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Vazamento de dados de 2 milhões de membros do PCCh revela “era de ouro” da espionagem chinesa

Documento mostra potenciais infiltrados em empresas estratégicas e órgãos de governos ocidentais. Parlamento brasileiro, por outro lado, faz lobby pró-China abertamente

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Vazamento de dados de 2 milhões de membros do PCCh revela "era de ouro" da espionagem chinesa

Cerca de 2 milhões de membros do Partido Comunista Chinês (PCCh) estão infiltrados em governos e empresas ao redor do mundo. A constatação foi feita pelo Epoch Times e revelada em reportagem da rede australiana Sky News TV.

Um vazamento, ocorrido em dezembro de 2020, revelou dados de quase 2 milhões de integrantes do PCCh, incluindo seus nomes, posição no partido, aniversários, números de identidade nacionais e etnia.

“Muitos indivíduos no banco de dados são empregados em empresas dos EUA, Europa e Austrália envolvidas em setores sensíveis, como defesa, produtos farmacêuticos (particularmente o desenvolvimento de vacinas COVID-19) e serviços financeiros. Alguns são empregados em postos diplomáticos e universidades”, diz reportagem do Epoch Times.

De acordo com os dados vazados, AstraZeneca, Boeing, HSBC, Hewlett-Packard, Pfizer e Rolls Royce são algumas das empresas que possuem membros do PCCh em seus quadros de funcionários.

Em 2016, 287 membros do PCCh trabalhavam na Boeing. A empresa aeroespacial é uma grande contratada dos Departamentos de Defesa dos Estados Unidos e da Austrália.

“O interessante é que os membros do Partido Comunista Chinês estão trabalhando para empresas de defesa e relacionadas a TI em todo o mundo. Só podemos adivinhar os projetos em que estavam trabalhando e as informações que foram enviadas para a China. Este é um grande risco de segurança”, afirmou ao Epoch Times o professor de cibersegurança do Royal Melbourne Institute of Technology, Matt Warren.

A iniciativa privada não é a única infiltrada. Segundo a Fox News, o PCCh também infiltrou seus membros nos consulados americano, britânico e australiano em Shangai.

Em 2017, o senador do Partido Trabalhista Australiano, Sam Dastyari, foi forçado a renunciar após ter sido descoberto que ele avisou o bilionário chinês Huang Xiangmo que seu telefone estava sendo grampeado por serviços de inteligência, incluindo os do governo dos EUA.

Xiangmo é dono do Grupo Yuhu de incorporação imobiliária. Um ano antes, o mesmo senador teve uma fatura jurídica no valor de AU$ 40 mil paga pelo grupo.

Dastyari também admitiu pedir a uma instituição diretamente ligada ao governo chinês que pagasse uma dívida de viagem pessoal no valor de AU$ 1,6 mil.

Segundo o Daily Mail, “o banco de dados vazou originalmente no Telegram, e [teve sua autenticidade comprovada] em setembro por um dissidente chinês para a Aliança Interparlamentar da China (IPAC), que compreende mais de 150 legisladores em todo o mundo que estão preocupados com a influência e atividades do governo chinês.”

O Brasil não faz parte da IPAC, mas possui um Grupo Parlamentar Brasil-China, que não parece nem um pouco preocupado com interferências (ou espionagem) do PCCh em território nacional.

Joseph Siracusa, professor adjunto da australiana Curtin University e especialista em regimes comunistas, disse ao Epoch Times que o documento vazado traz uma lista de 1,9 milhão de potenciais “adormecidos” que o PCCh poderia abordar (ou chantagear) para “vender seu governo.”

“Eu diria que estamos no auge da era de ouro da espionagem chinesa”, acrescenta Siracusa.


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Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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