias de combate ao vírus. Mas, como disse o grande Karl Kraus, coçar a cabeça não é sinal de atividade cerebral.


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Assuntos:
Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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