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Doria admite 3a dose de CoronaVac dias depois de dizer que era “inutilidade”

Jornalistas da CNN "esqueceram" de perguntar o que levou o governador a mudar de opinião em tão pouco tempo. Jornalismo transforma entrevista em "papo de comadre"

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Doria admite 3a dose de CoronaVac dias depois de dizer que era "inutilidade"

Treze dias separam duas afirmações antagônicas do governador de São Paulo, João Agripino Doria.

Na quinta-feira (5), em entrevista ao portal Metrópoles, Doria afirmou categoricamente que seria uma inutilidade a administração de uma terceira dose da CoronaVac, o imunizante chinês produzido pelo Instituto Butantan.

A opinião do governador era a de que o Ministério da Saúde estava tentando “desacreditar” a sua vacina. “A Coronavac foi credenciada na OMS [Organização Mundial da Saúde] como uma vacina eficaz e segura. E é a mesma vacina que o Ministério da Saúde já aplicou no braço de 63 milhões de brasileiros.”

Já na terça-feira (17), em entrevista à CNN Brasil, sem cerimônia e com naturalidade, Agripino disse que o seu “comitê científico” estuda administrar uma terceira dose.

“A terceira dose está sendo avaliada, sim, e, se houver a necessidade, os programas de imunizações adotarão essa medida. Se necessário for, o governo de São Paulo vai providenciar mais vacinas da CoronaVac.”

Nenhum dos dois jornalistas que conversavam com o governador lembrou de perguntar o que o fez mudar de posição em tão pouco tempo.

Ao contrário, a âncora mudou de assunto rapidamente, dando continuidade ao papo de comadres que a CNN Brasil promoveu com Agripino.


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Assuntos:
Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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